terça-feira, 15 de abril de 2008

O que pode ser feito em caso de Lesões.

O DIAGNÓSTICO deve ser completo e preciso.
Deve sempre que possível, ser minucioso e não dar margem a dúvidas, pois caso comecemos os processos terapêuticos sem certeza diagnóstica podemos estar a dar oportunidade a grandes fracassos com as suas consequências finais. As radiografias, a tomografia , a ressonância magnética e o ultra som , por exemplo, devem apenas ser utilizados ou na dúvida diagnóstica ou na complementação de dados já obtidos na avaliação clínica. Nas fracturas as radiografias são indispensáveis, bem como a perfeita localização de uma hérnia discal cirúrgica a ressonância magnética ou pelo menos a tomografia são necessárias. O ultra som pode trazer a ideia mais precisa de gravidade ou mesmo da evolução de processos em partes moles como as lesões musculares por exemplo. A electromiografia e electroencefalografia podem ser efectivas na exactidão diagnóstica. Exames laboratoriais não devem ser esquecidos. Poderão também ser utilizados as "punções articulares" e finalmente a artroscopia como um processo precioso, feito por mãos experientes. Completos os diagnósticos precisos atingiremos a cura almejadaAs CAUSAS podem ser divididas em 3 grupos: Predisponentes (temperatura húmida e fria, erro de treino, fadiga psíquica, fadiga muscular, local e material inadequado para a prática desportiva, etc...), por erro de mecanismo (três possibilidades: falta de automatismo, impulso involuntário interrompendo o automatismo ou impulso voluntário interrompendo o automatismo) e por outros motivos (ex: horário da competição, o desnível técnico dos competidores, o tipo de desporto e até mesmo a violência que possa ser empregada na actividade).

TRATAMENTO: O processo terapêutico de uma lesão atlética pode ser dividido em CONSERVADOR (este é mais adequado mesmo que leve mais tempo) ou CIRÚRGICO. Existem patologias de tratamento obrigatoriamente cirúrgicas e outras obrigatoriamente conservadoras. Caso tenhamos uma lesão que possa ter cura completa, quer com tratamento cirúrgico quer com o conservador, devemos optar pelo conservador mesmo que tenhamos um tempo necessário para a cura um pouco maior. Muito provavelmente os riscos cirúrgicos não compensem o ganho de alguns dias ou semanas. Porém, nas lesões que exijam tratamento cirúrgico, devemos executá-lo o mais rápido possível. Muitas são as opções de tratamento conservador. Assim, podemos utilizar as imobilizações, o repouso, o tratamento medicamentoso e finalmente os recursos fisioterapeuticos.
Quanto às imobilizações só devem ser empregadas no período exacto e apenas imobilizando os segmentos corpóreos necessários, pois sabemos das importantes atrofias musculares consequentes bem como da diminuição da amplitude articular.Devem ser abolidos os processos terapêuticos de infiltrações locais de corticoesteróides e ou anestésicos, os quais podem agravar em muito a patologia pré-existente conforme demonstram muitos trabalhos publicados.
Os Recursos Fisioterapeuticos são fundamentais na grande maioria das lesões.
O calor profundo (ultrasom, ondas curtas, etc...), o calor superficial e o contraste podem abreviar em muito o tempo de cura. A cinesioterapia ocupa lugar obrigatório em qualquer tratamento de lesão atlética tendo na contracção isométrica (contracção muscular com aumento de tónus, manutenção do tamanho da fibra muscular e sem trabalho externo) a sua variedade mais utilizada. Não nos esqueçamos portanto, dos exercícios passivos e das contracções isotónicas (manutenção do tónus muscular e encurtamento do tamanho das fibras com execução de trabalho externo). Fazem parte também das fibras com as contracções auxotónicas (executadas pela musculatura antagonista ao movimento, onde temos um aumento do tónus e alongamento das fibras musculares - também chamada contracção excêntrica) e as contracções isocinéticas (que fazem com contracções musculares rápidas, de curta duração, e de pequena amplitude articular ). Devemos valer-nos também dos exercícios de alongamento que só devem ser utilizados no momento oportuno e com a intensidade necessária (não devemos por exemplo fazer alongamentos nas lesões musculares agudas ).

O número de lesões com frequência :
Segmentos Corpóreos % de Lesões
Joelho 54,9
Coluna 21,6
Coxa 5,8
Tornozelo 5,8
Braço 3,9
Pulso 2,0
Pé 2,0
Ombro 2,0
Perna 2.0

Tipo de Lesão % de Lesões
Entorse 13,8
Rotura Muscular 9,9
Contusão 7,8
Menisco - Ligam. Joelho 49,0
Mioentesite 1,9
Rótula Sub-Luxans 1,9
Fracturas 0
Coluna 11,9
Tendinite 0
Osteocondrite 0
Periostite 0
Neurite 0
Bursite 0
Luxação 1,9
Artrose 0

Fonte: http://www.npng.com.br/pt/displayart.asp?id=146