terça-feira, 13 de maio de 2008

Frio aumenta os riscos de lesões


Com a chegada do frio no país, o nosso organismo sente drasticamente as alterações, apesar de não parecer tanto. O corpo perde calor e mobilidade, e os atletas que não possuem um bom condicionamento físico ficam sujeitos a lesões musculares e/ou esqueléticas, que normalmente não se manifestariam com a temperatura ambiente comum.

 

As baixas temperaturas provocam uma relativa queda tanto no metabolismo, como nas pressões arterial e freqüência respiratória, o que gera uma grande resistência na prática do exercício físico. 

Com essa resistência, o corpo necessita de um aquecimento e alongamentos mais extensos, prática que não é feita pelos atletas não-profissionais e acaba acarretando lesões, estiramentos, entorses, cãibras, e outras. E o tempo de recuperação costuma ser maior, pelos mesmos motivos.

 

Outra situação em que se deve ter cautela é com a hipotermia. Quando a temperatura do ambiente é inferior à do corpo, o indivíduo sofre resfriamento geral do organismo. Fatores como vento e água também são determinantes.

 

Quando o atleta começa a tremer, o corpo automaticamente está tentando esquentar a temperatura do organismo, o que altera o metabolismo. Quando o corpo se acostuma a aquecer-se sem a prática de exercícios, é verificada uma hipotermia de grau leve. Se o resfriamento persiste, a circulação sanguínea também diminui, assim como a irrigação cerebral e do corpo. 

Isso pode causar comprometimento muscular e nervoso, além de falta de oxigênio no sangue, o que diminui então a freqüência respiratória, e causando sonolência. Já se observa uma hipotermia grave nessas ocasiões.

 

Para evitar essas situações, as dicas são: regular a alimentação com mais carboidratos, manter-se aquecido, cobrir mãos e cabeça, que são responsáveis pela perda de mais de 50% de calor, não utilizar álcool e drogas, que causam contração dos vasos sanguíneos, e o principal, hidratação, aquecimento e alongamentos bastante apurados.