quarta-feira, 13 de agosto de 2008

A equação do emagrecimento


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Hoje vou dar continuidade à questão do melhor método para queimar gordura – tema que abordei no texto anterior. Nunca é demais lembrar a "equação do emagracimento":

Emagrecimento = Ingestão calórica – Gasto calórico.

A partir desta fórmula podemos entender por que emagrecer só com os exercícios é tão difícil. Vou dar um exemplo bem comum: a pizza é uma paixão nacional. Uma fatia de pizza média, no sabor mussarela, de acordo com diversas tabelas fornecidas por nutricionistas, contém:

PIZZA
QUANTIDADE
VALOR CALÓRICO
Pizza de mussarela e tomate seco 1 fatia de 150g 449 calorias
Pizza de mussarela 1 fatia de 150g 393 calorias
Pizza portuguesa 1 fatia de 150g 329 calorias
Pizza quatro queijos 1 fatia de 150g 385 calorias
Pizza de calabresa 1 fatia de 150g 400 calorias


Então, em média, uma fatia contém cerca de 400 calorias. É bastante, heim!!! E quem consegue comer um pedaço só? Por outro lado, uma caminhada bem rápida (6,4km/h), durante uma hora, queima aproximadamente 275 calorias – isto em uma mulher de 55kg.

Para queimar a ingestão de duas fatiazinhas de pizza de mussarela a mesma mulher terá de andar rápido durante quase 3 horas!

De modo geral, a cada 500 calorias ingeridas em excesso, é preciso dispor de mais de 40 minutos de caminhada para queimá-las. Isto demonstra claramente que numa dieta para perder peso, o fato alimentação é muito importante. Ninguém emagrece só fazendo exercício, se continua comendo descontroladamente.

Esta é base da equação citada acima, que muitos não entendem e acabam se frustrando depois de algum tempo de prática esportiva (mesmo em treinos intensos).

E para aquele que sempre alegam não comer demais, não exagerar, não "saber o que acontece", eu lembro que os escorregões na alimentação ocorrem numa freqüência e intensidade maior do que pensamos.

Vamos imaginar uma semana típica:

Segunda – Balanço calórico normal, exceto um "sonho de valsa" como sobremesa depois do almoço. 115 calorias;

Terça – Tudo ia bem, quando chegou em casa com preguiça e pediu uma pizza de mussarela. Duas fatias = 800 calorias.

Quarta - Hum... dia de feijoada. Prato pequeno, mas como o valor calórico é alto, já se foram mais 100 calorias em excesso.

Quinta - Chopp com os amigos após o expediente. Dois copos equivalem a cerca de 200 calorias.

Sexta - Jantar na casa de uns amigos. O excesso veio da sobremesa, uma torta deliciosa de morango. Valor calórico: 180 calorias.

Sábado - balada com duas caipirinhas. Pelo menos 350 calorias em excesso.

Domingo - Almoço na casa dos pais. A comida da mãe é tão boa! Prejuízo: 400 calorias a mais!

Total ingerido em excesso: 2.145 calorias. (valor aproximado, claro)

Agora vamos imaginar que estejamos falando de um homem de 75kg, que corre quatro vezes por semana, em média 8km por treino.

Então, temos: 560 calorias gastas por treino e 2.240 calorias queimadas em 4 treinos. Todavia, vamos imaginar o que aconteceria se este mesmo corredor "cabulasse" uma corrida por semana. Afinal, tem o excesso de trabalho, a preguiça, os imprevistos... Aí o gasto calórico semanal fica em 1.680.

Como a ingestão fica numa média de 2.145 calorias extras, então temos um acúmulo de 465 calorias. Se projetarmos isso ao longo de um ano, o estrago fica mais evidente, pois a cada 3.500 calorias em excesso ganha-se meio quilo de gordura. No caso do nosso atleta que cabula treinos, teremos um excesso anual de cerca de 24.000 calorias, ou seja, 3 quilos e meio de gordura que se alojarão em seu corpo em apenas um ano! É muita coisa, não? E para os menos ativos fica ainda mais fácil engordar.

Portanto, cuidado, muito cuidado. Por que para emagrecer é necessário rigor com a alimentação – e o papel fundamental dos nutricionistas – além de uma atividade física regular.

http://vejaonline.abril.com.br/notitia/servlet/newstorm.ns.presentation.NavigationServlet?publicationCode=1&pageCode=1287