segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Nossos limites e nossas vitórias

Agência Estado

Os Jogos Olímpicos de Pequim estão chegando ao fim. Infelizmente -- para quem é apaixonado por esportes, como eu, e adora se surpreender com a incrível capacidade do corpo humano. Mas ainda vou aproveitar esses últimos dias de espírito olímpico para abordar um tema que me parece muito pertinente nesses tempos em que recordes mundiais são derrubados com uma facilidade inacreditável.

Os limites do corpo

: Sim, eles existem! Mesmo para os super atletas, como o chinês Liu Xiang, corredor velocista dos 110 m com barreiras, um ídolo nacional que, assim como muitos atletas em Pequim, sucumbiu à uma lesão tão grave que não lhe permitiu sequer transpor a primeira barreira em sua prova. Como Liu, muitos praticantes acabam se lesionando. E por que? Na maioria das vezes, por que simplesmente não escutam o próprio corpo. Em quantas situações, não fazemos isso na prática dos nossos treinos? Sentimos uma dor e prosseguimos ignorando este sintoma. Só quando a dor se torna insuportável é que decidimos procurar ajuda. Tirando as lesões traumáticas (entorses, pancadas, etc.), o corpo vai logo avisando que algo não vai bem. Há uma regra importante de treinamento esportivo: Só descobrimos nosso limite quando o ultrapassamos.

Cuide melhor do seu corpo: Temos aproximadamente 650 músculos responsáveis pela infinidade de movimentos que somos capazes de produzir. Ao acompanhar os ginastas durante os Jogos, ficou claro, pelo menos para mim, que deveríamos ter mais respeito com o nosso corpo. Deveríamos tratá-lo com a atenção que ele merece, fornecendo-lhe estímulos para preservar sua flexibilidade, coordenação, força, equilíbrio, resistência e outros atributos igualmente importantes. No entanto, parece que estamos sempre ocupados demais para ele, ou não?

Esporte é fonte de prazer:

Quem não gosta acompanhar as comemorações dos atletas no pódio? Ás vezes me pergunto por que não comemoramos quando terminamos nossa atividade física? Vejo muitos praticantes sisudos demais. Mas, comemorar o que? Muita coisa. O simples fato de termos conseguido realizar mais um treino, de termos tido um tempinho para cuidar de nossa saúde, deixar nosso corpo em forma, melhorar nossa capacidade muscular e aeróbica, ficarmos mais fortes e ainda relaxarmos das tensões do trabalho. Cada treino realizado significa um desafio vencido, uma etapa cumprida. Eu vejo isso tudo como grandes conquistas pessoais. Somos todos merecedores de medalhas, vamos comemorar também.

Minha homenagem de hoje, claro, é para a Maurren Riga Maggi. Não é preciso comentar.  Ela é ouro.

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: http://vejaonline.abril.com.br/notitia/servlet/newstorm.ns.presentation.NavigationServlet?publicationCode=1&pageCode=1287