sexta-feira, 31 de julho de 2009

Jovens por mais tempo: Os sem Idade


Num mundo em que se vive por mais tempo e com mais saúde, 
a idade real se traduz pelo estilo de vida, e não pelo calendário

A mãe
A empresária Mara Lúcia Sarahyba, 52 anos: "Tenho no guarda-roupa algumas peças idênticas às da minha filha"
A filha
A modelo Daniella Sarahyba, 25 anos: "Minha mãe é jovial e ativa, o que faz dela uma ótima companhia para qualquer hora"


Nas últimas três décadas, a expectativa de vida aumentou mais do que em qualquer outro momento na história na maioria dos países. No Brasil, ela pulou de 62 anos, em 1980, para 73, hoje. Essa evolução fez com que o próprio conceito de velhice fosse reformulado. Já não se espera dos sessentões que se aposentem e passem os dias de pijama numa cadeira de balanço. Cada vez mais aposentados voltam ao mercado de trabalho por motivos diversos, como manter-se atualizado ou complementar o orçamento. O aumento da longevidade propiciou o surgimento de outro fenômeno, desta vez no terreno do comportamento - o de pessoas maduras que cruzam as fronteiras entre as gerações e não apenas agem, mas também se sentem como se fossem mais jovens.

São homens e mulheres que já passaram dos 40 ou 50 anos, gozam de boa saúde, disposição e acreditam que os hábitos de vida e a forma de se expressar não devem se atrelar à idade, mas à personalidade de cada um. Os americanos, sempre rápidos em dar nome aos fenômenos culturais, os chamam de ageless (sem idade, em português). "No mundo de hoje, em que vivemos mais e melhor, a idade cronológica deixou de ser tão relevante para determinar o modo de vida de uma pessoa. O que mais importa é sua capacidade no terreno funcional, social e emocional", diz o gerontologista carioca Alexandre Kalache, conselheiro da Academia de Medicina de Nova York e ex-diretor do programa de envelhecimento da Organização Mundial de Saúde.

Com essa espécie de democratização da juventude, produtos e serviços antes direcionados exclusivamente ao público adolescente ou jovem começam a ganhar adeptos entre os mais velhos. A carioca Mara Lúcia Sarahyba, de 52 anos, mãe da modelo Daniella Sarahyba, de 25, é uma típica representante dos sem-idade. Mara e Daniella, apesar da diferença de geração, compram roupas nas mesmas lojas, costumam viajar juntas e não raro frequentam as mesmas festas. "Minha mãe é jovial e ativa, o que faz dela uma ótima companhia para qualquer hora", afirma Daniella. "Temos algumas peças idênticas no guarda-roupa, apesar de a Dani policiar os meus decotes", conta a mãe. "Os ageless rompem com o padrão convencional em que o comportamento é ditado pela faixa etária", disse a VEJA a inglesa Ruth Marshall, da consultoria internacional WGSN, especializada na análise e previsão de tendências de consumo.

A ascensão dos sem-idade pode ser notada na publicidade. Grande parte dos anúncios deixou de se dirigir ao público com mais de 50 anos com base na noção obsoleta de que ele só consome cremes antirrugas, tintura para cabelo e fixadores de dentadura. "O público com mais de 50 anos é hoje o grande centro de mudanças na publicidade. É o grupo demográfico que mais cresce. Seus integrantes sabem que têm muita vida pela frente e não querem ser tratados como velhinhos", diz Thiago Lopes, gerente de planejamento da Oxygen, célula de pesquisa de consumidor e tendências de mercado da agência de publicidade Talent.

Independentemente do comportamento que se adote, todo mundo quer passar os anos a mais ganhos no calendário com boa qualidade de vida, livre das doenças associadas à velhice. A série de reportagens que VEJA apresenta nas páginas seguintes traz as mais recentes e relevantes conquistas da ciência na prevenção de males que costumam surgir com o avanço dos anos. Elas servem como um manual sobre como agir na juventude e na meia-idade para atenuar as consequências das inevitáveis mudanças que ocorrem no corpo e na mente com o passar do tempo. As reportagens foram elaboradas com base em consultas a um corpo de setenta especialistas e trazem depoimentos de quem se empenha em manter a juventude através de tratamentos preventivos e estéticos. Juntas, elas formam um programa para conquistar a longevidade.

 

O jeito sem-idade de ser

Estudo no exterior depois dos 40

Ilustrações Roberto Alvarez


Curso de línguas e hospedagem em casa de família em país distante não são mais só para adolescentes. Nos últimos dois anos, as empresas que promovem esse tipo de viagem no Brasil registraram um aumento de 45% na procura por parte de pessoas com mais de 40 anos. Uma delas é o paulista João Gabriel Crivellente, operador de bolsa de valores, 46 anos, casado e pai de três filhas, com idade entre 11 e 21 anos. Durante 45 dias, ele morou com uma família em Vancouver, no Canadá, para estudar inglês. Acordava às 8 horas e levava quarenta minutos para chegar de ônibus ao curso, com a mochila nas costas. Sua inspiração para a aventura foram as filhas mais velhas. Uma delas morou no exterior e outra ainda estuda na Nova Zelândia. "Foi uma experiência inesquecível. Convivi com gente muito mais nova e aprendi sobre o seu universo. Posso dizer que rejuvenesci", conta Crivellente. O intercâmbio para pessoas maduras pode, em média, ser 50% mais caro se comparado com o mesmo programa na versão adolescente. "Isso se deve a aulas com menos alunos e a atividades recreativas, como jogos de golfe", diz Marcia Mattos, gerente de cursos no exterior da STB.

 

Não me chame de senhora


Amparadas em pesquisas de mercado com mulheres acima de 50 anos, muitas lojas treinam as vendedoras para que tratem suas clientes de maneira informal. Chamá-las de senhora, por exemplo, pode ser interpretado como um desaforo. Esse tipo de loja não tem roupas específicas para mulheres de determinada idade. Vende peças que vestem, com adaptações sutis, o corpo de mães e filhas. "Ninguém corre o risco de cair no ridículo ao usar algumas roupas iguais às da filha ou mesmo da neta. Basta respeitar a silhueta de cada um", diz a modelo e apresentadora Isabella Fiorentino, que ensina mulheres a se vestir em seu programa de televisão. Os homens alinhados com o comportamento sem-idade, por seu turno, não veem problema em usar calças jeans e sair à rua de camiseta. "Nossas vendedoras são orientadas para tratar a compradora pelo nome ou por você. As mulheres vão fazer compras para se sentir bem, e não para se sentir velhas", afirma a paulista Isabella Giobbi, estilista da marca que leva seu nome.

 

Dono do próprio nariz


Entre os brasileiros à frente de negócios próprios abertos há menos de quatro anos, a porcentagem dos que têm de 45 a 54 anos dobrou nesta década - de 7% em 2001 para 15% hoje*. "Com o aumento da expectativa de vida, as pessoas nessa faixa de idade têm atualmente mais audácia do que no passado para mudar de vida e começar um novo empreendimento", diz Ricardo Tortorella, diretor do Sebrae de São Paulo. No ano passado, após três décadas de trabalho em grandes empresas, o engenheiro paulista Rinaldo Amorati Jr., 56 anos, decidiu abandonar um cargo executivo para abrir seu próprio negócio, uma franquia de loja de alimentação. "Já estava me preparando havia seis anos para ser empresário. Chega um momento da carreira e da vida em que você quer ter autonomia. Minha mulher administrava outras franquias, e me atraíam a flexibilidade de horário e as possibilidades de crescimento", ele conta.

Por: Lailson Santos

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Fisiculturista ERIK FANKHOUSER


PROFILE 

NOME COMPLETO /FULL NAME: ERIK FANKHOUSER
ANIVERSÁRIO / BIRTHDAY: MAY 30, 1980
CIDADE DE RESIDENCIA / CURRENT STATE OF RESIDENCE: WHEELING, NV. USA
OCUPAÇÃO / OCCUPATION: EXERCISE PHYSIOLOGIST, FATHER
AUTURA / HEIGHT: 5'9" / 1,75 M
PESO EM COMPETIÇÃO/ WEIGHT (IN SEASON): 215LBS. / 97 KG
PESO FORA DE COMPETIÇÃO/ WEIGHT (OFF-SEASON):265 LBS./ 120KG

CONTEST HISTORY / HISTÓRICO DE COMPETIÇÕES

  • FIRST SHOW:
2004 NPC UPPER OHIO VALLEY 
WEIGHT 181LBS

- 1ST IN JUNIORS
- 4TH OPEN LIGHT HEAVYWEIGHT
- 2ND IN NOVICE

  • SECOND SHOW:
2004 MID ATLANTIC GRAND PRIX/WEST VIRGINIA STATES 
WEIGHT 210

- 1ST NOVICE MID ATLANTIC
- 2ND WV STATE
- 3RD MID ATLANTIC OPEN HEAVYWEIGHT

  • THIRD SHOW:
2005 MID ATLANTIC GRAND PRIX/WEST VIRGINIA STATES 
WEIGHT 205
-1ST WV STATE HEAVYWEIGHT
-1ST MID ATLANTIC HEAVYWEIGHT
-1ST OVERALL BOTH SHOWS 2005 MR. WEST VIRGINIA

  • FOURTH SHOW:
2006 NORTH AMERICAN IFBB NATIONALS
WEIGHT 215
- 4TH HEAVYWEIGHTS

  • FIFTH SHOW:
2007 NORTH AMERICAN IFBB NATIONALS
WEIGHT 202

-1ST HEAVYWEIGHTS
-1ST OVERALL
****EARNED IFBB PRO CARD****
SITE: 
http://www.erikfankhouser.net/ 
















quarta-feira, 29 de julho de 2009

Estratégias Nutricionais para Aumento da Massa Muscular

O aumento expressivo da massa muscular só é possível quando existe sinergia entre o treinamento, o descanso, a alimentação e uma suplementação nutricional adequada (se necessário). Quando apenas um destes fatores não está adequado, sem dúvida, o processo de hipertrofia muscular será prejudicado. 


A hipertrofia ocorre apenas a partir do saldo de síntese protéica, ou seja, quando a síntese de proteínas excede a degradação protéica. Para maximizar o ganho de massa muscular, é necessário otimizar os fatores que promovam a síntese e diminuam a degradação protéica. Um grande número de potenciais fatores pode influenciar as alterações induzidas pelo exercício sobre o metabolismo protéico muscular, incluindo tipo, intensidade, freqüência e duração do exercício, fatores hormonais, duração do período de recuperação pós-exercício de força e ingestão dietética. 

A ausência de uma ingestão alimentar adequada mantém a síntese protéica negativa, mesmo com a presença do exercício de força. Estima-se que em torno de 60-70% do sucesso em um programa de treinamento dependa da alimentação. Portanto, este artigo apresenta várias estratégias nutricionais que não podem ser negligenciadas quando se tem por objetivo o aumento da massa muscular. 

São estratégias fundamentadas em anos de experiência atuando com bodybuilders de alto nível. Os adeptos deste esporte são ótimos parâmetros, pois buscam a condição máxima de apresentação física em simetria, densidade, volume e definição muscular. Eles estão para o nosso trabalho com indivíduos freqüentadores de academia não atletas, como a Fórmula 1 está para a indústria automobilística. Ou seja, podemos utilizar as mesmas estratégias/princípios, logicamente com as devidas proporções. 

1. Estabeleça objetivos factíveis! 

Primeiramente deve-se ter ampla consciência que sem o uso de drogas anabólicas nocivas à saúde, é praticamente impossível um ganho em massa isenta de gordura superior a dois quilos em um mês. Vale mencionar também que conforme o indivíduo torna-se cada vez mais adaptado ao treinamento, a evolução torna-se mais lenta. 

2. Atenção com sua ingestão calórica! 

Um dos erros mais comuns é ingerir a mesma quantidade ou até menos calorias do que se gasta, ficando com um déficit energético considerável. Essa prática certamente impedirá o processo de hipertrofia. Não se esqueça que a capacidade do músculo de formar novas proteínas musculares depende não só da oferta de aminoácidos da dieta, mas também da ingestão energética. O equilíbrio energético positivo é importante na resposta imunológica e na liberação hormonal. Para proporcionar um adequado ganho de massa muscular, deve-se ingerir em torno de 500 calorias acima do gasto energético por dia. Ou seja, se o indivíduo possui um gasto energético de 3000 calorias/dia, necessita ingerir pelo menos em torno de 3500 calorias para obter um processo anabólico. 

Existem alguns indivíduos/atletas que utilizam uma ingestão calórica bem mais elevada. No entanto, o risco de ocorrer um indesejável acúmulo de gordura corporal é grande. 

3. Procure crescer sempre com qualidade! 

Nas décadas de 1980 e 1990, era comum indivíduos que buscavam o ganho de massa muscular preocuparem-se em aumentar muito o peso corporal, ingerindo uma enorme quantidade de calorias. Essa prática provocava um aumento muito grande no tecido adiposo. Após atingir o peso desejado, iniciava-se o processo de perda de gordura. Porém, com o passar do tempo, observou-se que essa não era a forma mais inteligente, pois, na fase de definição, boa parte da massa muscular conquistada com árduo sacrifício, era rapidamente perdida. 

Antes de começar qualquer trabalho, para os mais gordinhos, recomenda-se diminuir o excesso de gordura corporal antes de se iniciar um processo para aumento de massa muscular. Nesse período, o indivíduo deve preocupar-se não somente com o aumento da massa magra, mas também em evitar o acúmulo de tecido gorduroso, para garantir uma fase de definição mais curta e menos árdua. Quanto menor e menos intenso for o período de definição muscular, menores as chances de perda de massa magra. 

4. Faça um fracionamento correto das refeições! 

Sabe-se que a alimentação causa um substancial aumento na síntese protéica e uma pequena inibição na degradação, o que resulta em um acréscimo de proteína muscular. Todavia, a resposta anabólica da alimentação é transitória, e dentro de algumas horas após o término da refeição, ou após um período de jejum, há a reversão desses dois processos (degradação > síntese). Desse modo, o ideal seria manter uma média entre cinco e sete refeições diárias, alimentando-se a cada 2,5 – 3 horas, visando garantir um contínuo estado anabólico. 

5. Mantenha a ingestão de proteínas adequada em todas as refeições! 

O músculo esquelético possui em torno de 50% da proteína corporal total. Seus dois componentes dominantes são a água e a proteína, na razão de aproximadamente 4:1. A proteína corporal está em constante reciclagem, com síntese de novas proteínas e degradação de antigas proteínas. As mudanças que ocorrem na massa muscular refletem alterações nas taxas de síntese e degradação protéica corporal. Quando há maior disponibilidade de aminoácidos livres, ocorre ativação das taxas de síntese protéica. Porém, à medida que essa disponibilidade cai, o organismo passa a usar as proteínas estruturais, ativando as taxas de degradação protéica. 

A quantidade protéica necessária para o indivíduo que treina com alto volume e/ou intensidade deve ser oferecida durante todo o dia, devendo ser distribuída em todas as refeições. Essas proteínas devem oferecer, sobretudo, aminoácidos essenciais (proteínas de alto valor biológico) para que sejam utilizadas no crescimento muscular. Alimentos como aves, carne bovina magra, peixes, lacticínios desprovidos de gordura e ovos devem fazer parte de todas as refeições diárias. Quando houver impossibilidade da utilização de um desses alimentos, seja por dificuldade de transporte e/ou falta de tempo, recorrer a suplementos protéicos pode ser uma boa medida. Isso não significa que a hipertrofia muscular somente será obtida com a ingestão de uma quantidade exacerbada de proteínas. Recomenda-se em torno de dois gramas de proteína para cada quilo de peso corporal. Um indivíduo com 90 kg deveria ingerir em torno de 180 gramas de proteínas ao dia. Esta quantidade seria suficiente para aqueles indivíduos mais prudentes/inteligentes que ficam distantes de qualquer droga anabólica. Sem dúvida, o uso dessas drogas otimiza muito a síntese protéica, tornando necessária uma ingestão protéica bem mais elevada. 

6. Tenha um bom equilíbrio de todos os nutrientes! 

Muitos indivíduos ainda preocupam-se somente com a ingestão protéica, esquecendo da importância dos outros nutrientes. A dieta deve conter quantidades adequadas de proteínas, carboidratos e lipídios, variando de acordo com características individuais e fase do treinamento. Outro grande erro é negligenciar a ingestão de micronutrientes (vitaminas e sais minerais). A deficiência de uma vitamina ou de um sal mineral na dieta pode interferir diretamente no ganho de massa muscular, mesmo que a dieta contenha quantidades adequadas de macronutrientes. Portanto, nunca deixe de lado as frutas, verduras e legumes. 

7. Se alimente corretamente também nos dias de descanso! 

Muitas pessoas ainda acham que a dieta deve ser seguida adequadamente somente nos dias em que houver treinamento com pesos. No entanto, não se deve esquecer que a degradação protéica dos grupamentos musculares solicitados durante o exercício de força permanece elevada por até 24 horas, e a síntese protéica muscular permanece acima dos valores basais em média por até 24-36 horas. Ou seja, mesmo nos dias com ausência de treinamento (descanso), ocorre a hipertrofia muscular. 

O ideal é escolher somente um dia da semana, normalmente aos domingos, para comer o que quiser e gostar (logicamente sem grandes exageros). Nos outros seis dias da semana, a dieta deveria estar o mais próximo do ideal possível. 

8. Administre a quantidade e o tipo corretos de carboidratos! 

Tenha em mente que existem diferentes tipos de carboidratos, a principal fonte de calorias no organismo. Eles podem ser simples e complexos. Quanto mais complexos, mais demoradamente eles "queimam" e mais eficiente e sustentada será a liberação de energia. Já os carboidratos simples liberam energia rapidamente. 

Os carboidratos complexos existem em cereais, tubérculos, massas e pães. Já os carboidratos simples estão presentes em frutas e no açúcar de mesa. No entanto, deve-se também considerar sempre o índice glicêmico desses alimentos. Esse índice reflete o impacto que determinado tipo de carboidrato exerce sobre a glicose sangüínea. Salvo na refeição imediatamente após o treinamento, deve-se preferir sempre carboidratos de baixo índice glicêmico. Batata-doce, cará, inhame, pão integral, arroz integral, macarrão integral e aveia, por exemplo, são boas opções. 

Tanto o excesso, quanto a ausência de carboidratos na dieta, trariam conseqüências indesejáveis. A primeira situação proporcionaria um indesejável acúmulo de gordura e a segunda atrapalharia consideravelmente o ganho de massa magra, além de não ser condizente com a saúde. 

9. Ingira a quantidade correta de gorduras! 

Ao contrário do que muitas pessoas ainda pensam, em função da má publicidade, a gordura é um macronutriente essencial em nossa dieta. Uma alimentação deficiente em gorduras não é condizente com uma boa saúde, pois elas auxiliam no processo digestivo, transporte de vitaminas lipossolúveis, compõem a estrutura de todas as membranas celulares e ainda são precursores de diversos hormônios. E ainda, diversos estudos comprovam que a ingestão adequada/suplementação de ômega 3 otimiza a hipertrofia muscular. 

É interessante manter um aporte lipídico entre 15 e 25% das calorias provenientes de toda dieta. Apenas em torno de 1/3 destas deveriam provir de gorduras saturadas, sendo que os 2/3 resultantes deveriam provir de gorduras monoinsaturadas e de gorduras poliinsaturadas. 

10. Não se esqueça das fibras alimentares! 

Fibra alimentar é o termo geral para designar os diversos polissacarídeos de carboidratos encontrados nas paredes das células vegetais. Por serem resistentes a enzimas digestivas, eles deixam resíduos no trato digestório. As fibras alimentares são encontradas em duas formas básicas: solúveis e insolúveis em água. As fibras solúveis incluem gomas e pectinas, enquanto as fibras insolúveis são: celulose, hemicelulose e lignina. As fibras insolúveis atravessam todo o trato gastrintestinal sem serem metabolizadas, mas as fibras solúveis podem ser metabolizadas no intestino grosso. Dietas ricas em fibras parecem evitar doenças como câncer de cólon e hemorróidas. Os alimentos à base de trigo e verduras são boas fontes de fibra insolúvel, enquanto aveia, leguminosas, legumes e frutas são excelentes fontes de fibras solúveis. Recomenda-se uma ingestão entre 20 e 30 gramas de fibras diariamente. 

11. Esteja sempre bem hidratado! 

A água representa entre 60 e 70% do peso corporal do homem, portanto, é um nutriente de fundamental importância para a vida. Deve-se manter uma ótima ingestão de água durante todo o dia, e não apenas durante a atividade física. A quantidade recomendada depende de fatores individuais e a ingestão deve ser a mais fracionada possível, já que a sede não é um bom indicador de hidratação. Normalmente, quando sentimos sede, significa que nosso organismo está apresentando uma redução em torno de 2% de seus líquidos corporais. Lembramos que a água é o melhor e mais importante diurético existente! Um ótimo aporte hídrico é fundamental para a hipertrofia muscular, além de manter sua saúde. 

12. Não se esqueça dos antioxidantes! 

Com objetivo de prevenir o estresse oxidativo, o organismo apresenta um grande número de antioxidantes enzimáticos e não enzimáticos, que previnem a formação das espécies reativas de oxigênio ou são capazes de eliminar tais substâncias. Estudos demonstram que o trabalho muscular intenso gera maiores quantidades de radicais livres de oxigênio, os quais, se não forem devidamente neutralizados, podem iniciar um processo deletério nas células e tecidos, chamado estresse oxidativo. Este pode levar à destruição de lipídios, proteínas e ácidos nucléicos, causando diminuição da performance física, fadiga, estresse muscular e overtraining. 

Algumas pesquisas indicam que a quantidade fisiológica de antioxidantes pode não ser suficiente para prevenir o estresse oxidativo induzido pelo exercício e que antioxidantes adicionais podem ser necessários para reduzir o estresse oxidativo, o dano muscular e o processo inflamatório. Aqui, podemos destacar a vitamina C e a vitamina E. A administração de antioxidantes, como as vitaminas C e E, podem reduzir a lesão oxidativa causada pelo exercício. 

O ótimo desenvolvimento muscular não pode ser acompanhado de um estresse oxidativo acentuado, pois criaria situações adversas para o metabolismo celular. Conseqüentemente, cresce a importância da suplementação antioxidante – desde que bem orientada – no sentido de manter íntegras as membranas celulares durante o exercício. 

13. Inclua alimentos funcionais em sua dieta! 

Atualmente, muito se pesquisa sobre alimentos funcionais, ou seja, aqueles que possuem elementos benéficos à saúde, à capacidade física e ao estado mental, além dos nutrientes básicos de uma alimentação saudável. Podemos citar: vinho tinto, chá verde, molho natural de tomate, alho, oleaginosas, cebola, temperos naturais (manjericão, alecrim, orégano), linhaça e cereais integrais. 

14. Alimente-se antes do treinamento! 

É conveniente realizar uma refeição sólida em torno de 60 a 90 minutos antes do treinamento. Este período é bem variável, pois enquanto algumas pessoas podem apresentar um ótimo rendimento realizando uma alimentação sólida apenas 30 minutos antes do exercício, para outras essa prática pode ser desastrosa. Portanto, a individualidade sempre deverá ser respeitada. Essa refeição deveria conter uma quantidade adequada de carboidratos complexos e proteínas, além de ser reduzida em fibras, frutose e gorduras. Nesse momento, uma refeição com a quantidade adequada de carboidratos aumenta de forma significativa o conteúdo de glicogênio nos músculos e no fígado, constituindo um importante fator para melhorar o desempenho. 

15. Alimente-se depois do treinamento! 

Imediatamente após o treinamento, é interessante realizar uma refeição o quanto antes, para auxiliar no processo de recuperação e evitar o catabolismo. Essa prática promoverá melhor perfil hormonal anabólico, diminuição da degradação protéica miofibrilar e rápida ressíntese de glicogênio. A fim de garantir maior praticidade, o uso de suplementos, nesse caso, é bem interessante, pois além da dificuldade de transporte, observa-se em treinamentos mais intensos, o que é conhecido como anorexia pós-esforço, dificultando o processo alimentar. 

Após um período de no máximo 60 minutos, é interessante realizar uma refeição contendo uma boa quantidade de proteínas de alto valor biológico, carboidratos complexos, e restrita ao máximo em gorduras. Nesse momento, os níveis sangüíneos do hormônio anabólico insulina encontram-se elevados, o que propicia uma ótima absorção dos nutrientes ingeridos. 

16. Escolha a melhor suplementação alimentar! 

Deixemos bem claro que a suplementação alimentar depende exclusivamente da alimentação do indivíduo. Não é possível realizar a prescrição de um suplemento sem antes ter sido realizada uma análise minuciosa sobre a dieta, necessidades nutricionais, treinamento, dados antropométricos, etc. Infelizmente observamos que a maior parte dos suplementos são indicados ao "pé do ouvido", sem o devido controle sobre esses fatores. E mais: normalmente quem faz a prescrição é o próprio dono da loja de suplementos ou algum amigo de academia. 

É impossível fazermos um ranking dos melhores suplementos alimentares, pois o que pode ser fundamental para alguém, pode ser totalmente desnecessário para outro. Por exemplo, uma pessoa que não possui a menor possibilidade de realizar as refeições intermediárias devido ao montante de trabalho se beneficiaria muito com uma refeição líquida. Já para outra pessoa que possui uma rotina diária tranqüila, o uso de refeições líquidas é desnecessário. 

No entanto, dois momentos peculiares em que a suplementação realmente é muito interessante para todos aqueles que visam uma hipertrofia muscular (exceto iniciantes), seria antes e após o treinamento. O uso de maltodextrina acompanhado de uma pequena quantidade de whey protein proporcionaria um melhor rendimento associado a um aumento na síntese protéica. Para aqueles indivíduos com um nível mais avançado, devido à alta intensidade do treinamento, além de maltodextrina e whey protein, o uso de BCAAs e glutamina parece ser interessante. Ainda para os indivíduos em nível avançado, a inclusão de outros suplementos, tais como o HMB em determinados períodos também pode ser útil. 

Já imediatamente após o treinamento, recomenda-se o uso de um shake contendo proteínas de rápida absorção (whey protein), além de uma mistura de carboidratos com alto índice glicêmico (dextrose e maltodextrina). Esses valores são variáveis de acordo com cada indivíduo, mas como parâmetro, em torno de 1 grama de carboidratos por kg de peso corporal (50% maltodextrina e 50% dextrose) e 0,5 gramas de proteínas hidrolisadas por kg de peso corporal parece ser o suficiente para garantir uma ótima ressíntese de glicogênio, uma excelente liberação do hormônio anabólico insulina, otimizar a síntese protéica e interromper a proteólise. Em nível avançado, pode-se ainda enriquecer essa solução com BCAAs, glutamina e HMB, dependendo de sua disponibilidade financeira. 

CONCLUSÃO 

A pergunta mais comum entre os praticantes de musculação é: qual o segredo para aumentar a massa muscular? 

A resposta é uma só: conhecimento! 

Este artigo teve por objetivo colocá-lo no caminho, pois o processo do conhecimento é uma jornada sem fim. Por isso, que a cada dia aqueles que se engajam em um processo sério de treinamento adquirem corpos cada vez mais perfeitos e os bodybuilders estão cada vez maiores e mais definidos. Procure estar sempre atento e cuidado para não absorver informações sem fundamento. Sempre procure a orientação de um profissional especializado. 

Autor: Rodolfo Peres
Email: nutricionista_rodolfoperes@yahoo.com.br

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Fisiculturista GUNTER SCHLIERKAMP


















Gunter Schlierkamp 

Nascimento: 2 de fevereiro de 1970 
Cidade natal: Olfen na alemanha 
Peso fora de temporada 149 quilos 
Tamanho 1,85 m 
Peso em temporada 133 
Cidade atual Pearblossom, California, USA

(Gunter schlierkamp 
Place of birth: Olfen, Germany 
Height:
 6 ft 2 in 
Contest weight:
 295 lb 
Off-season weight:
 Around 330 lb 
Location:
 Pearblossom, California, USA...........version in english)

Histórico de Competição / Competitive history

  • 1990 German Championships Overall Winner
  • 1990 German Championships 1st, Junior Tall
  • 1992 European Amateur Championships 1st, IFBB, HeavyWeight
  • 1992 German Championships 1st, Heavyweight
  • 1993 World Amateur Championships - IFBB 1st, HeavyWeight
  • 1994 Grand Prix England - IFBB 8th
  • 1994 Grand Prix Germany - IFBB 8th
  • 1994 Mr. Olympia - IFBB 19th
  • 1995 Canada Pro Cup - IFBB 2nd
  • 1995 Grand Prix Ukraine - IFBB 10th
  • 1996 Arnold Classic - IFBB 11th
  • 1996 Night of Champions - IFBB 11th
  • 1996 San Jose Pro Invitational - IFBB 9th
  • 1997 Canada Pro Cup - IFBB 6th
  • 1997 Ironman Pro Invitational - IFBB Disqualified
  • 1997 Night of Champions - IFBB 9th
  • 1997 San Jose Pro Invitational - IFBB 11th
  • 1998 Grand Prix Finland - IFBB 6th
  • 1998 Grand Prix Germany - IFBB 6th
  • 1998 Night of Champions - IFBB 10th
  • 1998 Olympia - IFBB 15th1998 San Francisco Pro Invitational - IFBB 9th
  • 1998 Toronto Pro Invitational - IFBB 6th
  • 1999 Arnold Classic - IFBB 9th
  • 1999 Ironman Pro Invitational - IFBB 5th
  • 2000 Ironman Pro Invitational - IFBB 4th
  • 2000 Arnold Classic - IFBB 6th
  • 2000 JOE WEIDER'S WORLD PRO CUP 6th
  • 2000 Grand Prix England 4th
  • 2000 MR OLYMPIA 12th
  • 2001 Toronto Pro 6th
  • 2001 Night of Champions XXIII 9th
  • 2001 Mr. Olympia 15th
  • 2001 British Grand Prix 10th
  • 2002 Mr. Olympia 5th
  • 2002 GNC Show of Strength 1st
  • 2003 Mr. Olympia 5th
  • 2003 English Grand Prix 3rd
  • 2003 Holland Grand Prix 4th
  • 2003 GNC Show of Strength 5th
  • 2004 Arnold Schwarzenegger Classic 4th
  • 2004 Mr. Olympia 6th
  • 2005 Mr. Olympia 4th

http://www.gunters.net


terça-feira, 21 de julho de 2009

Fisiculturista Edson Prado

ENTREVISTA:

IronPump - Quem o incentivou e quando você começou a perceber que teria condições de competir no fisiculturismo? Como foi a reação da sua família? 
Edson Prado - Aos 16 anos de idade conheci um amigo que fazia musculação e quem me levou até o primeiro ginásio de musculação, ACADEMIA NAUTILUS- em SANTO ANDRE, onde treinei por muitos anos e só parei de treinar na mesma por que vivo hoje em NEW YORK.
Aos 19 anos foi quanto percebi que teria condições para competir e através de um grande incentivo de meu amigo Luiz Henrique ( proprietário da academia Nautilus). Nesta época minha família não aprovava muito o fato de competir, mesmo por que ninguém da família faz ou fazia algum esporte de competição.

IP - Existe muita diferença na forma de se treinar no Brasil e nos EUA? Os treinos que os PROS aparecem fazendo nas fitas realmente é fiel a verdade ou não?
EP - Existe muita diferença em tudo!
Mas em se tratando de treinamento uma das grandes diferenças são os equipamentos. Qualquer ginásio que se encontra aqui nos EUA possui um excelente equipamento, principalmente no fator biomecânico, talvez algo que se encontre somente em grandes academias no Brasil. Porem os acessos nos EUA aos melhores equipamentos não custa caro, já no Brasil... Treino para os Americanos é treino!! No Brasil ainda existem muitos limites. Não pode isso, não pode aquilo... E treino de verdade no Brasil, só os atletas mesmo!
Como qualquer business, às vezes precisa fantasiar um pouco a idéia sobre o treinamento de alta intensidade, mas dentro da maioria que pude ver nos EUA sobre treinamento é até mais do que se apresenta em fitas de treinamento. Nos EUA treino e treino de verdade! Forte, pesado e intenso!

IP - Você pode dar um exemplo sobre sua rotina de treinos (principalmente em relação à cadência, séries e repetições)? Vc ainda treina com princípios parecidos aos do Dorian Yates?
ED - Mantenho o mesmo tipo de treinamento que fazia no Brasil, pois foi através desse que consegui grandes resultados e que me levou a chegar onde estou hoje. Dentro do que tenho analisado os únicos atletas que usam um sistema diferenciado e especifico são aqueles que vêm treinando com CHARLES GLASS entre eles estão: DENNIS JAMES, GUNTER, JOHNNIE JACKSON E BRANCH WARREN. E os mesmos vêm mostrando estar sendo um dos melhores e maiores entre os PROS. Tive a oportunidade de treinar com Charles, quanto estive no Olympia, e realmente pude comprovar o potencial do sistema de treinamento. Além de ser muito intenso e direcionado para meus pontos fracos. A partir dai fiz algumas mudanças em sobrecarga, intensidade e volume de treinamento.
Como obtido muito resultado com o sistema Heavy Duty ainda venho trabalhando com o mesmo.

IP - Existe muita diferença na dieta e suplementação dos atletas norte-americanos quando comparada a dos nossos atletas?
EP - Não percebi muito diferença na alimentação, mas os suplementos são muito, muito diferentes. Infelizmente o Brasil ainda esta muito longe em se tratando de suplementos direcionados para atletas.

IP - Quais os suplementos que você obteve maiores ganhos e que recomenda?
EP - Suplementos que o Brasil ainda não tem acesso e se tem imagino que os custos devem ser absurdos. Existe uma variação muito grande principalmente para os Pro hormonais e protéicos.

IP - Como costuma ser sua dieta em Off e na preparação para os campeonatos (principalmente em relação à proporção de macro nutrientes)?
EP - Na fase off- season mantenho o consumo de carbos mais elevados para me auxiliar em meus treinos. Já em pré- contest, reduzo a quantidade tendo um consumo médio de 100 a 200g de carbos diário e muita proteína.

IP - Qual sua maior dificuldade de adaptação nos EUA? Teve dificuldades com a dieta?
EP - As maiores dificuldades que tive que enfrentar foi principalmente no idioma, pois não conseguia me comunicar 100% com os atletas mesmo sendo um Pro. Aqui você cria uma energia maior para os treinos, mas tem que ralar muito. Isso quer dizer que muitas vezes não tenho como manter minha dieta.

IP - Quais os fisiculturistas conhecidos que você já conheceu e quais os surpreenderam mais (de forma positiva ou negativa)?
EP - Conheço todos os tops do mundo Pro, mas os únicos que realmente surpreendem são Ronnie Coleman (a cada ano esta maior, principalmente em off season), Art Atwood, mesmo não estando entre os tops ten e não possuir uma boa harmonia, o cara é gigantesco. Jay Cuttler muito denso e Vitor Martinez (my friend!) por sua musculatura solida, cheia e simetria perfeita.

IP - O problema do uso de esteróides anabólicos por jovens é grande nos EUA como aqui no Brasil? 
EP - Acredito que na mesma proporção.

IP - Quais suas expectativas em relação a essa temporada e ao futuro de forma geral como PRO? Acredita na possibilidade de chegar ao Mr. Olympia?
EP - Para essa temporada 2006 devo remanejar melhor meus horários para treinos e tentar trabalhar menos. Uma grande dificuldade e que talvez seja a maior de todas, que é justamente o fato de não poder viver como um atleta Profissional Top vive aqui nos USA, mas sei que se esse esta onde esta passou por tudo isso estou na luta!
A possibilidade de estar no Mr. Olympia não é só minha, muitos outros fatores estão envolvidos. Só espero não perder a torcida do Brasil

IP - Existe algum atleta que o inspirou? Atualmente qual atleta que mais admira (tanto no físico quanto em relação à personalidade)?
EP - Procuro me direcionar nos melhores. Admiro Ronnie Coleman, por sua humildade e determinação.

IP - Que dicas você daria a um atleta que esteja começando a competir agora ou mesmo aqueles que te vêem como ídolo e começaram a treinar agora tendo você como inspiração?
EP - Tenha isso como um foco e uma direção para seu principal objetivo e se prepare para uma estrada longa e cheia de atritos, mas seja forte e não fuja. Por mais difícil que pareça acredite em você.













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