domingo, 30 de agosto de 2009

Fisiculturista AHMAD HAIDAR

AHMAD HAIDAR, UM BODYBUILDER PROFISSIONAL, NASCIDO EM 10 DE ABRIL DE 1968 NA CIDADE DE BEIRUTE NO LÍBANO, INICIOU A COMPETIR EM 1997, E SUA PRIMEIRA PARTICIPAÇÃO NO MR. OLYMPIA FOI EM 1998, APELIDADO DE "ABZILLA", DEVIDO AOS SEUS DESENVOLVIDOS ABDOMINAIS. ATUALMENTE ELE RESIDE NA FLORIDA NOS ESTADOS UNIDOS.

AHMAD HAIDAR, A BODYBUILDER PROFESSIONAL, BORN IN 10 APRIL 1968 IN THE CITY OF BEIRUT IN LEBANON, STARTED THE COMPETE IN 1995, AND THEIR PARTICIPATION IN FIRST MR. OLYMPIA WAS IN 1998, NICKNAMED OF "ABZILLA," DUE TO DEVELOPED ITS ABDOMINALS. HE CURRENTLY LIVES IN THE STATE OF FLORIDA IN THE UNITED STATES

VITAL STATISTICS / DADOS FISICOS
ALTURA / HEIGHT: 1,70 M / 5'7"
PESO FORA DE COMPETIÇÃO / OFF SEASON WEIGHT: 113KG / 250 LBS
PESO EM COMPETIÇÃO / COMPETITION WEIGHT: 100KG /220 LBS
PRINCIPAIS COMPETIÇÕES / CONTEST HISTORY
  • 1997 WORLD CHAMPIONSHIPS LIGHT HEAVYWEIGHT & OVERALL, 1ST - BEST IMPROVED
  • 1999 IRONMAN PRO INVITATIONAL 9TH
  • 2000 IRONMAN PRO INVITATIONAL 10TH
  • 2000 ARNOLD SCHWARZENEGGER CLASSIC 12TH
  • 2002 ARNOLD SCHWARZENEGGER CLASSIC 6TH
  • 2002 MR. OLYMPIA 13TH
  • 2003 ARNOLD CLASSIC 7TH
  • 2003 IRONMAN PRO INVITATIONAL 7TH
  • 2003 SAN FRANCISCO PRO INVITATIONAL 6TH
  • 2004 ARNOLD CLASSIC, 9TH
  • 2004 FLORIDA PRO XTREME CHALLENGE, 2ND
  • 2004 IRONMAN PRO INVITATIONAL, 4TH
  • 2004 NIGHT OF CHAMPIONS, 4TH
  • 2004 MR. OLYMPIA, 13TH
  • 2004 SAN FRANCISCO PRO INVITATIONAL, 5TH
  • 2004 SHOW OF STRENGTH PRO CHAMPIONSHIP, 9TH
  • 2005 NEW YORK PRO CHAMPIONSHIPS, 2ND
  • 2005 TORONTO PRO INVITATIONAL, 3RD
  • 2006 ARNOLD CLASSIC, 12TH
  • 2006 IRONMAN PRO INVITATIONAL, 9TH
  • 2006 SAN FRANCISCO PRO INVITATIONAL, 6TH
  • 2007 IRONMAN PRO INVITATIONAL, 8TH
  • 2007 SACRAMENTO PRO CHAMPIONSHIPS, 4TH~















sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Bronzeamento artificial e câncer


bronze-menina

Desde a década de 70, a Organização Mundial de Saúde (OMS) publica listas que indicam o potencial cancerígeno de diversas substâncias. Essas listas dividem os elementos estudados em algumas categorias:

Grupo 1: O agente é comprovadamente cancerígeno

Grupo 2A: O agente é provavelmente cancerígeno

Grupo 2B: Existe possibilidade do agente ser cancerígeno

Grupo 3: O agente não é cancerígeno

Alguns exemplos: tintura de cabelo, implante de silicone para os seios e paracetamol (princípio ativo de muitos analgésicos, como o Tylenol®), ficam no confortável grupo 3. Já cigarro, raio-X e pó de amianto ficam no temido grupo 1.

De tempos em tempos, o braço de oncologia da OMS se reúne para rediscutir a classificação. Desde outubro do ano passado os trabalhos têm sido intensos, e assim será até outubro deste ano. Nesse período foram agendadas reuniões para conferir a listagem. E, em junho deste ano, os cientistas discutiram o potencial cancerígeno dos diversos tipos de radiação, dentre as quais a radiação ultravioleta do sol e das lâmpadas de bronzeamento artificial. O veredito foi publicado semana passada na revista médica The Lancet Oncology.

Bronzeamento artificial é cancerígeno

As lâmpadas de bronzeamento artificial emitem raios ultravioleta A e B (UVA e UVB). A radiação atinge a pele que, em resposta, produz melanina, pigmento que dá o bronzeado.

Até a semana passada, a classificação do potencial cancerígeno do UVA, do UVB e das lâmpadas de bronzeamento artificial era dado como 2A, ou provavelmente cancerígeno. Mas isso mudou. Agora, UVA, UVB e lâmpadas de bronzeamento artificial estão no grupo 1. São cancerígenos, lado a lado com cigarro, raio X e plutônio. Os cientistas responsáveis se basearam em estudos que mostram aumento de casos de câncer de pele e de olho em freqüentadores de câmaras de bronzeamento. Um deles mostra que usuários com menos de 30 anos aumentam em 75% seu risco de desenvolver melanoma, o mais mortal tipo de câncer de pele.

Essa mudança na classificação ecoa o que dermatologistas do mundo todo não cansam de repetir: bronzeado não é sinal de saúde. E fazer bronzeamento artificial é cancerígeno.

E o sol?

A classificação da radiação solar não mudou. Permanece a mesma: grupo 1. Por isso, não se exponha exageradamente ao sol, evite os horários de pico e use filtro solar.

Por Lucia Mandel

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Arnold versus Lou Ferrigno - Haja músculo!



Duas potências do fisiculturismo em disputa.
Lou Ferrigno foi sempre o maior rival de Arnold.



Suplementação com Prebióticos e Probióticos

Devido ao crescente aumento na incidência de doenças ocasionadas e/ou estimuladas por uma má alimentação, tais como hipertensão arterial, hipercolesterolemia, obesidade, dentre outras, o interesse em se pesquisar alimentos com características funcionais vem aumentando proporcionalmente. A propriedade funcional de um alimento refere-se ao papel metabólico ou fisiológico que o nutriente ou substância bioativa possui no crescimento, desenvolvimento, manutenção e outras funções normais do organismo humano. Existem diversos alimentos com propriedades funcionais já descobertos, sendo que neste artigo iremos discutir sobre os elementos prebióticos e probióticos.


Os microorganismos são necessários para a vida humana normal, sendo que a composição da microbiota intestinal é essencial para a saúde e bem-estar do homem. Existem bons microorganismos (probióticos) e maus microorganismos (patógenos), sendo que o ideal para nossa saúde é atingir um equilíbrio correto entre eles.

Uma microbiota intestinal desequilibrada (disbiose intestinal) apresenta destruição de vitaminas, inativação de enzimas, produção de toxinas cancerígenas, destruição da mucosa intestinal - levando a uma menor síntese e absorção de nutrientes. Este desequilíbrio pode ser causado dentre outros fatores por estresse, má digestão, dieta desequilibrada, uso abusivo de medicamentos e infecções intestinais.

Agora, imaginem um praticante de musculação ou culturista com uma disbiose no intestino? Por melhor que seja sua dieta e suplementação alimentar, os nutrientes não poderão ser devidamente absorvidos e/ou sintetizados. Para adequar a microbiota intestinal, garantindo uma ótima absorção dos nutrientes, o uso de elementos probióticos e prebióticos vem sendo utilizado na prática clínica com excepcionais resultados e recentemente foram incluídos na nutrição esportiva. Temos observado real melhora na performance de culturistas que se assessoram conosco após a adesão desta suplementação. Inclusive, algumas empresas de suplementos alimentares vêm sabiamente incluindo elementos probióticos e probióticos em seus produtos visando otimizar a absorção de nutrientes.

O termo Probiótico refere-se a uma preparação ou produto contendo microorganismos definidos, viáveis e em número suficiente, que alternando a microbiota em um compartimento do hospedeiro exercem efeitos benéficos sobre sua saúde. Como exemplos, podemos citar os Lactobacillus Acidophillus, Lactobacillus Rhamnosus, Bifidobacterium Bifidum, etc. Eles favorecem a presença de bactérias benéficas ao organismo e diminuem a concentração de bactérias e microorganismos indesejáveis.

Os Probióticos possuem atividade anticarcinogênica e antimutagênica, agem na alergia alimentar e na intolerância à lactose, auxiliam na redução do colesterol plasmático e da pressão arterial, melhoram o funcionamento intestinal, fortalecem o sistema imunológico, auxiliam na metabolização de medicamentos, hormônios, carcinogênicos e metais tóxicos e ainda melhoram a síntese e a biodisponibilidade de nutrientes.

Recomendação:

Yakult 40 milhões: 1 UI/dia
Yakult comum: 2 UI/dia

Podemos também manipular a seguinte fórmula por cápsula, devendo-se administrar em torno de 2 cápsulas ao dia, ingerindo sempre com líquidos frios e não ácidos:

Lactobacillus acidophilus – 1,250 bilhão
Lactobacillus rhamnosus – 1,250 bilhão
Bifidobacterium bifidum – 1,250 bilhão
Enterococcus faecicum – 1,250 bilhão

Já os Prebióticos são ingredientes alimentares não digeríveis que beneficiam a saúde do hospedeiro por estimular seletivamente o crescimento ou atividade de um número limitado de bactérias no intestino grosso. Como exemplo, podemos citar a inulina (alho, cebola, chicória), os frutooligossacarídeos (banana, mel, cevada), os galactooligossacarídeos, a lactulose, a rafinose e a estaquiose.

Como pontos positivos da administração de prebióticos, verificam-se: melhora da microbiota intestinal (contribui para que somente seja absorvido pelo intestino as substâncias necessárias), redução dos lipídios sangüíneos e da pressão arterial, maior síntese e absorção de nutrientes e ação anti-carcinogênica. Os prebióticos ainda estimulam o crescimento das bifidobactérias, auxiliando na supressão da atividade de outras bactérias que são putrefativas, que podem formar substâncias tóxicas. Também é possível se manipular prebióticos, sendo que uma dosagem diária entre 5 e 10 gramas de inulina e de frutooligossacarídeos tem apresentado bons resultados.

Logicamente, as dosagens aqui explanadas são apenas parâmetros. Para uma suplementação alimentar apropriada para suas necessidades individuais, deve-se procurar os serviços de um profissional habilitado.

Autor: Rodolfo Peres
Email: nutricionista_rodolfoperes@yahoo.com.br

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Fisiculturista DENNIS WOLF
















ESTE GRANDE BODYBUILDER, NASCEU EM TOKMAK NA RÚSSIA EM 30 DE OUTUBRO DE 1958, MUDANDO-SE COM SUA FAMÍLIA EM 1992, PARA A ALEMANHA, NO INICIO DE SUAS ATIVIDADES NO BODYBUILDER, NÃO ERA MAIS DO QUE UM PASSATEMPO, MAS DEVIDO A SUA GENÉTICA E SEUS GANHOS EM COMPETIÇÕES, SE TORNOU UM DOS DESTAQUES DO BODYBUILDING ATUAL.

THIS GREAT BODYBUILDER, WAS BORN IN TOKMAK IN RUSSIA ON 30 OCTOBER 1958, MOVING IN WITH HIS FAMILY IN 1992, FOR GERMANY, AT THE BEGINNING OF ITS ACTIVITIES IN THE BODYBUILDER WAS NOT MORE THAN A HOBBY, BUT BECAUSE OF ITS GENETICS AND ITS GAINS IN COMPETITIONS, HAS BECOME ONE OF THE HIGHLIGHTS OF THE CURRENT BODYBUILDING.

VITAL STATISTICS / DADOS FISICOS

AUTURA/HEIGHT: 180 CM / 5' 11''

PESO EM COMPETIÇÃO / CONTEST WEIGHT: 258 LBS / 117 KG.

PESO FORA DE COMPETIÇÃO/OFF-SEASON WEIGHT: 280-300 LBS / 127-136 KG.

PRINCIPAIS COMPETIÇÕES / BODYBUILDING TITLES

  • 1999 NRW NEWCOMER CHAMPIONSHIPS, HEAVYWEIGHT, 2ND
  • 1999 IFBB, MULTIPOWERPOKAL, HEAVYWEIGHT, 4 TH
  • 1999 INTERNATIONAL NRW CHAMPIONSHIPS, HEAVYWEIGHT, 4TH
  • 2000 INTERNATIONAL NRW CHAMPIONSHIPS, HEAVYWEIGHT AND OVERALL WINNER
  • 2000 INTERNATIONAL GERMAN CHAMPIONSHIPS, HEAVYWEIGHT, 4TH
  • 2000 WPF, MR. UNIVERSUM, SUPER HEAVYWEIGHT
  • 2002 AMATEUR BELGIAN GRAND PRIX, 1ST
  • 2004 NRW CHAMPIONSHIPS, HEAVYWEIGHT AND OVERALL WINNER
  • 2004 GERMAN CHAMPIONSHIPS, HEAVYWEIGHT, 2ND
  • 2005 NRW CHAMPIONSHIPS, HEAVYWEIGHT AND OVERALL WINNER
  • 2005 GERMAN CHAMPIONSHIPS, HEAVYWEIGHT AND OVERALL WINNER
  • 2005 WORLD AMATEUR BODYBUILDING CHAMPIONSHIPS, HEAVYWEIGHT AND OVERALL WINNER
  • 2006 EUROPA SUPER SHOW, 7TH
  • 2006 MONTREAL PRO, 5TH
  • 2006 GRAND PRIX SPAIN, 3RD
  • 2006 MR. OLYMPIA, 16TH
  • 2007 NEW YORK PRO, 3RD
  • 2007 KEYSTONE PRO CLASSIC 1ST
  • 2007 MR. OLYMPIA, 5TH

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Manter-se jovem: 7 razões para não vestir o pijama


Foi-se o tempo em que se aposentar significava trocar o batente
pelo ócio. Continuar trabalhando é bom para o corpo e a mente

Roberto Setton
Raul Boesel, ex-piloto de Fórmula Indy, deixou as pistas de corrida e se tornou DJ: "Emocionante como correr as 500 Milhas de Indianápolis"

 

A imagem convencional do aposentado que passa os dias descansando, vendo TV e improvisando pequenas atividades para matar o tempo está se tornando uma fotografia desbotada do passado. Com o aumento da expectativa de vida e os avanços da medicina, a maior parte dos brasileiros que hoje chegam à idade de se aposentar forma um contingente de pessoas bem-dispostas, saudáveis e com muito a oferecer ainda à sociedade. Passar o dia de pijama deixou de ser um objetivo na vida da maioria das pessoas – e os estudos científicos comprovam que essa é a melhor opção para uma vida longa e com mais qualidade. Prosseguir trabalhando após a aposentadoria traz benefícios de ordem física, psicológica e prática. O mais evidente deles é engordar o orçamento mensal. Mesmo que a remuneração na nova atividade não seja equivalente à recebida no auge da carreira, manter-se ativo faz com que o aposentado continue a se sentir útil e engajado no mundo. Além disso, segundo estudos médicos, manter a mente ativa é a melhor prevenção contra a diminuição das capacidades cognitivas do cérebro e contra doenças degenerativas como Alzheimer.

A seguir, VEJA apresenta uma lista de bons motivos para evitar a aposentadoria, elaborada com a ajuda de especialistas de diversas áreas.


1
 É A CHANCE DE MUDAR DE PROFISSÃO

Stefan


Ao longo da vida, muitos projetos permanecem guardados por falta de tempo. O envolvimento integral com uma profissão torna impossível realizá-los. Os cabelos grisalhos podem ser a grande chance de pôr esses sonhos em prática. Uma pesquisa recente encomendada pela MetLife, empresa americana de previdência privada, mostra que a vontade de experimentar um novo tipo de trabalho é o principal motivo pelo qual aposentados entre 60 e 65 anos voltam à ativa nos Estados Unidos. "No Brasil não é diferente", diz Matilde Berna, diretora de transição de carreiras da consultoria profissional Right Management. "Muitos transformam um hobby antigo em trabalho", ela conclui. O curitibano Raul Boesel, ex-astro da Fórmula Indy, 51 anos, aposentou-se das pistas de corrida para estrear nas pistas das baladas noturnas. Aos 45 anos, Boesel começou a frequentar festas de música eletrônica e se apaixonou por esse estilo musical. Encantou-se com Ibiza, na Espanha, a meca dos DJs, e desde então vai todos os anos para lá. Há dois anos, virou DJ profissional e apresenta-se em casas noturnas todo fim de semana. Como corredor, Boesel estava acostumado a acordar às 7 e meia da manhã. Hoje, é comum que chegue do trabalho a essa hora. "Só me falta tocar em Ibiza", ele diz. "Deve ser emocionante como correr as 500 Milhas de Indianápolis."

 

MANTER A RENDA MENSAL

Para quem não tem poupança ou plano de previdência privada, a aposentadoria pode representar uma queda significativa no padrão de vida. Continuar trabalhando, desde que se tenha saúde e disposição, é uma boa saída para complementar o orçamento. "Muita gente pensa que, quando se aposentar, vai gastar menos e, portanto, precisará de menos dinheiro. Mas algumas despesas aumentam com a idade, como os gastos com saúde", diz José Roberto Savoia, professor de finanças da Universidade de São Paulo. A professora paulista Vera Bruschi, de 55 anos, perdeu 40% de seu rendimento quando se aposentou, há dez anos. Prevendo a redução, decidiu investir na carreira. Fez um mestrado e hoje dá aulas de pedagogia. "Meus filhos ainda não eram independentes e, se não continuasse a trabalhar, não poderia ajudá-los com a faculdade", ela conta. Com a renda extra – o salário novo é o dobro do valor da aposentadoria –, ela planeja comprar um apartamento. "Se eu contasse apenas com o dinheiro do INSS, teria de me conformar com uma vida muito simples", conclui Vera.

Oscar Cabral
O engenheiro gaúcho Paulo Bello (com a mulher, Maria Augusta) presta consultoria e mantém uma pousada na praia: "Assim, continuo a encontrar amigos com interesses comuns"

 

3 NÃO CHATEAR A FAMÍLIA

Manter alguma atividade profissional, mesmo diferente da que se teve durante toda a vida, evita que se passe mais tempo com a família do que é aconselhável. Muitos aposentados tornam mais frequentes as visitas à casa dos filhos e netos. O risco é que, baseados em sua experiência de vida, eles acabem interferindo indevidamente na rotina familiar e na educação das crianças. "Aproveitar a companhia dos filhos adultos e dos netos que chegam pode ser muito gostoso, mas é preciso respeitar o espaço deles", adverte o psicólogo Hélio Deliberador, da PUC de São Paulo. Estadas longas na casa dos filhos costumam ser especialmente problemáticas. Muitos pais encontram dificuldade em entender que a casa dos filhos tem uma dinâmica própria. É mais provável que sua interferência produza – e não solucione – conflitos. Muitas vezes o desentendimento se instala na própria casa do aposentado. O cônjuge não está acostumado a conviver diariamente por tanto tempo com ele. Rusgas que antes eram esquecidas ao longo do período em que o marido ou a esposa estava no escritório se reforçam.

 

4 NÃO PERDER SUA TURMA

Quem se aposenta se afasta dos colegas de trabalho de um dia para o outro. Isso significa perder os interlocutores com quem mais se tem afinidade de assuntos e interesses comuns. É questão de tempo para que o aposentado sinta falta das conversas sobre temas relacionados à profissão que exerceu durante décadas. O engenheiro gaúcho Paulo Bello, de 66 anos, e sua mulher, Maria Augusta, moravam nos Estados Unidos e costumavam vir em férias a Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. Quando Paulo se aposentou, passou a prestar consultoria em sua área, para não se afastar totalmente dos colegas de profissão. "Com as consultorias, eu me mantenho atualizado, sem ter de enfrentar a rotina massacrante de trabalho das grandes empresas", ele diz. Além disso, o casal transformou a casa de Angra numa pousada, na qual hospeda os amigos de longa data – inclusive antigos colegas de Paulo. Diz Maria Augusta: "Acho que não vamos recuperar o investimento, mas não importa. O meu retorno é em vitalidade. Não quero ficar parada".

Oscar Cabral
O carioca Sohaku Bastos, professor de acupuntura e caratê: "Se parar de trabalhar, fico deprimido e adoeço"

 

5 TRABALHAR FAZ BEM À SAÚDE

A ideia de que se aposentar faz bem à saúde porque propicia mais tempo para o descanso é ultrapassada. Hoje a ciência tem como certo que manter o cérebro ativo é essencial para preservar suas funções cognitivas. "Os circuitos do cérebro que são exercitados constantemente continuam saudáveis", explica a neurocientista Suzana Herculano, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. O carioca Sohaku Bastos, de 61 anos, acredita nisso. Especializado em acupuntura, durante décadas ele trabalhou doze horas por dia.Viajou diversas vezes a países do Oriente para se aperfeiçoar e chegou a ter como cliente a família do presidente do Sri Lanka. Seus serviços foram tão apreciados que hoje ele é cônsul daquele país no Brasil. Nos últimos anos, Bastos diminuiu o ritmo de trabalho, mas nem pensa em se aposentar. Ele mantém uma clínica no Rio de Janeiro onde, além de acupuntura, ministra caratê e dá orientação alimentar. "Se parar de trabalhar, fico deprimido e adoeço", diz Bastos.

 

EVITAR A DEPRESSÃO

Ao se distanciar do ambiente de trabalho e da massa de novas informações que ele proporciona no dia a dia, o aposentado pode se sentir alijado da sociedade. Ler jornais ou assistir à TV dá a sensação de que, enquanto o mundo avança, ele se tornou um personagem do passado. Segundo os especialistas, esse tipo de sentimento é uma porta aberta para a depressão. "O aposentado corre o risco de se sentir velho e inútil, o que ele não é", diz a psicóloga Anete Farina, da Universidade de São Paulo. Uma nova atividade, mesmo que não traga retorno financeiro, pode evitar essa armadilha. Após trabalhar por mais de quatro décadas num dos maiores escritórios de advocacia do país, a advogada paulista Clemência Wolthers, 69 anos, nem pensou em descansar quando se aposentou. Montou um escritório em casa. Hoje representa uma organização de advogados, é conselheira da OAB, dá palestras e frequenta congressos sobre direito. Diz Clemência: "Consigo dividir tudo o que aprendi nesses anos e me mantenho a par do que acontece. As mulheres de minha geração cresceram achando que virariam vovozinhas simpáticas. Eu não virei".

 

NÃO DESPERDIÇAR A EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL

Muita gente quer largar o trabalho por estar farta de horários, chefes e reuniões. Mas jogar fora a experiência de uma vida em determinado ramo profissional é um desperdício. O mais lógico é tirar partido desse conhecimento acumulado para ter horários mais flexíveis e agenda menos apertada. O primeiro passo é descobrir como fazer isso. "Não se deve pensar em quanto se vai ganhar, e sim em que áreas é possível ser produtivo", aconselha Matilde Berna, da consultoria Right Management. Isso porque dificilmente se conseguem rendimentos iguais aos do tempo em que se estava na ativa. Abrir uma consultoria ou prestar serviços para a antiga empresa são as alternativas mais comuns, mas não as únicas. Quando decidiu se aposentar, aos 56 anos, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a psicóloga Malvine Zalcberg começou a dar palestras sobre psicanálise em centros culturais. Hoje viaja frequentemente pelo país para encontrar suas plateias. Dedicou-se também a escrever livros sobre o assunto – já está no terceiro. "Eu me aposentei de um trabalho, mas não da vida. Vejo essa fase como um momento de renovação", afirma Malvine.

 

Fabiano Accorsi
A advogada paulista Clemência Wolthers dá palestras e vai a congressos para se manter atualizada: "Estou a par de tudo o que acontece na profissão"