quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

'Fat pride', o orgulho de ser gordinha

Foto para a revista americana 'Glamour': o público respondeu positivamente às dobrinhas (Foto: Divulgação)

Dos Vigilantes do Peso ao balão intragástrico. A atriz Fabiana Karla já tentou quase todas as fórmulas e simpatias para perder peso. "No começo, até emagreci, mas os doces me amam", brinca a Dra. Lorca da atração humorística Zorra Total, da Rede Globo. A certa altura, porém, ela decidiu parar de se lamentar pelos quilos extras e assumir as dobras. Sentiu-se bela assim. "Preconceito existe desde que nascemos, mas podemos escolher se vamos aceitar isso ou não", diz Fabiana, disparando contra a tão falada ditadura da magreza. "Agora, as pessoas estão se empenhando em respeitar o espaço dos outros - e acredito que estou contribuindo para isso." Vale acrescentar: Fabiana foi convidada para assumir o papel de rainha de bateria de uma escola de samba carioca - posto tradicionalmente reservado a beldades mais enxutas.

 fat pride - ou "orgulho de ser gordo". E suas protagonistas já começam a conquistar o apoio do mundo da moda e de segmentos da comunidade médica.

Beth Ditto, vocalista da banda The Gossip, pode ser considerada um dos ícones do fat pride. Posou nua em duas capas de revistas britânicas, NME e Love – uma especializada em música, e a outra, em moda, respectivamente. Além disso, criou uma marca de roupas para mulheres cujo manequim é avantajado. Já a atriz Brooke Elliott está representando as gordinhas na TV: é a protagonista da série americana Drop Dead Diva, em que interpreta uma advogada cuja vida é atropelada por um tsunami quando uma modelo magra e fútil reencarna em seu corpo. Há ainda outras referências na TV, que vão desde a rainha dos talk shows Oprah Winfrey até programas como More to Love, em que um homem precisa escolher entre pretendentes gordinhas, e Dance Your Ass Off, reality parecido com oDançando com as Estrelas - mas com dançarinos rechonchudos.

Beth Ditto, vocalista da banda The GossipPela internet, a modelo e atriz Joy Nash colaborou com o movimento ao postar o bem-humorado vídeo A Fat Rant, em que sustenta uma tese que até pouco tempos parecia indefensável: é possível ser gorda e feliz. Leia a entrevista com Joy. No mundo da moda, o debate em torno da revolução da imagem do corpo perfeito foi incentivado pela revista americana Glamour. A foto de uma modelo nua com a barriga saliente ganhou destaque internacional e se tornou assunto de vários programas de TV nos Estados Unidos. "Essa foi a foto mais incrível que eu já vi em uma revista feminina", disse uma leitora em um dos milhares de comentários sobre a imagem. Com a repercussão positiva,Glamour repetiu a dose, desta vez com várias modelos nuas e com formas avantajadas.

Gordinhas nos trópicos - Seguindo o exemplo americano, o Brasil passou a debater mais o assunto. As gordinhas começaram a ser ouvidas em programas televisivos de grande audiência. Daí surgiu o boom: linhas de telefones congestionadas, caixas de e-mails lotadas e crescimento substantivo de acessos em páginas voltadas para esse público. O blog Mulherão, da jornalista Renata Poskus Vaz, registrou um salto na audiência, de 70 visitas, em março, para 130.000, em novembro. Leia entrevista com a blogueira.

Imagem de Lizzi Miller, que criou polêmica na revista GlamourO fundador da agência World Models, Flamir da Silva, recebeu mais de 25.000 contatos de mulheres com perfil plus size e que gostariam de trabalhar como modelos. E esse interesse súbito foi sentido em outros sites e agências relacionados a mulheres com esse biotipo. Até a brasileira Fluvia Lacerda, referência no segmento de modelos plus size no exterior, sentiu a novidade. "Eu costumava dizer que não tinha muito mercado no Brasil, mas percebi que agora existe esse movimento. Aos poucos, a consumidora brasileira vai reivindicar a chance de ter a mesma calça jeans das modelos em tamanhos maiores", prevê Fluvia. Leia a entrevista com a modelo.

Publicitário e presidente da agência W/Brasil, Washington Olivetto concorda que o mercado está abrindo os olhos para mulheres que fogem dos padrões estéticos das passarelas. "A comunicação está percebendo que o processo de venda é mais efetivo quando é sincero", diz Olivetto. Ele lembra que a valorização da "beleza real" é uma preocupação antiga de uma famosa marca de sabonetes, a Dove. Em 2004, a fabricante Unilever fez uma pesquisa global com 3.200 mulheres entre 18 e 64 anos. O resultado foi assustador: apenas 2% consideravam-se bonitas. "A partir daí, a marca quis contribuir com ampliação de um padrão de beleza que, hoje, provoca uma busca do inatingível pelas mulheres. As pessoas têm tamanhos, formas e aparências diferentes, mas todas têm a sua beleza", comenta Rafael Nadale, gerente de marketing da Unilever.

Primeira modelo plus size a participar da campanha da Dove, em 2004, Carolina Angrisani é atriz de comerciais desde 1994. "O mercado sempre foi muito preconceituoso e com ofertas de trabalhos pejorativas", diz. "Mas é bom saber que Brooke Elliott, atriz da série Drop Dead Divaestão abrindo oportunidades para esse perfil."

Nem tudo são flores no caminho das mulheres que se aventuram nesse mercado - como, aliás, acontece também às mais enxutas. Muitas pseudo-agências se aproveitam do momento - e é preciso tomar cuidado. "Houve um boom de meninas querendo ser modelos, mas a quantidade de trabalhos não aumentou proporcionalmente", alerta Kátia Ricomini, editora e fotógrafa do site Criatura GG. Para ela, para tornar-se uma modelo plus size, a candidata precisa muito mais do que um manequim 44. "É preciso ter altura mínima, manequim certo e fotogenia. É uma profissão como outra qualquer", conta.

'Plus Size Fashion Week' - Outro setor que está crescendo é o de vestuário tamanho GG. Até pouco tempo atrás, comprar roupas grandes era sinônimo de dor de cabeça. Mas isso está começando a mudar. "Você se percebe a presença, ainda que tímida, de lojas especializadas para as gordinhas. Isso vai se multiplicar", diz Olivetto. No início de 2010, as marcas voltadas para os tamanhos maiores vão mostrar seus modelos no maior evento para esse público do país, o Fashion Weekend Plus Size - que ocorre simultaneamente à tradicional São Paulo Fashion Week.

Carolina Angrisani, modelo

Eveline Albuquerque, estilista e proprietária da loja Eveíza Silhueta Plus, é uma das empresárias que vai apostar no evento de nicho. Em 2009, ela abriu uma nova loja em São Paulo, onde revende para outros estabelecimentos, e está negociando um ponto em um shopping center paulistano. O crescimento do negócio tem girado em torno de 20% ao ano. "Percebemos um mercado solto e passamos a nos especializar", conta Eveline, que está no ramo há 25 anos.

As defensoras do fat pride rebatem críticas de alguns segmentos da comunidade médica, que veem no movimento uma apologia à obesidade. Nada disso. Para elas, trata-se do direito de buscar a felicidade, a realização pessoal e profissional e o bem-estar - tudo isso sem precisar cortar calorias ou fazer malabarismos para entrar em uma calça manequim 38 ou 40. "Ser gorda não é mais desculpa para você não ser feliz. Você vai se assumir ou se vender para o resto da vida como uma gorda coitadinha?", cutuca Renata Poskus Vaz, do blog Mulherão.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Larissa Cunha é Miss Universo

Primeira mulher brasileira que conquista o título mais importante do fisiculturismo feminino da NABBA

Patrícia LessaPor Dra. Patrícia Lessa (mafalda_cat@yahoo.com.br)

 

 

 

Larissa CunhaÉ com grande alegria que devemos noticiar que Larissa Cunha é a nova Miss Physique Universe. O Universe é o mais antigo e tradicional titulo do fisiculturismo internacional, possui uma galeria com os nomes que ficaram na historia do esporte.

Hoje Larissa deu um presente ao povo brasileiro: TORNOU-SE A PRIMEIRA MISS PHYSIQUE UNIVERSE DO BRASIL!

Disputou cada minuto no palco ao lado da favorita a inglesa da casa e as pedreiras vindas dos paises da cortina de ferro.

A atleta dedica-se ao esporte já há alguns anos, muitos foram seus título e muito tem-se falado sobre o fisico perfeito: que no bodybuilders se traduz em: simetria, volume e definição.

Esses três quesitos são contemplados por Larissa, que não tem medo de secar ao ponto de alcançar grande fibração nos membros inferiores, questão muito dificil, mesmo entre os maiores fisiculturistas do mundo.

Ela é a melhor do mundo, digo do Universe, porque soma esses fatores decisivos na arbitragem com outros como: graça, leveza, poses muito bem colocadas e coreografia alegres e belas.

Em 2009 iniciamos um projeto na Universidade estadual de Maringá, intitulado: Memórias de um corpo em construção: a trajetória da fisiculturista Larissa Cunha.

A escolha dessa atleta deu-se em função desse requisitos acima citados, além disso, sua carreira como fisiculturista reconhecida internacionalmente é uma construção que está começando, dizemos começando pois o fisiculturismo exige tempo, paciencia, maturidade e muita segurança... 

Ainda para 2009 está previsto o lançamento de uma revista na UFF (Federal Fluminense) onde escrevemos sobre o fisiculturismo feminino e iniciamos com uma foto de Larissa. Essa é uma pesquisa que culminara em um livro sobre a atleta.

Larissa CunhaA conquista do Universe é consequencia de anos de dedicação e trabalho sério, o trabalho que a atleta vem realizando pode ajudar a desmistificar o esporte no Brasil, pois por incrivel que possa parecer, a população brasileira que adora imitar o comportamento norte-americano - na alimentação, nos modos, na escolha de filmes, musicas, vestuario, etc..- ainda não percebeu que nos EUA o fisiculturismo feminino é um dos esportes mais prestigiados.

Atletas como Cory Everson, Monica Brant, Andrulla Blanchette, Linda Murey (atleta que inpirou Larissa Cunha) são icones, idolatradas, como aqui idolatram-se os jogadores de futebol. 

Larissa Cunha entra na história dos esportes femininos para para contar-nos a história das mulheres fortes e das mulheres de força, uma guerreira que não se deixou abater pelo medo, pelo preconceito, pela indiferença.

Hoje tem a honra de ter seu nome inscrito na Hall da Fama Universe ao lado de nomes como Arnold e Steve Reeves.

Mesmo na dieta mais rigorosa, no treino mais arduo e doloroso, vamos a academia onde Larissa trabalha e a encontramos com um sorriso estampado no rosto.

Esse semblante alegre desde o primeiro dia que vi a atleta passou-me a imagem dos vitoriosos, o riso dos visionários do qual nos falou Nietzsche...

Estive na equipe de arbitragem do Mundial NABBA na Eslovaquia e vi que na Europa, assim como EUA, as mulheres musculosas são lovadas como deusas do Olimpo, os jornais, a midia, divulgam seus nomes como aqui no Brasil vemos divulgados nomes como Marta e Pelé.

Pois eles sabem: ganhar musculos não é tarefa facil, ainda mais ganhar com beleza e qualidade.

Deixo meus votos de sucesso e que nossa menina de ouro do Paraná, voe cada vez mais alto, pois ela merece!!!!

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Larissa Cunha, 33 anos, 15 anos de treino
Professora de Educação Fisica formada pela PUC-PR
Pós graduada em Treinamento desportivo- UFPR
Atualmente cursando Nutrição na FIES-Ctba

Profissão: Personal Trainer e consultora esportiva

Mantenho em off season 84kg e em pré contest 67kg, 1,67

Principais titulos
Miss Universe 2009
Campeã Sulamericana 2007
Vice campeã Mundial 2007
Tri-Campeã Brasileira 2006/07/08

Tenho apoio da Integralmédica suplementos nutricionais, Garra Suplementos em Curitiba e Lei do Incentivo ao esporte da prefeitura Municipal de Curitiba

Contato: Academia Espaço do Corpo unidade Mercês (41) 3335-0555
www.larissacunha.com
larissagcunha@hotmail.com

Larissa Cunha

Larissa Cunha

Larissa Cunha

Larissa Cunha

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Academia em casa


Getty
Para montar um academia em casa é preciso pensar em quais equipamentos devem ser comprados e qual a melhor relação custo/benefício do investimento para malhar sem sair de casa. Além disso, deve-se levar em conta dois pontos essenciais para fazer valer o dinheiro investido:

Você tem a disciplina necessária para se exercitar em casa?
Muita gente presume que comprar equipamentos faz com que surja uma motivação e um grau de disciplina que os fará cumprir o programa de exercícios. Não é fácil fazer ginástica em casa, sozinho. As academias atraem a maioria das pessoas, pois muita gente (inclusive eu) prefere malhar num ambiente onde outras pessoas também se exercitam.

Já pensou em investir em um personal trainer?
Como a maioria das pessoas investe na montagem de uma academia em casa, mas não consegue treinar sozinha, recomendo a contratação de um professor particular. Além de ajudar muito na motivação, ele o auxiliará na execução correta dos exercícios e na variação das cargas, aumentando a segurança e eficácia do treinamento.

Equipamentos

A forma mais barata para começar exercícios em casa são as faixas elásticas, compactas, de baixo custo e que podem ser levadas a qualquer lugar.

Para montar uma miniacademia, há duas opções:

Compacta – O kit desta opção pode ser montado com um banco dobrável (de 200 a 400 reais), que permite a execução de diversos exercícios com halteres (de 8 a 30 reais cada unidade) de variados pesos; e um colchonete (de 30 a 50 reais) básico e alguns pares de caneleiras (de 16 a 40 reais o par).

Semiprofissional - Neste caso, o praticante tem de dispor de mais dinheiro e mais espaço. Em geral, é preciso uma sala somente para os aparelhos, com uma multiestação de exercícios (que pode chegar a 8.000 reais), que permite o fortalecimento dos principais grupos musculares. Também ajuda uma bicicleta ergométrica mecânica (de 250 a 500 reais) ou com resistência magnética (de 1.000 a 2.000 reais). Nesta sala também é preciso uma esteira, que pode variar de 800 a 20.000 reais, dependendo da potência do motor, recursos e durabilidade.

Para montar a sala de ginástica, recomendo a contratação de uma empresa especializada em manutenção dos equipamentos. Geralmente os fabricantes têm profissionais certificados. A manutenção é essencial para garantir a segurança, pois os cabos, roldanas e outras peças se desgastam podem oferecer riscos durante os exercícios.

Por Renato Dutra

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Para ser um grande fisiculturista

Para ser um grande fisiculturista é preciso dedicação, disciplina, dieta, genética privilegiada e muito conhecimento


Campeonato de FisiculturismoUmas das coisas que eu mais admiro no fisiculturismo, além de corpos bem trabalhados e construídos, é a verdadeira paixão que os atletas têm pelo esporte que praticam.

Porém existem algumas atitudes, que desestimulam os atletas como, por exemplo, a inexistência de vontade esportiva e olhos bem abertos, voltados para a valorização, estímulo e crescimento do nosso esporte. Vejo entidades, setores influentes que não influenciam positivamente no sentido da valorização, dignificação e crescimento do nosso esporte. E quem é atleta sabe muito bem disso.

Quando alguns atletas grandes são vistos em lugares públicos, muitas pessoas os apontam e falam: "olha lá um bombado!" Outros dizem: "esses caras aí só sabem puxar ferro e ficar na academia o dia inteiro." E tem aqueles que dizem: "esses caras sarados, não tem a menor cultura." E tem gente que fala assim: "seu eu tomar uns anabólicos fico igual ou até melhor do que aquele ali."

Estas pessoas que pensam desta forma, não sabem que para se alcançar um físico como o de um fisiculturista, é necessário ter dedicação aos treinos, disciplina na dieta, genética privilegiada e também muito estudo para adquirir conhecimento ao longo de muitos anos de treino. Sem isso, fica difícil atingir tal nível. De modo que é muito fácil sair falando, "tomou isso e aquilo e ficou grande".

Umas das coisas que vejo é que os atletas pegam o seu salário, — que muitas vezes vem suado, — e investem tudo na preparação dos campeonatos. Quando na verdade acredito que deveriam aplicar seus ganhos em alguma coisa mais sólida. Afinal aqui no Brasil não se tem incentivo nenhum, para o nosso esporte. Já ouvi várias histórias sobre os extremos a que os atletas se submetem. Alguns atletas chegam até a vender seus próprios carros para terem mais recursos financeiros.

Então vamos lá. Acredito que para o campeonato, o atleta deve investir uma soma considerável em dinheiro, numa boa preparação física. Esses gastos incluem: a dieta, suplementação, algumas vezes viagens até internacionais e tudo mais o que necessitam para chegar em boas condições para o dia D. Afinal, ninguém quer fazer feio. E na maioria das vezes todos esses gastos são custeados pelo próprio atleta, e ainda tem a despesa de inscrição no campeonato que vão disputar, e quando o atleta vence o que ele ganha? A resposta é: UM POTE DE WHEY PROTEIN, um muito obrigado e ainda ouve pelo alto-falante alguém que não colocou nenhum centavo para fazê-lo chegar até ali dizer: "Esperamos vê-lo na próxima temporada." Ora essa... Falando francamente: ganhar um pote de WHEY de prêmio, É DESRESPEITO ao atleta que na pior das hipóteses representa a dedicação ao que há de positivo dos nossos jovens, representa não ingressar no mundo das drogas, representa um universo de hábitos saudáveis, e representa se possível o Brasil no exterior, quando conseguem e se conseguem sair do país para competir la fora.

Campeonato de FisiculturismoJá conversei com vários atletas amigos meus, e muitos me disseram que não competem mais por esses motivos. Não competem justamente porque não tem o incentivo para continuarem a competir. O atleta se esforça se prepara e investe às vezes até um dinheiro que não tem, e não ganha nada. Isso é sem duvida desestimulante! E isto já vem acontecendo há muitos anos e não vejo nada ser feito para mudar, melhorar, corrigir.

Penso que se houvesse algum projeto conjunto entre as federações e as empresas de suplementos que patrocinam os campeonatos, as premiações e apoios poderiam ser melhores e mais estimulantes!

Não quero dizer que se pague 10 mil reais para o primeiro colocado. Vamos lembrar que todos ganham, ou melhor, quase todos: as federações, o corpo de arbitragem, as empresas que mostram suas marcas, e seus produtos no dia do evento. Mas pergunto: E os atletas? O que ganham eles? Acho que vocês já sabem a resposta.

Penso que já está mais que na hora dos atletas receberem um prêmio justo nos campeonatos. E não apenas um pote de WHEY. Que palhaçada! Qualquer um pode comprar um pote de WHEY PROTEIN nas lojas por aí. Lembro que os atletas são os verdadeiros protagonistas das competições, pois sem eles não haveriam os campeonatos.

Está mais do que na hora de os campeonatos serem mais bem organizados. Várias e várias vezes eu estive presente em diversas competições e vi os atletas entrarem no palco e esperarem por sua música para iniciar suas apresentações e cadê a música? Simplesmente sumiu, e o atleta faz as poses sem música, ou usa uma outra qualquer, e com isso acabam prejudicados, pois não utilizam a música, ensaiada preparada dias e dias antes, para sua apresentação individual. Ou seja, o atleta não é apoiado e respeitado e assim não tem condições de apresentar o melhor do seu trabalho. Como pode? Em plena era do MP3 do "Blue ray" acontecer uma coisa dessas? Isso não deveria ocorrer jamais.

Outro ponto importante é a iluminação na hora das apresentações. Sem uma boa luz não se vê os competidores direito, ou seja, o palco muitas vezes acaba sendo iluminado apenas em um ponto, ou mais na frente ou atrás, de modo que se o atleta vai pra frente ele fica na luz e se vai pra traz fica no escuro e desaparece. O público acaba não vendo direito os detalhes dos competidores, e pior, talvez até nem mesmo os árbitros a bem da verdade conseguem ver. O palco todo deve estar sempre bem iluminado para que os atletas mostrem todo o seu potencial.

Campeonato de FisiculturismoBem, sobre os apresentadores... alguns deles, em dado momento, acabam por lançarem ao público, por conta própria, brindes, como camisetas, bonés e outras coisas. Acho que lugar de apresentador é atrás da bancada chamando as categorias e posteriormente anunciando os campeões. Eu nunca vi os apresentadores do Mr. Olympia ficarem jogando brindes para o público. Penso que seria bacana tentar seguir o exemplo dos profissionais, porque eles fazem os eventos bem feitos. Mas... alguém vai dizer: "Nós aqui somos amadores e não temos recursos como eles têm." Ok concordo com isso, mas todos sabemos que sempre da para fazer melhor.

Os eventos poderiam e deveriam ser realizados de maneira que não apenas o publico que curte a musculação e os fisiculturistas fossem prestigiados. E sim o público em geral. E com isso poderiam surgir quem sabe, até novos interessados em patrocinar os atletas, os campeonatos. E desta forma o esporte seria mais bem visto pela sociedade.

Infelizmente é do nosso conhecimento que alguns competidores ainda desrespeitam os lugares que são oferecidos para os eventos, e colocam as suas mãos sujas de "pro tan" nas paredes brancas. E isto não é nada bom para a imagem do fisiculturismo, ou seja, mancha o esporte. Especialmente para quem cede, empresta estes espaços, que na verdade devem ser muito bem preservados, para que todos os campeonatos sempre tenham lugares de qualidade para serem realizados. E se contarmos com lugares de qualidade nas apresentações, o nível do espetáculo será cada vez melhor.

Entretanto, sobre as federações, entendo que poderia haver sistemática de eleições. Como qualquer outro meio, universidades, cidades, estados países. Credos religiosos. Até os papas são eleitos...! Uma eleição de tempos em tempos seria muito bem vinda, para trazer novas pessoas, com novas idéias. Uma eleição onde seriam escolhidos novos visionários. Homens capazes de contribuir ainda mais para o crescimento do nosso esporte.

Aqui na realidade, aqui no presente, em 2009, idealizo um futuro de reconhecimento aos atletas e ao fisiculturismo brasileiro. Espero que daqui a 5, 10 ou 20 anos, em 2029 eu possa ver os atletas serem mais respeitados e admirados pela nossa sociedade pelos patrocinadores e também pelas outras modalidades de esporte. E sonho que no futuro os atletas possam viver do esporte.

Por Dário Rubens Ferreira (Tony) 

Fonte: http://www.fisiculturismo.com.br/newsletters/materias/sociedade_fisiculturismo_campeonatos.php