sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

DEIXE A PEDRA NO CAMINHO

O gelo não é um vilão para a saúde, principalmente nos dias quentes


Encha o copo
Além de hidratar, os cubos de água - ou de suco de fruta - equilibram a temperatura do corpo e reduzem o apetite. Ou seja, eles são parceiros!

Gelo é água 
O poder de hidratação dos dois é igual. Mas a temperatura mais baixa do gelo faz com que a água seja absorvida mais facilmente pelo corpo, segundo a nutricionista Patricia Davidson Haiat, do Rio de Janeiro. Mais: o gelo reduz o apetite voraz. 

Para refrescar 
No calor, a temperatura do corpo sobe também. Segundo a nutricionista Roseli Rossi, de São Paulo, o gelo, assim como bebidas geladas e alimentos frios, consegue equilibrar a temperatura corpórea e refrescar o organismo. 

Regulador de dose 
O gelo funciona como um freio no consumo de bebidas. Primeiro, líquidos muito gelados provocam a contração dos vasos sanguíneos e, consequentemente, dor de cabeça. Segundo, a bebida gelada provoca incômodo na mucosa da garganta e faz com que você beba mais lentamente. 

Tempo de polpa 
Para poupar tempo e garantir a ingestão diária de nutrientes, faça cubos de gelo com suco de frutas naturais. Na pressa, basta bater duas pedrinhas com água no liquidificador.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Pés detonados: saiba como recuperá-los após o Carnaval


  • Seja em um salto alto ou com um tênis superconfortável, correr atrás dos blocos, pular e sambar todos os dias de Carnaval, detona qualquer pé. Ou você não lembra da última quarta-feira de cinzas em que não conseguiu pisar no chão ao acordar? Além disso, o pé é uma área onde estão terminações de feixes de energia que estão ligados a todo o corpo, de acordo a reflexologia. Ou seja, sobrecarregar os pés pode acarretar problemas ainda maiores, como dor nas costas, nos quadris e na cervical. 


    Então, assim que a folia acabar, reserve um tempo para recuperar seus pés. "Um simples escalda-pés (não indicado para diabéticos) é capaz de milagres. O calor da água puxa a circulação para os pés, o que ajuda a esfriar até a cabeça", sugere o podoterapeuta Luiz Pedreira, fundador da rede Spé, O Spa do Pé

    Confira aqui algumas dicas:


     - Coloque os pés em uma bacia de água quente por 5 minutos. Passe-os para outra, de água fria, por 30 segundos. Repita a imersão três vezes. 

    - Com os pés secos, espalhe um creme hidratante e faça uma massagem por 10 minutos com movimentos de deslizamento.

    Sente-se e apoie o pé numa bola de tênis, e faça movimentos para frente e para trás - do calcanhar às pontas dos dedos.

    - Colocar as pernas e os pés para o alto por cerca de 15 minutos é bom para evitar inchaço. E é ótimo ativar a circulação. 

    Alongamentos: 

    - Lateral do pé – Sente-se confortavelmente com uma perna cruzada sobre a outra. Segure a frente do pé e puxe os dedos para dentro, em direção a você. Fique na posição por 3 ciclos respiratórios, depois puxe os dedos para fora, permanecendo na posição por 3 ciclos respiratórios. Relaxe e repita com o outro pé. 

    - Círculos com tornozelo – Movendo os dedos do pé no sentido horário, trace a forma de um grande círculo. Rode o pé 5 vezes no sentido horário e depois repita no sentido contrário. Repita com o outro pé. 

    - Dedos do pé para trás – Sente-se e erga o pé. Segure o calcanhar para manter o pé firme e puxe os dedos dos pés para cima, em direção à canela. Coloque os dedos da mão sob os dedos do pé; puxe-os e alongue-os, em vez de apenas dobrar os dedos para frente. Fique na posição por 3 ciclos respiratórios, depois repita com o outro pé. 

  • Tangerina e hortelã são as novidades nos escalda-pés. Ambos são tendências fortes e vêm deixando os pés estressados nas nuvens. O primeiro tem ação drenante e o segundo, antisséptica.

    É muito fácil; mergulha-se os pés, por dez minutos, em uma bacia com água morna com essências de tangerina e folhas de hortelã. Deixe 10 minutos de molho na água. Na sequência, quinze minutos de massagem circulares nos pés com creme esfoliante.  No caso da esfoliação, não exagere. "As mulheres esfoliam demais os pés e passam uma lixa grossa que pode machucá-los", diz Silmara Beltran, esteticista do Club Capelli . Ela sugere que eles sejam esfoliados com uma lixa fina e nunca de madeira, pois podem criar fungos. "Isso é um veneno para o pé!", alerta.

    Ele também pode ser feito com camomila (acalma), sal grosso (ajuda na drenagem), hortelã (ação antisséptica), tangerina (estimulante linfático e calmante), lavanda, eucalipto, mentol e óleos essenciais. "Só mergulhar os pés em água morna já alivia e faz bem, inclua isso na sua rotina", lembra Silmara. Para dar certo, a água precisa estar bem quente e a imersão deve ser até a altura dos tornozelos. 

    A manicure das estrelas, Neide Oliveira, também revela seus segredinhos para deixar o pés de atrizes como Juliana Paes macios. O processo de esfoliação é feito com bucha descartável, a base de calmantes para a pele e anti-inflamatórios naturais para tratar as rachaduras dos calcanhares, calos e irregularidades da pele. "A ação é instantânea e o produto age regularizando o crescimento celular  à base de hidratação intensiva", explica. 

Ganhe um novo corpo na capoeira

Aposte nesse jogo para definir os músculos e deixar seu corpo ágil e flexível

Por: Tarso Araújo e Wilson Weigl

 

Você quer colocar movimento na sua rotina de exercícios e deixar seu corpo ao mesmo tempo forte e flexível, resistente e relaxado? Então a capoeira é sua opção de treino. A arte marcial tipicamente brasileira nasceu como uma técnica de luta dos negros escravos. Ao longo do tempo, foi se difundindo entre as raças e classes sociais até se tornar um esporte praticado hoje em pelo menos 132 países, segundo a Federação Internacional de Capoeira (Fica).

Jogar capoeira é uma alternativa para quem não gosta de treinos com pesos e da rotina de academia e quer construir um corpo sarado. "É uma atividade excelente para ganhar força muscular localizada. Os golpes movimentam grupos musculares que raramente exercitamos", afirma o presidente da Fica, Sergio Luiz Vieira, mestre de capoeira e antropólogo especializado no esporte.

A prática nasceu nas rodas de escravos que se reuniam nas clareiras em volta das fazendas. Tanto que o nome foi emprestado do termo que designa o terreno roçado para o plantio - capoeira, em língua tupi. Um dos diferenciais dessa arte marcial, a música (cantos e palmas embalados por berimbau, atabaque e pandeiro) ajudava a disfarçar o caráter agressivo, fazendo a luta parecer uma dança aos olhos dos fazendeiros brancos. Quando escravos fugitivos começaram a usá-la em assaltos e arruaças, ela criou vínculo com a bandidagem e foi proibida no século 19. Só voltou a ser legalizada na década de 1940.

Hoje são 5 milhões de praticantes no Brasil e mais 3 milhões no mundo. A calça branca usada ainda hoje - o abadá -, único acessório necessário para a prática, é reminiscência das roupas dos escravos, feitas de sacos de farinha. 

O que você ganha na roda
Veja os benefícios que você conquista com a prática. A freqüência ideal é de três dias por semana com duas horas por sessão. Treinando nesse ritmo, você já sente resultados em três meses.

• Força e resistência
A riqueza de movimentos da capoeira mobiliza praticamente todos os grupos musculares, grandes e pequenos. Eles são importantes para sustentar e impulsionar o peso do corpo. Você desenvolve força, explosão e resistência muscular de maneira harmoniosa, sem hipertrofia, além de uma excelente capacidade cardiorrespiratória.

• Flexibilidade
Como os movimentos da capoeira têm muita amplitude, ela desenvolve a elasticidade dos músculos e a flexibilidade das articulações. Com o corpo mais solto, você ganha qualidade de movimento e se protege de lesões. 

• Coordenação e equilíbrio
Todos os golpes da capoeira são encaixados em uma seqüência ininterrupta de movimentos, com a ginga no compasso do berimbau. Jogando, você exercita a coordenação motora, o equilíbrio e o ritmo, tudo ao mesmo tempo.

• Agilidade e reflexo
A capoeira também é uma espécie de diálogo em que os participantes alternam golpes de ataque e movimentos de esquiva de olho na ação do outro. Essa interação - e o pouco tempo para agir sem perder o ritmo - exige agilidade e reflexo rápido.

• Sociabilidade
Na roda, as diferenças se nivelam.
A cada vez, duas pessoas entram no centro do círculo e exibem seu jogo para os demais participantes, que cantam e batem palmas para dar o ritmo. Essa dinâmica leva à desinibição e à abertura entre os capoeiristas. No jogo, alternam-se momentos de provocação, malícia, respeito, seriedade e brincadeira.
Um jogo, três estilos
 

Ao longo das décadas, a capoeira se ramificou em três vertentes.


Angola: gênero mais próximo do jogo original dos escravos, valoriza a "mandinga" (o jogo malicioso) e tem um estilo mais lento e próximo ao chão. 

Regional:
 surgida na primeira metade do século 20, tornou-se bastante popular. Tem um estilo rápido e dinâmico, que utiliza movimentos amplos.


Contemporânea:
 designa um tipo de capoeira regional com movimentos que não fazem parte do repertório tradicional do jogo, como os saltos.
 

Malhando com a capoeira
Se você ainda não estiver pronto para entrar de vez na roda, pode começar a mexer o corpo com esta série de exercícios inspirada no jogo da vertente regional. Você vai sentir o aumento da força, agilidade e flexibilidade, três benefícios do esporte. O treino foi criado em parceria pelo professor de capoeira Bruno Tijolo, da academia Tribal Brasil, de São Paulo, e pelo preparador físico Marcelo Bueno, consultor de fitness da Men's Health. O modelo é Joubert Campelo, professor de capoeira da Universidade Anhembi Morumbi, de São Paulo.

Antes de começar: alongue membros superiores e inferiores e, principalmente, as articulações dos joelhos, quadril, punhos, cotovelos e pescoço.


GINGA 
É a fase inicial da capoeira, com ênfase nos movimentos de braços e pernas. os golpes da luta partem dela.



Exercita: coxas, pernas, abdome e ombros. 

Como fazer: comece executando os movimentos devagar, em frente ao espelho, para pegar o ritmo. Em pé, posicione-se com a perna direita à frente e à esquerda atrás, ambas flexionadas, e o braço esquerdo flexionado na altura do queixo. Traga a perna esquerda para a frente, na linha da direita, invertendo os braços. Jogue a perna direita para trás, assumindo a posição inicial , só que do lado contrário. Repita o movimento todo de trás para a frente, sempre trocando pernas e braços. Quando pegar o ritmo, alterne os dois lados sem parar, fazendo a "ginga". Execute três séries de dez repetições de cada lado.


 

MEIA-LUA DE FRENTE 
Este é um movimento básico, que se aprende nas primeiras aulas de capoeira: levanta-se a perna na direção do adversário, um chute em forma de semicírculo, de fora para dentro.

Exercita: coxas, abdome, glúteos.

Como fazer: eleve a perna direita para executar um movimento de "meia lua" à frente, de fora para dentro. Para isso, cruze a perna direita à frente da esquerda, sem tocar o pé no chão, e volte à posição inicial. Execute o movimento rapidamente. Comece com uma altura onde a perna fique completamente estendida e o pé fletido (com a ponta voltada para o tronco). Faça três séries de dez repetições, alternando as pernas.


COCORINHA 
É um dos movimentos de defesa frontal na capoeira: quando um jogador ataca, o outro recua se agachando. Daí parte para o ataque quando se levanta, com a impulsão do braço.

Exercita: coxas, glúteos, abdome, tríceps e ombros.

Como fazer: comece pela posição da ginga (veja acima), dê um passo à frente com a perna direita, posicionando-a paralelamente à esquerda, mantendo-as afastadas. Com as pernas flexionadas, inverta a posição dos braços (eleve o braço esquerdo, flexionando-o acima dos olhos para se equilibrar, como se fosse se proteger em caso de ataque) e apóie a mão direita no chão. Faça três séries de dez repetições, passando por todos os movimentos de forma cadenciada, até pegar o "ritmo". Alterne os lados.



QUEIXADA 
O golpe é semelhante à meia-lua. A diferença é que o movimento da perna é feito de dentro para fora.

Exercita: coxas, abdome, glúteos.

Como fazer: fique em pé com uma distância entre os pés similar à largura dos ombros. Fazendo um movimento de semicírculo, eleve a perna direita passando-a à frente do corpo e cruzando a perna esquerda. Durante o movimento, coloque o braço esquerdo flexionado à frente do queixo para ganhar equilíbrio e proteção. Execute o movimento rapidamente, como um chute lateral de dentro para fora do seu eixo central. Faça três séries de dez repetições, alternando as pernas e os braços.
 

ESQUIVA LATERAL 
Aqui, o jogador se defende dos golpes se desviando para o lado, posicionando-se para o rápido contra-ataque.

Exercita: coxa, glúteos, tríceps, abdome, ombros, cintura.

Como fazer: adote a posição básica da ginga - perna esquerda à frente e perna direita posicionada atrás (as duas semiflexionadas) e o braço direito flexionado na frente do queixo. Dê um passo à frente com a perna direita, flexionando-a, e estenda a perna esquerda. Abaixe o tronco na direção da perna flexionada, apoiando a mão direita no chão. O braço esquerdo continua protegendo o rosto. Volte à posição inicial, repetindo todos os movimentos passo a passo. Faça três séries de dez repetições de cada lado.

 

BÊNÇÃO 
Este golpe usa a força da impulsão para afastar o adversário.

Exercita: abdome, coxas.

Como fazer: com as pernas flexionadas (a esquerda à frente e à direita atrás) e o braço direito flexionado à frente do queixo, execute um chute à frente, flexionando a perna direita e estendendo-a com o pé fletido (com a ponta voltada para cima). Troque a posição dos braços para ganhar equilíbrio e se proteger. Faça três séries de dez repetições, alternando as pernas.


QUEDA DE QUATRO APOIOS 
Nesta outra defesa, o jogador impulsiona o corpo para trás, apoiando mãos e pés no chão, e anda para a frente e para trás "de caranguejo".

Exercita: abdome, ombros, lombar, glúteos, coxas e tríceps.

Como fazer: a posição de partida é a da ginga. Dê um passo à frente com a perna direita, posicionando-a paralelamente à perna esquerda, a uma distância similar à largura dos ombros. Flexione as duas pernas colocando os braços para trás e desloque o tronco como se fosse cair de costas. Apóie as mãos no chão. Com o abdome contraído e o quadril acima do chão, caminhe três passos para a frente e três para trás, como um caranguejo. Volte à posição inicial. Atenção: se você tem alguma lesão nos ombros ou nos punhos, evite este exercício. Faça três séries de dez repetições.



MARTELO 
golpe extremamente ofensivo que os capoeiristas chamam de "traumatizante", usado para definir o jogo.

Exercita: abdome, cintura, coxas, glúteos.

Como fazer: posicione-se com a perna esquerda à frente e a direita para trás (as duas semiflexionadas) e o braço direito dobrado à frente do queixo. Execute um chute à frente "lateralmente" com a perna direita e volte à posição inicial. Ao executar o movimento, observe a posição dos braços para obter equilíbrio e proteção (o braço esquerdo fica flexionado à frente do peito). Faça três séries de dez movimentos, alternando as pernas.
PONTE (ALONGAMENTO) 
inicie e Finalize o treino com este exercício para alongar os músculos e ganhar flexibilidade nas articulações.

Alonga: abdome, glúteos, ombros, coxas e tríceps.

Como fazer: deite de costas com as pernas flexionadas e afastadas, os braços ao lado da cabeça flexionados e afastados e os cotovelos apontando para cima. Eleve o tronco e o quadril até formar um arco. Mantenha a posição durante três segundos e volte à posição inicial. Repita três vezes.

 

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Músculo 10 x 0 Estresse

Defina e condicione seu corpo praticando esportes de praia. Como bônus, aperfeiçoe sua agilidade, destreza e ginga

Por: Rodrigo Gerhardt

Mais de 8 mil quilômetros de academia com vista para o mar, amortecimento de tombos e água-de-coco para matar a sede. Quer combinação melhor para motivá-lo a mexer o corpo? Os esportes de praia são perfeitos para você ganhar definição muscular, condicionamento cardiovascular e ainda melhoram sua agilidade, reflexo e senso espacial - qualidades que o treino na academia não contempla. Além disso, nada melhor do que bater uma bolinha ou pegar onda para relaxar e mandar embora o estresse. Se você morre de tédio parado, tomando sol ou com a bunda na cadeira e a cerveja à mão, saiba que foi graças a essa disposição para se mexer que o mundo conhece hoje o frescobol e o futevôlei, esportes nascidos nas areias de Copacabana. Confira os enefícios e garanta ainda aquele bronzeado da hora.

ESPORTES NA AREIA
VÔLEI DE PRAIA
Arme a rede e reúna a turma. O vôlei de praia é uma das modalidades mais antigas praticadas no nosso litoral (desde 1930) e se tornou esporte olímpico em 1996, nos Jogos de Atlanta - aliás, tem sido o responsável por a gente não ficar lá atrás no quadro de medalhas. Algumas características são diferentes do vôlei de quadra. Na praia o bloqueio conta como toque e a bola é mais leve e com menor pressão para diminuir a sua velocidade e aumentar o tempo em jogo.

BENEFÍCIOS: aproveite a porrada na bola para enterrar na areia aquele esporro do chefe. A descontração do vôlei de praia é excelente antídoto contra o estresse - a menos que você reclame demais que a bola caiu na linha. "A exigência física é moderada, varia de acordo com o nível técnico e de jogo do praticante. Exige força nas pernas e flexibilidade dos músculos posteriores", explica o professor de educação física Rodrigo Ribeiro, técnico das campeãs mundiais Ana Paula e Shelda.
 
Bola Wilson Match
Point, em couro
sintético

32 REAIS


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EQUIPAMENTO:
 bola e rede.

Confira as regras:www.cbv.com.br

FRESCOBOL
Mais um dos cariocas. O esporte já foi proibido nas praias brasileiras por causa das boladas (bem, quem já tomou uma bolinha no nariz ou no saco tem noção do perigo). Criado por volta de 1946, hoje está mais que liberado em todo o país. Ganhou esse nome por ser praticado na beira d'água. Dependendo da distância do parceiro, pode ser praticado de forma rápida ou com jogadas mais longas. Mas enquanto você não pegar a manha, vai ter que se acostumar a praticar outro esporte: o catabolinha. Como é uma atividade unilateral (você mexe mais o braço que movimenta a raquete), se praticada com freqüência, compense o desequilíbrio com musculação.

BENEFÍCIOS: você melhora sua orientação espacial e adquire maior velocidade de reação, à medida que aumenta a duração das jogadas.

Raquete Forzanes oca, de madeira impermeabilizada, com revestimento no punho para uma pegada mais firme e macia.
54 REAIS

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EQUIPAMENTO: as raquetes ocas de madeira são consideradas as melhores, por serem mais leves e absorver menos o impacto da bolinha.

FUTEBOL DE AREIA
Não à toa a pelada é o esporte mais praticado em nossas praias (ao lado do xavecobol e do halterocopismo) e o mais acessível, pois não exigeuniforme, chuteiras, meiões ou caneleiras. Basta uma bola e, na falta de traves, até seu chinelo serve para demarcar os gols. Dependendo da condição da areia, o estilo e as exigências física e técnica do jogo podem mudar. Na areia mais compacta, próxima à água, como no futebol de campo ou quadra a bola rola mais e o esforço é menor. Já no beach soccer oficial, regulamentado pela Fifa em 1992 e que determina uma camada e pelo menos 43 centímetros de areia fofa, o jogo é mais aéreo e fisicamente pesado. 

BENEFÍCIOS: o futebol aumenta a resistência muscular, principalmente dos membros inferiores, e ainda proporciona trabalho aeróbico pela corrida constante. "Quanto mais fofa a areia, mais força e explosão muscular são exigidas nas arrancadas. A areia também diminui o impacto nas articulações e ameniza os movimentos bruscos, o que torna a prática mais segura", diz o técnico da seleção paulista de beach soccer, Vitor Manoel da Fonseca Neto, que garante: "Dá para começar a entrar em forma com três partidinhas de uma hora por semana, pelo menos".
Bola Beach Soccer Brazil Umbro, com as medidas oficiais

89,90 REAIS 

Umbro
SAC: 0800-7749191

EQUIPAMENTO:
 a bola de beach soccer é mais leve e não machuca o pé com o atrito da areia. 

Quer saber mais?www.cbbsbrasil.com.br


FUTEVÔLEI
Praticado em duplas ou times de quatro, o futevôlei é legitimamente carioca. Nasceu em Copacabana, em 1962, e teve como grande incentivador o ex-jogador do Botafogo Otávio de Morais, o Tatá - bem antes de Romário dominar a cena. As regras são semelhantes às do vôlei de praia, com três toques para cada equipe, saque e ataque, mas os fundamentos são invertidos - não vale usar mãos, braços e antebraços para tocar a bola. 

BENEFÍCIOS: com arranques explosivos e agachamentos o tempo todo, o futevôlei trabalha a força das pernas e melhora o condicionamento cardiorrespiratório. "Além disso, é um esporte de risco muito baixo de contusões", afirma Renato Adnet, diretor técnico da Federação de Futevôlei do Rio de Janeiro. Com a prática, você ainda melhora sua habilidade no futebol e impressiona quando for jogar na quadra. Onde você acha que Romário e Edmundo treinaram passe de ombro?

Bola Adidas Teamgeist, indicada para o futebol
de areia


79,90 REAIS 

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EQUIPAMENTO:apenas uma bola de futebol society e uma rede.

FRISBEE
Se você usa o disco só para brincar com seu cão, saiba que há várias modalidades de jogo. A mais praticada é a Ultimate. Semelhante ao rúgbi, acontece numa área de 75 x 25 metros, em que duas equipes de cinco jogadores têm de levar o disco até o gol do adversário. É proibido andar com o disco na mão (pode ser segurado no máximo por dez segundos até passar para outro jogador. Se cair no chão, a posse vai para a equipe adversária. Na praia, além da resistência da areia, é preciso enfrentar o vento, que muda a direção do disco.

BENEFÍCIOS: prepare-se para suar. "O esporte é um trabalho aeróbico de períodos de intensidade moderada e picos intensos. Corre-se o tempo todo", diz o diretor técnico da Associação Brasileira de Disco, Raoni Machado. 

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Como perder e (atenção!) manter o peso

Depois da dieta, vem o maior de todos os desafios: preservar a silhueta alinhada. O segredo está na eterna vigilância: não descuidar jamais dos novos hábitos, sem transformá-los, no entanto, em uma camisa de força. Para quem está em paz com a balança, permitem-se até alguns pecadilhos à mesa.


Naiara Magalhães

Istockphoto



Lailson Santos
Elas morrem de inveja dela
A cantora Ana Lys, de 27 anos, alia o privilégio da genética a bons hábitos alimentares e de vida. De manhã, costuma tomar um copo de 350 mililitros de iogurte batido, às vezes com aveia. Em seguida, faz alongamento e meditação. Na hora do almoço, come apenas uma salada (sua preferência é a caprese, lembrança dos tempos em que viveu na Itália). Especialista em pratos italianos e franceses da alta gastronomia (fez um curso na Cordon Bleu, em Paris, entre outros), ela adora cozinhar para a família e os amigos, mas refreia os instintos na hora de comer. Álcool e chocolate, nem pensar. Sua refeição preferida é o jantar (pois é, ela pode), quando se dispõe a degustar uma boa carne ou um prato de massas (dificilmente resiste a um creme de mascarpone na sobremesa, mas a boa genética impede que ele se transforme em pneuzinhos). Ah, sim: antes do jantar, faz pilates e ioga. As medidas da gatíssima Ana Lys são de fazer morrer de inveja as mais cheinhas: 1,72 metro de altura, 48,5 quilos, 58 de cintura e 34 de calça (não, não existe no Brasil)


À primeira vista, o relato de Daniela pode parecer banal. Mas a psicóloga gaúcha pertence ao restrito grupo dos que, além de emagrecer, permanecem magros. Qualquer dieta que siga o princípio básico de levar uma pessoa a ingerir menos calorias do que gasta faz emagrecer. O problema é manter o novo peso por um longo período - de preferência, para o resto da vida. Nas últimas duas décadas, especialistas de diversos centros de pesquisa no mundo têm se dedicado a estudar o que fazem os 20% dos homens e mulheres que, como Daniela, conseguem escapar do famigerado efeito sanfona. A constatação é que os magros para sempre seguem uma rotina férrea.

Maior estudo já realizado sobre o assunto, o "National weight control registry" (NWCR) é uma força-tarefa criada em 1994 por médicos das universidades Brown e do Colorado, nos Estados Unidos. Atualmente, os pesquisadores acompanham 5 000 ex-obesos que perderam, no mínimo, 13 quilos e que preservam o novo peso há pelo menos um ano. Entre os voluntários, encontram-se os mais diversos perfis. Alguns levaram poucos meses para chegar ao peso desejado, outros precisaram de catorze anos para atingir sua meta. Uns encararam a guerra contra a balança sozinhos; outros, com ajuda profissional. Apesar de terem emagrecido de maneiras tão distintas, os participantes do NWCR cultivam as mesmas estratégias para manter o peso. Praticar uma hora de atividade física diariamente, tomar café da manhã todos os dias, fazer a maior parte das refeições em casa, não sair da linha nos fins de semana e pesar-se regularmente são algumas delas (veja o quadro ao lado). "É um esforço e tanto, porque a vida moderna conspira contra os hábitos de vida saudáveis", diz o endocrinologista Walmir Coutinho, presidente eleito da Associação Internacional para o Estudo da Obesidade.

Miriam Fichtner
Balança sob controle
Desde a adolescência, a psicóloga Daniela Horn Kruel sofre com as oscilações no peso. Conseguiu vencer o efeito sanfona quando mudou sua rotina. Trocou os doces por saladas e frutas e o refrigerante por água e sucos. Abandonou o sedentarismo e passou a se pesar três vezes por semana. Hoje, aos 35 anos, 1,64 de altura, mantém a balança na marca dos 60 quilos


Quem viaja muito a trabalho, por exemplo, raramente consegue fazer cinco refeições diárias, como preconizam os mandamentos dos bem-sucedidos na manutenção do peso. Acaba beliscando o dia inteiro ou ficando longos períodos em jejum. "Comer a cada três ou quatro horas ajuda a manter o peso porque aumenta a queima calórica dos alimentos", explica o endocrinologista Alfredo Halpern, da Universidade de São Paulo. "Além disso, impede que a grelina, o hormônio do apetite, atinja picos muito altos." Assim, quem come em intervalos menores tende a fazer pratos mais comedidos. E o que dizer de quem costuma marcar reuniões de negócios durante o café da manhã, almoço ou jantar? Os restaurantes, em geral, oferecem opções saborosas, mas muito calóricas - e sobre as quais não se tem nenhum controle. Foi exatamente esse raciocínio que fez mudar de hábitos a promotora Maria Sylvia Barreto, de 50 anos, muito satisfeita com seus atuais 56 quilos. Desde o ano passado, quando decidiu afinar um pouco a silhueta, ela começou a preparar diariamente o próprio almoço e jantar, antes feitos pela empregada. "Por mais que eu a orientasse a usar pouco óleo na comida, ela colocava mais do que o necessário. E vira e mexe tinha pastelzinho, batata frita... Depois de ver pronto, ficava muito difícil resistir", lembra. Hoje, quando Maria Sylvia sai para jantar fora (o que adora fazer), costuma abrir mão do couvert e da sobremesa. Como recompensa, toma uma taça de vinho. A dieta de Maria Sylvia é a mais fácil de ser levada vida afora. Nada é proibido e frequentemente ela se permite pequenos luxos, mas nunca exagera nem come por comer, naquele automatismo típico dos gordos. Afinal de contas, não é preciso devorar o couvert nem pedir sobremesa toda vez que se come fora de casa, não é mesmo?

Sob a lei das compensações
A partir de uma resolução de ano-novo, a empresária Anísia Beber, de 28 anos, parou de fumar, começou a fazer dieta e a praticar exercícios físicos. A mudança de hábitos teve início há um ano. Em seis meses, ela emagreceu 5 quilos e vem mantendo o peso desde então. "Não deixo de comer uns brigadeiros em um aniversário ou de tomar cerveja com os amigos. Mas, quando isso acontece, procuro compensar no dia seguinte, ou comendo menos ou fazendo mais ginástica", diz Anísia, 1,66 metro, 61 quilos
Ernani D'Almeida


Um dos fatores fundamentais para a manutenção do peso é a prática regular de exercícios físicos. Durante a fase de perda de peso, para a maioria das pessoas é mais fácil reduzir o número de calorias ingeridas do que queimar o excesso suando na esteira da academia, durante uma ou duas horas. Além disso, quem começa a praticar atividade física para perder peso tende a comer mais, recuperando parte ou mesmo todas as calorias queimadas no exercício. Um estudo publicado em 2009 na revista científica Plos One acompanhou um grupo de 460 mulheres gordinhas, sem o hábito de fazer exercício físico. Divididas em dois grupos, algumas começaram a fazer ginástica e outras se mantiveram sedentárias. Nenhuma delas alterou os hábitos alimentares. Ao final, constatou-se que a perda de peso nos dois grupos fora praticamente a mesma. Na fase da manutenção do peso adequado, a história é outra. A longo prazo, é muito mais difícil cortar calorias no prato do que queimá-las na esteira. Cerca de 90% das pessoas que se livram do efeito sanfona praticam exercícios físicos todos os dias. Os voluntários do estudo americano, por exemplo, veem apenas oito horas, em média, de televisão por semana - contra as 28 horas semanais da média americana. "Essas pessoas não são necessariamente viciadas em ginástica, mas incorporaram a atividade física à sua rotina", diz James Hill, um dos organizadores do NWCR. A chave é encarar a ginástica como um hábito tão imprescindível quanto escovar os dentes ou tomar banho. A vantagem da atividade física é que ela não só queima as calorias necessárias para fechar a operação matemática do dia como tem o efeito de aumentar o metabolismo de repouso até o dia seguinte - quer dizer, ainda que a pessoa faça exercícios em dias alternados, ela ganha um bônus de calorias para consumir no dia sem ginástica.

 

Lailson Santos
Sem radicalismos
Há um ano, o gerente de auditoria Paulo Henrique Witter, de 38 anos, viu-se 10 quilos acima do peso. Era a terceira vez que engordara além da conta. Nas outras ocasiões, livrou-se dos quilos extras com dietas radicais: chegou a perder 18 quilos em dois meses. Hoje, mantém a dieta equilibrada e uma rotina de exercícios físicos, como o ciclismo. "Mesmo com as festas de fim de ano, perdi 1 quilo e meio", diz


As palavras-chave da manutenção do peso são flexibilidade, compensação e controle. É quase impossível conseguir manter por toda a vida a dieta que fez a pessoa emagrecer. Por isso, está permitido comer o docinho do aniversário do filho, mas está vetado prolongar o cardápio da festa para o resto da semana. Exagerou no bolo? Aumente o tempo dedicado à atividade física no dia seguinte. Segundo a endocrinologista e nutróloga Ellen Simone Paiva, é normal engordar entre 0,5 e 1 quilo no fim de semana. Mas é preciso reverter esse quadro nos cinco dias que se seguem. "Costumo orientar os meus pacientes a se pesar na sexta-feira e no domingo à noite. Se eles chegarem ao fim de semana já acima do peso, não estarão liberados para fazer concessões no sábado e no domingo", diz. Graças à herança genética, uma minoria, menos de 15% das pessoas, pode se dar a luxos maiores. Já foram mapeados pelo menos 200 genes relacionados à obesidade. A probabilidade de uma pessoa engordar depende 50% deles, em média. A cantora paulistana Ana Lys, de 27 anos, 1,72 metro de altura e 48,5 quilos, pertence a esse grupo de afortunados, mas mesmo assim não descuida da alimentação e mantém uma rotina puxada de atividade física. A vida inteira praticou esportes: jogou vôlei durante doze anos e já fez aula de jazz, balé moderno e dança do ventre. Quando morou em Roma durante dois anos, sem tempo para a ginástica, transformou a caminhada em seu meio de locomoção. "Andava 15 quilômetros por dia", conta Ana Lys. "Voltei para o Brasil 5 quilos mais magra." Lembre-se: a manifestação dos genes depende muito dos hábitos de vida.

Ernani D'Almeida
Xô, preguiça
O engenheiro carioca Marcello Caldas, de 28 anos e 1,70 metro de altura, decidiu mudar de vida depois do Carnaval de 2009. Incomodado com a aparência, ele consultou um médico, que lhe receitou: uma dieta de 1 600 calorias diárias e quarenta minutos de exercício aeróbico todos os dias. Em dois meses, perdeu quase 10 dos 72 quilos que pesava. Nos meses seguintes, Marcello adotou uma dieta menos rígida, mas balanceada, e diminuiu a atividade aeróbica, passando a fazer musculação diariamente. Hoje, está com os mesmos 72 quilos iniciais, mas seu porcentual de gordura caiu pela metade, e o corpo ficou mais definido. "Quando você consegue deixar a inércia do sedentarismo, seu organismo entra no ritmo", diz


Além do clássico binômio dieta e atividade física, outros dois fatores têm ganhado relevância na equação da manutenção do peso: sono reparador e controle do stress. Antes alocados numa lista de fatores que influenciam o peso de maneira secundária, o sono e o stress subiram de categoria, ficando apenas um degrau abaixo dos hábitos alimentares e dos exercícios físicos. A ciência já sabe que noites maldormidas levam a um aumento na produção de grelina, o hormônio do apetite, e à redução na síntese de leptina, responsável pela saciedade. Já o stress aumenta a liberação de cortisol, hormônio que contribui para o acúmulo de gordura visceral. A idade também é um elemento importante. Um estudo ainda inédito que mediu o gasto calórico diário de 800 mulheres atendidas no Hospital das Clínicas de São Paulo mostrou que, em repouso, as moças de 30 anos queimam 100 calorias a mais que as de 50. Assim, sem fazer nada. "A conclusão óbvia é que não adianta uma mulher de 50 anos querer ter o mesmo peso de quando tinha 30, se mantiver os mesmos hábitos alimentares e o mesmo padrão de atividade física", diz a endocrinologista Sandra Villares, responsável pelo Laboratório de Estudos Moleculares da Obesidade da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. A partir dos 30 anos, com a queda natural no ritmo do metabolismo, mulheres e homens ganham, em média, 4 quilos a cada década. Ou seja, quanto antes ocorrer a perda de peso, mais fácil será manter a silhueta alinhada. E os anos, assim, também serão menos pesados.