segunda-feira, 26 de abril de 2010

Obesidade mórbida e infertilidade masculina


homem-obeso

A obesidade mórbida altera níveis de hormônios  sexuais

No homem de peso normal, com índice de massa corporal ao redor de 25kg/m², existe estímulo normal das gônadas por hormônios vindos da hipófise (chamados de LH e FSH), que induzem produção de hormônio masculino (testosterona) bem como estimulam o amadurecimento das células que irão se desenvolver como espermatozóides. Ambas as funções testiculares (testosterona e espermatozóides) são independentes, isto é, vinculam-se a diferentes fontes de estimulação para atingirem patamares de normalidade.

A obesidade de grande porte, com índice de massa corporal acima de 40kg/m², é prejudicial para a fertilidade masculina. O obeso mórbido pode conservar a capacidade erétil, pode ter libido normal, mas tanto o teor de hormônio masculino quanto a quantidade de espermatozóides podem estar em níveis baixos. Isso leva o obeso a ser considerado como relativamente infértil.

Mecanismo da infertilidade do obeso mórbido

A secreção de testosterona é realizada por um grupo de células especializadas do testículo, chamadas de células de Leydig. Estas sob influência dos hormônios da hipófise (LH e FSH) são estimuladas a secretar testosterona. Por outro lado, os hormônios da hipófise são essenciais para o estímulo de células germinativas culminando em reserva normal de espermatozóides.

Para a fecundidade masculina há necessidade de que o número de espermatozóides a cada ejaculação atinja valores ideais. A testosterona também estimula a espermatogênese além de manter intacta a libido (desejo sexual) e o mecanismo de ereção. No entanto pequena porção da testosterona é transformada em hormônio feminino (estradiol) em condições normais. Tal fenômeno é realizado por uma enzima chamada aromatase. Quando o homem chega a peso muito acima do normal, acima de 140-160 quilos, e índice de massa corporal maior do que 40kg/m², elevam-se os níveis desta enzima aromatase.

Consequentemente maior quantidade de testosterona é transformada em estradiol (hormônio feminino). E assim, o excesso de estradiol irá bloquear a hipófise (diminuem os estímulos para o testículo produzir testosterona e espermatozóides). Além disso, o excesso de hormônio feminino (estradiol) pode induzir aumento de mamas, reduzir a libido, causar disfunção erétil e infertilidade.

 O tratamento da infertilidade do obeso

É óbvio que o primeiro passo a ser dado seria a redução de peso por métodos clínicos (dieta hipocalórica, medicações apropriadas, exercícios aeróbicos) ou por opção a métodos cirúrgicos (cirurgia para redução de peso). Além disso, o médico pode usar medicamento que inibe a tal enzima chamada aromatase.

Este medicamento (anastrazol) bloqueando a aromatase irá impedir a conversão de testosterona em estradiol (hormônio feminino). Com a queda do estradiol a hipófise volta a funcionar produzindo LH e FSH, hormônios que estimulam os testículos a produzirem espermatozóides e testosterona. Em poucos meses, mesmo com perda de peso modesta de 10 a 20kg a nova configuração hormonal de queda de estradiol e maior secreção de hormônio masculino irá restaurar o vigor masculino e maior produção de espermatozóides.

Quanto ao problema do peso: o obeso mórbido tem a tendência a voltar a ser "muito gordo" com seguidos tratamentos clínicos e medicamentosos. Possivelmente a melhor opção, nas atuais circunstâncias, é considerar a cirurgia bariátrica para uma solução imediata do problema de grande excesso ponderal.

Por Geraldo Medeiros

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Execução do Supino Reto

Por Leandro Camargo 

Breve histórico

O apoio de solo ou flexão foi inventado antes do supino, que surgiu em meados do século 19. No entanto, antes do supino ser inventado os levantadores (lifters) deitavam-se no chão e o pressionavam empurrando o corpo para cima. Como o exercício no banco começou a se tornar popular, os lifters começaram a realizar o supino deixando de lado os apoios de solo.

Músculos atuantes

O principal músculo atuante é o peitoral maior seguido pelo peitoral menor, feixe anterior dos deltóides, serrátil anterior, coracobraquial e tríceps braquial.

O exercício

Posição inicial: Deite-se em um banco horizontal e mantenha os pés no solo com uma distancia ligeiramente maior que a largura dos ombros. Arqueie de leve as costas, mas mantenha os quadris no banco. Retire a barra do suporte e segure-a com as mãos em pronação com uma distância superior a largura de seus ombros e com os cotovelos retos, bem em cima do meio do peito.

Supino Reto

Execução: Comece abaixando a barra lentamente até que ela toque o peito suavemente e volte à posição inicial

1)

Supino Reto

2)

Supino Reto

3)

Supino Reto

Observação:

A realização do movimento com os membros inferiores elevados pode evitar a hiperlordose lombar, o que é indicado para quem apresenta algum tipo de problema na coluna vertebral. Realizando o exercício dessa maneira diminui-se o esforço na parte inferior dos peitorais e concentra-se no feixe muscular médio e clavicular. No entanto, o ideal é que os pés fiquem fixos no solo, exceto em caso de lombalgia, pois se o exercício for realizado com carga elevada é possível perder o equilíbrio, sem falar na perda da força extra que se consegue, ao a arquear levemente as costas, com o recrutamento das fibras do feixe muscular inferior do peitoral.

Supino Reto

Nota: existem também algumas variações na distância das mãos. Segurando a barra com as mãos aproximadas solicitaremos mais a parte central dos peitorais e o tríceps braquial. Segurando com as mãos mais afastadas solicitaremos mais a parte externa dos peitorais.


domingo, 18 de abril de 2010

Para ser um fisiculturista

Para ser um grande fisiculturista é preciso dedicação, disciplina, dieta, genética privilegiada e muito conhecimento


Campeonato de FisiculturismoUmas das coisas que eu mais admiro no fisiculturismo, além de corpos bem trabalhados e construídos, é a verdadeira paixão que os atletas têm pelo esporte que praticam.

Porém existem algumas atitudes, que desestimulam os atletas como, por exemplo, a inexistência de vontade esportiva e olhos bem abertos, voltados para a valorização, estímulo e crescimento do nosso esporte. Vejo entidades, setores influentes que não influenciam positivamente no sentido da valorização, dignificação e crescimento do nosso esporte. E quem é atleta sabe muito bem disso.

Quando alguns atletas grandes são vistos em lugares públicos, muitas pessoas os apontam e falam: "olha lá um bombado!" Outros dizem: "esses caras aí só sabem puxar ferro e ficar na academia o dia inteiro." E tem aqueles que dizem: "esses caras sarados, não tem a menor cultura." E tem gente que fala assim: "seu eu tomar uns anabólicos fico igual ou até melhor do que aquele ali."

Estas pessoas que pensam desta forma, não sabem que para se alcançar um físico como o de um fisiculturista, é necessário ter dedicação aos treinos, disciplina na dieta, genética privilegiada e também muito estudo para adquirir conhecimento ao longo de muitos anos de treino. Sem isso, fica difícil atingir tal nível. De modo que é muito fácil sair falando, "tomou isso e aquilo e ficou grande".

Umas das coisas que vejo é que os atletas pegam o seu salário, — que muitas vezes vem suado, — e investem tudo na preparação dos campeonatos. Quando na verdade acredito que deveriam aplicar seus ganhos em alguma coisa mais sólida. Afinal aqui no Brasil não se tem incentivo nenhum, para o nosso esporte. Já ouvi várias histórias sobre os extremos a que os atletas se submetem. Alguns atletas chegam até a vender seus próprios carros para terem mais recursos financeiros.

Então vamos lá. Acredito que para o campeonato, o atleta deve investir uma soma considerável em dinheiro, numa boa preparação física. Esses gastos incluem: a dieta, suplementação, algumas vezes viagens até internacionais e tudo mais o que necessitam para chegar em boas condições para o dia D. Afinal, ninguém quer fazer feio. E na maioria das vezes todos esses gastos são custeados pelo próprio atleta, e ainda tem a despesa de inscrição no campeonato que vão disputar, e quando o atleta vence o que ele ganha? A resposta é: UM POTE DE WHEY PROTEIN, um muito obrigado e ainda ouve pelo alto-falante alguém que não colocou nenhum centavo para fazê-lo chegar até ali dizer: "Esperamos vê-lo na próxima temporada." Ora essa... Falando francamente: ganhar um pote de WHEY de prêmio, É DESRESPEITO ao atleta que na pior das hipóteses representa a dedicação ao que há de positivo dos nossos jovens, representa não ingressar no mundo das drogas, representa um universo de hábitos saudáveis, e representa se possível o Brasil no exterior, quando conseguem e se conseguem sair do país para competir la fora.

Campeonato de FisiculturismoJá conversei com vários atletas amigos meus, e muitos me disseram que não competem mais por esses motivos. Não competem justamente porque não tem o incentivo para continuarem a competir. O atleta se esforça se prepara e investe às vezes até um dinheiro que não tem, e não ganha nada. Isso é sem duvida desestimulante! E isto já vem acontecendo há muitos anos e não vejo nada ser feito para mudar, melhorar, corrigir.

Penso que se houvesse algum projeto conjunto entre as federações e as empresas de suplementos que patrocinam os campeonatos, as premiações e apoios poderiam ser melhores e mais estimulantes!

Não quero dizer que se pague 10 mil reais para o primeiro colocado. Vamos lembrar que todos ganham, ou melhor, quase todos: as federações, o corpo de arbitragem, as empresas que mostram suas marcas, e seus produtos no dia do evento. Mas pergunto: E os atletas? O que ganham eles? Acho que vocês já sabem a resposta.

Penso que já está mais que na hora dos atletas receberem um prêmio justo nos campeonatos. E não apenas um pote de WHEY. Que palhaçada! Qualquer um pode comprar um pote de WHEY PROTEIN nas lojas por aí. Lembro que os atletas são os verdadeiros protagonistas das competições, pois sem eles não haveriam os campeonatos.

Está mais do que na hora de os campeonatos serem mais bem organizados. Várias e várias vezes eu estive presente em diversas competições e vi os atletas entrarem no palco e esperarem por sua música para iniciar suas apresentações e cadê a música? Simplesmente sumiu, e o atleta faz as poses sem música, ou usa uma outra qualquer, e com isso acabam prejudicados, pois não utilizam a música, ensaiada preparada dias e dias antes, para sua apresentação individual. Ou seja, o atleta não é apoiado e respeitado e assim não tem condições de apresentar o melhor do seu trabalho. Como pode? Em plena era do MP3 do "Blue ray" acontecer uma coisa dessas? Isso não deveria ocorrer jamais.

Outro ponto importante é a iluminação na hora das apresentações. Sem uma boa luz não se vê os competidores direito, ou seja, o palco muitas vezes acaba sendo iluminado apenas em um ponto, ou mais na frente ou atrás, de modo que se o atleta vai pra frente ele fica na luz e se vai pra traz fica no escuro e desaparece. O público acaba não vendo direito os detalhes dos competidores, e pior, talvez até nem mesmo os árbitros a bem da verdade conseguem ver. O palco todo deve estar sempre bem iluminado para que os atletas mostrem todo o seu potencial.

Campeonato de FisiculturismoBem, sobre os apresentadores... alguns deles, em dado momento, acabam por lançarem ao público, por conta própria, brindes, como camisetas, bonés e outras coisas. Acho que lugar de apresentador é atrás da bancada chamando as categorias e posteriormente anunciando os campeões. Eu nunca vi os apresentadores do Mr. Olympia ficarem jogando brindes para o público. Penso que seria bacana tentar seguir o exemplo dos profissionais, porque eles fazem os eventos bem feitos. Mas... alguém vai dizer: "Nós aqui somos amadores e não temos recursos como eles têm." Ok concordo com isso, mas todos sabemos que sempre da para fazer melhor.

Os eventos poderiam e deveriam ser realizados de maneira que não apenas o publico que curte a musculação e os fisiculturistas fossem prestigiados. E sim o público em geral. E com isso poderiam surgir quem sabe, até novos interessados em patrocinar os atletas, os campeonatos. E desta forma o esporte seria mais bem visto pela sociedade.

Infelizmente é do nosso conhecimento que alguns competidores ainda desrespeitam os lugares que são oferecidos para os eventos, e colocam as suas mãos sujas de "pro tan" nas paredes brancas. E isto não é nada bom para a imagem do fisiculturismo, ou seja, mancha o esporte. Especialmente para quem cede, empresta estes espaços, que na verdade devem ser muito bem preservados, para que todos os campeonatos sempre tenham lugares de qualidade para serem realizados. E se contarmos com lugares de qualidade nas apresentações, o nível do espetáculo será cada vez melhor.

Entretanto, sobre as federações, entendo que poderia haver sistemática de eleições. Como qualquer outro meio, universidades, cidades, estados países. Credos religiosos. Até os papas são eleitos...! Uma eleição de tempos em tempos seria muito bem vinda, para trazer novas pessoas, com novas idéias. Uma eleição onde seriam escolhidos novos visionários. Homens capazes de contribuir ainda mais para o crescimento do nosso esporte.

Aqui na realidade, aqui no presente, em 2009, idealizo um futuro de reconhecimento aos atletas e ao fisiculturismo brasileiro. Espero que daqui a 5, 10 ou 20 anos, em 2029 eu possa ver os atletas serem mais respeitados e admirados pela nossa sociedade pelos patrocinadores e também pelas outras modalidades de esporte. E sonho que no futuro os atletas possam viver do esporte.

Por Dário Rubens Ferreira (Tony) 

Fonte: http://www.fisiculturismo.com.br/newsletters/materias/sociedade_fisiculturismo_campeonatos.php


sábado, 17 de abril de 2010

As mulheres mais odiadas do planeta

O esporte mundial de falar mal das modelos não leva em conta 

que a maioria não precisa fazer sacrifício algum para ser magérrima


Juliana Linhares

Jason Kempin/Gwtty Images
ESTÁ NA DESCRIÇÃO
Izabel, 1,78 metro, 55 quilos de 
perfeição: "Cada profissão tem suas 
exigências. A da minha é pesar pouco"


Elas são magras, lindas, ricas, falam várias línguas e têm namorados famosos. Quem quer ser como elas? Todas. Quem fala bem delas? Ninguém. Ao contrário: retratos contemporâneos da beleza e do glamour, as modelos estão entre as mulheres – meninas, em muitos casos – mais tripudiadas do planeta. A bailarina é tão peso-pluma que flutua no ar? Admirável. A ginasta de 18 anos tem corpo de 12? Exemplar disciplina. A celebridade voltou ao corpo pré-gravidez um mês depois do parto? Palmas para ela. A estrela no tapete vermelho comporta no máximo 2 palmos de cintura? Nunca esteve tão bem. Mas bastou a gaúcha Alessandra Ambrosio, 29 anos, ser vista numa sessão de fotos com os ossinhos em evidência para o mundo cair sobre sua cabeça. Foi parar até no programa de Bill O'Reilly, popular comentarista da rede americana Fox, que abriu uma pausa na habitual e divertida sessão de flagelação do governo Obama para mostrar uma foto "chocante" da "desnutrida" Alessandra. A comentarista Megyn Kelly, uma das muitas loiras e lindas da Fox, afirmou com a cara mais séria que a Victoria's Secret, a empresa de lingerie que tem Alessandra como uma das modelos contratadas, não deveria "usá-la" em anúncios. Nem um único jornalista no mundo ousaria chamar uma famosa acima do peso de "gorda", "baleia" ou "monte de banha", mas o jornal inglês Daily Mail, o primeiro a divulgar as fotos de Alessandra, classificou-a de puro osso e praticamente desfechou uma campanha mundial de desqualificação da modelo. "Para ser muito sincera, não estou nem aí para essa polêmica", desdenha Alessandra, que mede 1,78 metro e pesa 52 quilos "desde sempre". Com o tipo físico excepcional requerido pela profissão – naturalmente muito alta e muito esguia –, a modelo passou por todos os tormentos reservados às meninas magrinhas. "Quando eu estava na escola, meu apelido era Somália. Os meninos me arranjavam os nomes mais horrorosos. O sofrimento só acabou quando me tornei modelo. Aí a magreza se tornou algo útil e bacana", conta.

The Grosby Group
POLÊMICA? TÔ NEM AÍ
Alessandra, 1,78 metro, 52 quilos, numa das fotos tripudiadas: "O sofrimento por ser magrinha só acabou quando me tornei modelo"

"Isso acontece porque é muito mais fácil apontar defeitos nas meninas do que aturar a beleza e o sucesso delas", fulmina Liliana Gomes, diretora da agência Joy Models. "As pessoas não entendem que a gente não precisa fazer esforço para ser assim. Eu, como todo mundo, às vezes tenho uma semana de trabalho corrido, em que fico sem almoçar direito. A diferença é que perco, fácil, fácil, 3 quilos", diz, com toda a sua insustentável leveza, a piauiense Laís Ribeiro, 19 anos, 1,83 metro e 50 quilos exibidos, ossinho por ossinho, num macacão de Lycra na última semana de moda de São Paulo. "Toda profissão tem suas exigências. A da minha é pesar pouco", resume Izabel Goulart, 25 anos, 1,78 metro, 55 quilos, colega de Alessandra na Victoria's Secret e considerada um dos corpos mais perfeitos da categoria peso-leve. Tantas críticas sobre as modelos, não só por serem magras, mas por fumar, não estudar, viver em festas, abusar de substâncias várias e, em certos casos, tropeçar no léxico em vários idiomas, podem ter efeitos devastadores. "Tenho estudos que mostram que, por volta dos 18 anos, elas apresentam níveis de ansiedade e stress maiores do que os notados em vestibulandas", diz o psicólogo Marco Antonio De Tommaso, especializado em atender modelos.

Vista nos bastidores, a profissão revela, sim, exageros e abusos na obrigatória manutenção da magreza. Há quase quinze anos na passarela, a paranaense Isabeli Fontana, 1,77 metro, 55 quilos, diz que a fama de pouco juízo das modelos "não é à toa", apesar do sempre presente perigo de generalização. "Muitas fazem, sim, regime de fome, gostam da noite e tomam um monte de remédios. Mas isso não quer dizer que todas sejam assim", garante. "As que vomitam e tomam remédio para emagrecer duram uma ou duas temporadas e somem, porque perdem a aparência saudável, ficam com cabelo ruim, rosto cheio de olheiras", ensina Isabel Hickmann, 1,78 metro, 53 quilos, a irmã caçula de Ana, que estudava publicidade, há um ano resolveu ser modelo e agora, aos 20, faz tantos desfiles que trancou a faculdade. A maior acusação contra as modelos é que disseminam um tipo físico totalmente fora dos padrões que, perseguido por adolescentes na difícil fase da afirmação social, leva a sofrimento emocional e, em casos extremos, a doenças. Segundo dados do Ambulatório de Bulimia e Transtornos Alimentares (Ambulim) do Hospital das Clínicas, em São Paulo, ao longo da vida, entre 0,5% e 4% das mulheres terão anorexia nervosa, e de 1% a 4,2%, bulimia, ambos distúrbios contemporâneos cuja complexidade ainda é estudada. Culpar as modelos pela propagação desses transtornos é tão injusto quanto atribuir a epidemia mundial de obesidade a... aquela, a famosa, bem, não vamos falar o nome dela. Todo mundo sabe quem é.

Fotos Marcelo Soubhia/Ag.Fotosite e Bruno Stuckert/Caraas
A INSUSTENTÁVEL LEVEZA DO DESFILAR
Laís (à esq.) e a irmã de Ana, Isabel: criticadas 
por serem como tantas gostariam de ser