quinta-feira, 17 de junho de 2010

Tudo sobre Copa do Mundo de Futebol

Para assistir a Copa do Mundo, é preciso entendê-la como um todo.

Aqui está uma seleção dos principais livros e documentários sobre o evento:

Livros

O Mundo das Copas - Lycio Vellozo Ribas
Trás as principais curiosidades, os momentos históricos e os principais lances do maior espetáculo do esporte mundial.

Enciclopédia das Copas do Mundo - Luiz Fernando Baggio
Casos e curiosidades envolvendo atletas, esquadrões e partidas inesquecíveis, mostra como acontecimentos mundiais influíram na história das copas e apresenta dados e estatísticas que irão surpreender até aqueles que sabem de cor a escalação da Hungria de 54.

Todas as Copas do Mundo - André Martinez
Uma viagem pela história de todas as copas do mundo.

A história da Copa do Mundo - FIFA
Este livro com formato e design inovador conta os acontecimentos mais marcantes de todas as Copas do Mundo desde 1930: uma verdadeira maratona com os principais lances, as seleções que fizeram história e os grandes craques da Copa.

A África em Copas do Mundo - André Lacerda
Esta é a história da África em Copas do Mundo, conheça mais o histórico de nossos anfitriões.

A Memória da Copa de 1970 - Antonio Soares e Marco Salvador
Os autores resgatam esse momento histórico e ressaltam que houve algo mais do que simples "futebol-arte" e preparação técnica de primeira qualidade.

Capas da Copa - Fábio Amaro
O que representa para um país ser notícia de primeira página em todos os jornais e revistas do mundo? Veja como foi o dia seguinte ao pentacampeonato brasileiro.

As melhores seleções brasileiras de todos os tempos - Milton Leite
Apresenta as seleções brasileiras que faziam os adversários tremer e que arrancavam aplausos até de torcedores de outros países.

As melhores seleções estrangeiras de todos os tempos - Mauro Beting
Um passeio pela história do futebol, com narrativas, fotografias, lista de convocados e detalhamento dos esquemas táticos de cada equipe.

Os 55 maiores jogos das Copas do Mundo - Paulo Vinicius Coelho
Conheça os detalhes dos maiores jogos já realizados em Copas do Mundo.

A história das camisas de todos os jogos das Copas do Mundo - Paulo Villena Gini
Resultado de uma pesquisa inédita e ricamente ilustrado, o livro traz o uniforme utilizado pelas seleções em todos os jogos das Copas do Mundo.

Recordes do futebol mundial 2010
O livro apresenta, de forma bem abrangente, os recordes e dados estatísticos de todas as organizações de futebol filiadas à FIFA

Futebol 10 - Dorling Kindersley
Guia visual totalmente ilustrado e colorido com todas as informações sobre futebol, desde a parte histórica com as origens do jogo até descrição das regras e das principais seleções do mundo.

Filmes e documentários

InvictusInvictus
Clint Eastwood, Morgan Freeman e Matt Damon

Ele ficou preso por 27 anos por conta de sua heroica luta contra o apartheid. Então, o que Nelson Mandela faz agora que foi eleito presidente da África do Sul? Ele descarta vingar-se, perdoa seus opressores e encontra esperança de unir toda a nação em um lugar inusitado: no campo de rugby. Clint Eastwood dirige de maneira poderosa este inspirador filme sobre um time e sobre pessoas inspirados pela grandeza. Em um trabalho que lhe rendeu o prêmio NBR de Melhor Ator e uma indicação ao Oscar, Morgan Freeman interpreta Mandela, que pede ao capitão da seleção nacional de rugby (Matt Damon) e seu esquadrão de oprimidos para realizarem o impossível: vencer o campeonato mundial. Um time, um país. A linguagem universal do esporte nunca foi usada de maneira tão instigante como neste filme de Clint Eastwood, baseado no  livro Conquistando o Inimigo de John Carlin.


FIFA Fever e FIFA FutebolFIFA Fever e FIFA Futebol - Box Triplo
São no total 3 discos, com o mais rico conteúdo sobre as copas já realizadas, inclusive a primeira em 1930, entrevistas exclusivas com os maiores ídolos do futebol e pessoas de grande influência no meio esportivo. Com imagens inéditas o DVD é um show de bola porque na abertura, o presidente da FIFA, Joseph Blatter, mostra números impressionantes: na final da Copa de 2002, 28 bilhões de espectadores assistiram, em 213 países, Cafu levantar o pentacampeonato e manter o Brasil no topo do ranking do futebol. O registro em multimídia fez parte das comemorações do centenário da FIFA, em 2004, e a locução ficou a cargo do jornalista e historiador do futebol, Orlando Duarte. São 3h15 de muita emoção, gols incríveis e milhares de jogadas de todas as seleções que participaram as copas, com especial para o Brasil. O outro DVD traz cenas da primeira Copa no Uruguai, em 1930. São filmes gravados em 16mm, encontrados na Cinemateca Uruguaia que estavam esquecidos há 70 anos. Os filmes foram restaurados em Londres, colorizados e sonorizados através de moderníssimas técnicas. Essas imagens jamais tinham sido vistas e é um dos marcos deste amplo e completo documentário.


1958 - Ano em que o mundo descobriu o Brasil1958 - Ano em que o mundo descobriu o Brasil
O ano em que o Brasil acabou com o complexo de vira-lata. A história do primeiro título mundial do futebol brasileiro contada pelos próprios protagonistas. Entrevistas com João Havelange, Paulo Planet Buarque, Luiz Mendes, Mário de Moraes, João Máximo, Luiz Carlos Barreto, Villas-Bôas Corrêa, Just Fontaine, Raymond Kopa, Roger Piantoni, Nils Liedholm, Agne Simonsson, Kurt Hamrin, Victor Tsarev, Mel Charles, Helmut Senekowitsch, Tommy Banks, Sigvard Parling, Paulo Amaral, Mário Trigo, Orlando Durate, Flavio Costa, Gösta Löfgren, Giuliano Sarti, Terry Medwin, Lennart JoHansson, Bengt Agren, Bo Hansson, Anatolji Iljin, Nikita Simonian, Vladimir Kessarev, Johann Buzek, Lars-Gunnar Björklund, Brian GlanVille, Owe Ohlsson e Torsten Lindberg.


A História das CopasA História das Copas
O futebol tem sido jogado por mais de 2000 anos, acompanhando o progresso do mundo grandes competições foram surgindo desde 1863. Em 1904, Jules Rimet criou a FIFA, pois seu maior sonho era formar uma grande competição mundial... A partir disto o futebol se desenvolveu e transformou-se no fenômeno mundial que é hoje! Este documentário inclui cenas exclusivas de grandes estrelas do futebol, além dos melhores jogos das copas e leva você a uma inesquecível jornada, descobrindo tudo sobre essa grandiosa competição.



Copa do Mundo FIFA 2006Copa do Mundo FIFA 2006
Este documentário definitivo sobre a Copa do Mundo vai lhe mostrar as emoções, gols e momentos tensos da Copa do Mundo da Alemanha em 2006. Contendo entrevistas com lendas do futebol como Fabio Cannavaro e Michael Ballack, sequências nunca vistas tanto de dentro como de fora do campo, Copa do Mundo FIFA 2006 é um DVD que não pode faltar na casa dos fãs apaixonados por futebol!


quarta-feira, 16 de junho de 2010

Tecnologia: como fazer a vilã se tornar aliada



As esteiras domésticas de antigamente eram precárias, tinham motor barulhento e erma pouco compactas. Nem de longe se encaixavam ao ambiente doméstico e eram bastante desconfortáveis para andar. Recentemente testei uma série de esteiras domésticas e fiquei bastante contente, houve uma evolução muito grande.

As versões modernas são dobráveis, leves e fáceis de armazenar, cabem em qualquer lugar. É só colocá-la na frente da TV e unir o útil ao agradável. Andei e corri em diversos modelos e senti que pode ser uma experiência agradável. Para quem puder investir em um equipamento como este, ou uma bicicleta ergométrica, a luta contra a balança se torna mais eficiente. Afinal, muitas regiões já estão sendo castigadas pelas baixas temperaturas, o que naturalmente faz aumentar a preguiça para praticar exercícios.

Assim fica mais fácil lutar contra a preguiça e a desculpa de ter de sair de casa: assistir a um seriado de 30 minutos por dia enquanto se faz uma caminhada na esteira em passo acelerado corresponde a caminhar aproximadamente 3 quilômetros por sessão, 21 por semana e 84 por mês. Em um ano, são 1008 quilômetros.

Normalmente a tecnologia contribui para nos deixar mais sedentários, mas também pode ser uma alternativa para cuidar do corpo e da saúde.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Antes do alongamento, faça aquecimento



Conforme o frio se intensifica às vésperas do inverno, surge a dúvida se o alongamento é uma forma de prevenir o aparecimento de lesões. Para aproveitar o alongamento de forma segura e eficaz, antes do exercício faça um aquecimento, movimentando-se em intensidades mais leves por dez a quinze minutos. Após esta etapa, alongue-se de forma suave as principais regiões do seu corpo. Complemente o aquecimento com mais cinco minutos de atividade, em intensidade um pouco mais elevada e aí você estará pronto para a prática esportiva.

Caso perceba que está com a musculatura muito encurtada, talvez seja o caso de fazer sessões de alongamento em outro momento ou até mesmo outro dia.

Fazer um alongamento muito exigente logo após o término de um treino exaustivo poderá aumentar as microlesões musculares, que acontecem quando a atividade é intensa e/ou longa. De acordo com os especialistas, as dores musculares são decorrentes deste processo.

Revisão – Encontrei uma revisão de literatura, publicada em 2009 pela Universidade Federal de Minas Gerais, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais e Universidade de Sydney (Austrália) em que foram revisados dez estudos clínicos, considerados relevantes, a partir de 1991.

Uma conclusão dos autores:  "…pode-se concluir que embora o trabalho de flexibilidade seja muito utilizado durante os treinamentos, principalmente visando prevenção de lesões, seus benefícios permanecem obscuros…"

Lendo a íntegra, afirmo que ainda não podemos relacionar o alongamento à prevenção ou causa de lesões. Mas alguns dos estudos mostram que tanto o excesso como a falta de flexibilidade apresentam alguma ligação com o índice de lesões.

Por Renato Dutra

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Conheça os tipos de treinos usados na corrida

Glossário de treinamentos

Para quem olha de fora, a corrida pode parecer o simples movimento de sair de casa, percorrer alguns quilômetros e aproveitar todos os benefícios da atividade física. Entretanto, praticar este esporte vai muito além. Existem muitos treinos específicos para o desenvolvimento do atleta, amador ou profissional, como os intervalados, os longões, fartlek, subida e descida e regenerativo.

Desta forma, pode até parecer difícil escolher um apropriado para alcançar seus objetivos. Por isso, o O2 Por Minuto separou os principais treinamentos voltados para a corrida, suas especificidades e quando realizá-los.

Treinamento intervalado

O treinamento intervalado, também conhecido popularmente como treino de tiros, é um dos exercícios mais utilizados pelos corredores e também um dos mais cansativos. Com a meta de melhorar o desempenho do atleta nas provas, esse treino faz o corredor suar mais que o normal.

Ele consiste em uma corrida realizada em ritmo superior ao que o atleta está acostumado, aliada com intervalos já estabelecidos. Esse treinamento pode ajudar em muito o atleta aumentar sua velocidade habitual, expandir a capacidade muscular e cardiovascular, além de elevar, consequentemente, o VO2 Máx.

"O treino intervalado é um treinamento forte, no qual o corredor tem que dar o máximo de si. Depois de completar a distância estabelecida, há uma pausa um pouco maior, mas logo volta-se ao exercício", explica Paulo Rennó, diretor técnico da Paulo Rennó Assessoria Esportiva.

Fartlek

Criado na década de 30, pelo treinador sueco Gösta Holmér, este treinamento é um dos mais usados e vantajosos até hoje. Vindo do sueco, Fartlek significa "brincadeira de correr", tradução exata do treinamento em ação.

O fartlek não tem lugar definido, é um tipo de corrida que pode ser feita em qualquer terreno, seja ele asfalto, areia ou grama. Porém, nem tudo é brincadeira. As intensidades variam durante as passadas, ora forte ora baixa, melhorando a velocidade, o condicionamento, a força e a performance.

"No fartlek não tem nada de definido. O corredor pode correr a distância que quiser e aonde bem querer. A única regra a seguir é a intensidade das passadas", afirma Enzo Amato, diretor técnico da Assessoria Esportiva que contém o seu nome.

Tempo Run

Muitas vezes confundido com os treinos intervalados, o foco do Tempo run é diferente dos outros treinamentos. Recomendável para atletas de intermediários e avançados, os tiros do tempo run são maiores e devem ser feitos no pace que o atleta deseja realizar a próxima prova.

Além de contribuir para a performance, esse treinamento também tem uma capacidade psicológica, que é estabelecer nova auto-estima para o corredor, que se sentirá mais confiante para a realização da prova.

"Esse exercício deve ser usado como parâmetro de avaliação de atletas, a partir do seu nível técnico, obtendo os resultados em médio a longo prazo. Os atletas saberão como será o ritmo da prova que disputarão", frisa Sandro Figueiredo, diretor técnico do Treinamento Esportivo Sandro Performance.

Subidas e descidas

Além de seus fins para o desempenho, que ajudarão o atleta a correr melhor e mais rápido, o treinamento de subidas e descidas também contém fonte física e psicológica. "O condicionamento do atleta aumenta consideravelmente, além de aumentar sua segurança durante os treinos e provas", afirma Rennó.

Correr na subida é importante para o desenvolvimento do atleta. Contudo, por ser um treinamento específico e desgastante, não deve ser praticado todos os dias, e sim uma vez por semana, com volume baixo, em pequenos tiros, com pausas.

Longão

Normalmente o último treino da semana, o longão é o exercício que tem a maior distância percorrida, já que no dia seguinte deve ocorrer uma folga ou um treino leve.

O longão é um treinamento mais lento, no qual enfrentar a distância é o maior objetivo e tem como o intuito a adaptação do corpo para a disputa de provas mais longas. Esse treinamento ensina a queimar corretamente a gordura corporal e aprender a poupar os estoques de glicogênio.

"O longão deve ser um treinamento cuidadoso, já que a velocidade do corredor não pode ser muito forte e nem muito baixa, pois assim o exercício não terá suas vantagens, que inclui a evolução muscular e cardiovascular", afirma Amato.

Treinamento regenerativo

Na hora do descanso, para deixar o corpo novamente intacto, é mais válido o atleta não fazer nada ou correr? A resposta mais óbvia é a primeira, certo? Não é bem assim. O Treinamento regenerativo pode ser muito útil se feito de forma correta.

Este exercício é considerado um repouso ativo, ou seja, uma atividade de baixa intensidade ou caminhada, que auxilia na recuperação do corpo após um treinamento. Deve ser feito como forma de manter a atividade sem exagerar no treino.

"As maiores vantagens de aliar o treinamento regenerativo na planilha é o combate dele contra o ácido lático, que ajuda a combater as lesões musculares e na recuperação do sistema cardiovascular", diz Paulo Rennó.

Por Maurício Belfante

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Mais colesterol bom nem sempre é melhor para a saúde

e
Quando o colesterol bom fica ruim

Todos já ouvimos à exaustão sobre a importância de elevar o HDL, o chamado "bom" colesterol, e diminuir o LDL, ou colesterol "ruim", para melhorar a saúde do coração.

Mas um novo estudo realizado na Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, mostra que, para um grande número de pessoas, nem sempre o colesterol HDL é uma coisa intrinsecamente boa.

O trabalho descobriu que um nível elevado de colesterol supostamente bom coloca um grupo de pacientes sob alto risco de eventos coronarianos recorrentes, como dor no peito, ataque cardíaco e morte.

Revolução frustrada

Os resultados podem ajudar a explicar os resultados decepcionantes de um medicamento experimental - o Torcetrapib, da empresa Pfizer - projetado para aumentar os níveis de colesterol HDL e que chegou a ser apregoado como uma revolução no tratamento das doenças cardiovasculares.

O teste do novo medicamento foi interrompido em 2006 devido a um número surpreendentemente excessivo de eventos cardiovasculares e de morte associados ao seu uso.

Como neste novo estudo, os eventos cardiovasculares nos testes do Torcetrapib foram associados com níveis mais elevados do "bom" colesterol HDL, embora as razões para isso ainda não estejam muito claras.

Risco do colesterol bom

A parcela da população pertencente ao grupo de alto risco - para os quais o aumento do colesterol HDL pode ser algo muito ruim - foi caracterizada como sendo formado por pessoas com altos níveis de proteína C-reativa (CRP), um conhecido indicador de inflamações, assim como do próprio nível elevado do colesterol HDL.

Cerca de 20 por cento da população total do estudo - 767 pacientes - foi classificada no grupo com risco elevado de colesterol HDL elevada e PCR.

Ainda não existem dados para indicar o percentual da população como um todo que estaria sujeito a essa condição.

Fatores genéticos e ambientais

Os autores do estudo acreditam que fatores genéticos e ambientais, principalmente a inflamação, influenciam se os níveis elevados de colesterol HDL terão efeito protetor ou se vão aumentar o risco cardiovascular.

Dado um ambiente inflamatório, o conjunto único dos genes de um indivíduo ajuda a determinar se o colesterol HDL passa de bom para ruim no processo de uma eventual doença cardíaca.

No grupo de alto risco dos pacientes com colesterol HDL elevado e CRP, os pesquisadores identificaram dois fatores genéticos associados com eventos coronarianos recorrentes.

A atividade da proteína de transferência de éster de colesterol (CETP), que move o colesterol para longe do sistema vascular e está associada com o colesterol HDL, e a p22phox, que influencia os processos relacionados com a inflamação e está associada à PCR, são indicadores de risco neste grupo de pacientes.

Medicina personalizada

"Identificar esses pacientes e determinar o que os coloca em alto risco pode ser útil na escolha de tratamentos adaptados às necessidades específicas de subgrupos de pacientes em particular. Isso nos leva um passo mais perto de alcançar o objetivo da medicina personalizada," prevê o Dr. James Corsetti, coordenador do estudo.

"A capacidade de identificar os pacientes que não irão se beneficiar de esforços para aumentar o colesterol HDL é importante porque eles podem ser excluídos dos testes de medicamentos que visam aumentar o colesterol HDL," afirma Charles Sparks, coautor do estudo.

Contra as evidências

Apesar do resultado negativo do Torcetrapib e de novas descobertas recentes, incluindo este novo estudo, que sugerem que o colesterol HDL elevado pode ser uma coisa ruim, as empresas farmacêuticas continuam trabalhando firme na identificação de novas drogas para aumentar o colesterol HDL.

A Merck anunciou recentemente planos para iniciar um ensaio clínico em 2011, para testar se o Anacetrapib - um primo molecular do Torcetrapib - reduz o risco de ataque cardíaco e morte atuando justamente na elevação do colesterol HDL.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Doze motivos para que o golfe seja o maior dos esportes

No feriado do Memorial Day, segunda-feira, até os golfistas casuais devem ter tirado a poeira dos tacos para jogar pelo menos alguns buracos. E tenho certeza de que houve um momento na partida, talvez uma tacada perfeita, que levou um sorriso ao seu rosto, e o fez perceber que o quanto ama esse esporte. Quem não joga não sabe, mas quem se importa?publicidade


Para celebrar o final de semana que abre a temporada de golfe deste verão nos Estados Unidos, eis meus 12 motivos para que todos amemos o golfe:

O golfe promove a liberdade, em campo de jogo com poucos limites

Que outro esporte é disputado em um campo com 80 ou mais hectares? Beisebol, softball, futebol e futebol americano têm linhas rígidas, definidas. O mesmo se aplica ao tênis e basquete, ao hóquei e às pistas de automobilismo. Aliás, até as pistas de boliche têm calhas.

No golfe, há um espaço imenso em que jogar, e cada buraco pode ser jogado como o golfista preferir.

O equipamento é bacana

É divertido e até educativo considerar todos os pequenos detalhes do golfe: os tacos, as luvas, o marcadores de bolas, os tees, as ferramentas de reparos do gramado, os cravos substituíveis nos sapatos, as garras especiais para tacos, os eixos flexíveis, os chapéus, as roupas de chuvas, o GPS. Para não mencionar todos os apelidos desses equipamentos. Nem uma agência de espionagem se diverte tanto com nomenclatura.

No golfe, impera o acaso

Que outro esporte permite encher os sapatos de areia, molhar as meias, derramar molho na camisa, suar o boné, enlamear os fundilhos das calças, criar bolhas nas mãos, bronzear só a nuca e carregar um sapo na sacola de tacos? (E nós gostamos disso tudo.)

O golfe oferece as melhores paisagens


Admito, alguns estádios de beisebol oferecem boas vistas dos edifícios de uma cidade. Alguns estádios universitários de futebol americano permitem vislumbrar um campus ajardinado. Mas os ginásios de esportes são cada vez mais parecidos, e ruidosos como um aeroporto. Quem pesca, caminha na natureza, surfa ou esquia tem direito a debater, mas comparado a todos os demais esportes muito praticados, o golfe não tem igual no que tange a cenários. Centenas de pistas de golfe margeiam o oceano, outras centenas estão cercadas de florestas, centenas mais oferecem lindas vistas montanhosas e ainda restam centenas que permitem contemplar vales e parques.

Quem quer que tenha dado uma tacada à beira do Pacífico no 18° buraco do clube de golfe de Pebble Beach nunca mais evocará com poesia a experiência de assistir a uma partida de beisebol por trás do outdoor em Fenway Park.

O golfe envolve muitos parceiros na natureza

Cervos, tartarugas, raposas, coelhos, pardais, esquilos, castores, alces, trutas, percas, falcões, garças, tatus, perus, lontras, grilos, lagartas, borboletas e até crocodilos - tudo isso de graça em uma pista de golfe.

Jogar sozinho

Já ouviu falar que correr dá barato? Os golfistas sentem coisa parecida ao jogar em uma pista vazia, caminhando em silêncio pela paisagem verde no ritmo que preferirem.

Chegar sozinho e arrumar companhia para jogar

Experiência completamente diferente, como um encontro às escuras, mas o resultado quase sempre é melhor, porque não importa caso você nunca mais volte a encontrar aquelas pessoas. Uma pequena dose de confiança permite conhecer pessoas incríveis e as mais bizarras técnicas de golfe. Quem precisa de reality shows? Basta chegar a um clube de golfe em um sábado movimentado e dizer que está sem grupo.

Procurar uma bola perdida na mata

O que encontro nas matas sempre me deslumbrou. Um pé de sapato náutico - e como teria chegado lá? Uma calculadora. Um chapéu e óculos. Bem, talvez eu esteja assistindo demais a "NCIS", mas vamos tentar reconstituir a cena: um sujeito erra a tacada entre as árvores e a bola cai em uma área alagada. A raiva o leva a jogar o boné no chão (os óculos estavam na aba). Ele tenta tirar a bola da água com uma tacada, e acerta, mas perde o equilíbrio e cai sentado na poça, perdendo a calculadora e um sapato. Mas nem percebe porque está correndo para o green a fim de concluir o buraco e manter o par.

Ótima trilha sonora

O som firme do taco ao colidir com a bola. O ruído seco de uma tacada de bunker bem jogada. O som da bola deslizando pelo green. O choque dos tacos na sacola durante a caminhada. O silêncio que se segue a uma tacada entre as árvores, provando que a bola não atingiu nenhuma delas. E o som da surpresa e das risadas atônitas quando alguém acerta uma tacada de 18 metros por sobre um obstáculo: delícias auditivas que encontramos a cada pista.

Qualquer um pode jogar

Não é preciso ser especialmente alto ou forte - corpos de qualquer tipo podem se sair bem. Basta ver pela PGA e LPGA, que abrigam golfistas de todos os tamanhos e formatos. A idade importa pouco, a não ser para os profissionais. E até a falta de flexibilidade ou atletismo pode ser compensada pela experiência. Ao longo dos anos, perdi muitas apostas para golfistas de 60 e 70 anos em meu clube, porque as tacadas deles têm precisão cirúrgica. Basta ser bom nos putts para ser golfista, e quem não consegue acertar a bola no buraco?

Você pode e deve jogar com sua família e amigos, homens e mulheres

O fato de que homens, mulheres e crianças joguem golfe amistosamente em uma mesma pista é um dos maiores benefícios do esporte, em sua perfeita combinação de exercício e evento social. E há algo na dificuldade do golfe que aproxima todos os praticantes. Ninguém está imune a embaraços, e isso é muito libertador na dinâmica familiar.

A chance de acertar o buraco com uma só tacada

Em que outro jogo, em que outra atividade, é possível realizar alguma coisa que, naquele dado momento, representa o ápice da perfeição? Uma pessoa comum não pode entrar em campo e acertar a rebatida vitoriosa em uma partida de beisebol, mas pessoas comuns acertam buracos de golfe com uma só tacada, e a jogada é simplesmente perfeita. Nem mesmo Phil Mickelson ou Jack Nicklaus em sua melhor forma poderiam ter feito melhor naquele momento, naquele lugar. A chance dessa perfeição, e a busca por ela, é que faz com que nós, golfistas, persistamos.

E isso é algo que merece o nosso amor.

por Bill Pennington
The New York Times

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Impacto sob medida

Novos exames identificam os riscos de lesões nos joelhos, as articulações mais vulneráveis a danos causados pela prática da corrida


Recuperação rápida e indolor
Três semanas depois de ser submetido a uma cirurgia no joelho, com a injeção 
de plasma enriquecido de plaquetas, Hernanes já estava pronto para jogar


Quatro milhões de brasileiros correm pelo menos três vezes por semana. De cada dez corredores, sete sofrem algum tipo de lesão em decorrência do impacto das passadas. Na imensa maioria das vezes, os joelhos são os mais atingidos. Para prevenir os danos nessas articulações, a medicina do esporte vem desenvolvendo exames preventivos. O mais recente deles identifica um quadro bastante comum entre os corredores, os "joelhos em X" – ou seja, quando ocorre uma aproximação exagerada entre ambos durante o exercício. O teste foi desenvolvido pelo Centro de Ortopedia e Medicina Esportiva da Universidade de Cincinnati, nos Estados Unidos. Entre os americanos, ele já é tão comum nas academias de ginástica quanto o adipômetro, a pinça usada para medir as dobras de gordura. Com o nome de SportsMetrics, o exame consiste de um programa de computador que, com base em imagens registradas quadro a quadro do esportista durante três pulos, calcula a diferença entre a largura dos quadris e a distância entre os joelhos em vários momentos do movimento. "O nível de precisão é muito superior à simples observação dos joelhos em X a olho nu", diz a fisioterapeuta Andrea Forgas, do Hospital do Coração, em São Paulo, um dos primeiros centros a oferecer o teste no Brasil. Exatidão é fundamental nesse caso. O ideal é que a distância entre os joelhos não seja menor do que 80% da largura dos quadris(veja o quadro abaixo). A partir disso, a cada 10% de inclinação dos joelhos para dentro, as chances de lesão na articulação aumentam em cerca de 20%.

Os joelhos em X são um problema mais feminino do que masculino. Para cada homem com o desvio, há duas mulheres na mesma situação. Existem duas explicações para ele ser mais comum entre elas. A primeira refere-se à força muscular. Normalmente, a musculatura mais utilizada na absorção do impacto é a localizada na parte anterior das coxas (os quadríceps). Como nas mulheres esse grupo tende a ser mais fraco, a musculatura do interior das coxas (os adutores) é mais solicitada. "Quando se usam os adutores além do necessário, os joelhos são forçados para dentro", diz o ortopedista Arnaldo Hernandez, chefe do grupo de medicina esportiva do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas, em São Paulo. O segundo motivo que torna a mulher mais suscetível aos joelhos em X está relacionado à ação da progesterona. O hormônio sexual feminino funciona como uma espécie de relaxante muscular. Com isso, os joelhos ficam mais expostos a danos, principalmente em atividades de alto impacto.

O preparo muscular é fundamental na prevenção de lesões nos joelhos, articulações que absorvem metade do impacto de uma corrida, por exemplo. Para se ter uma ideia, a cada pisada, os joelhos são martelados com o equivalente a uma carga duas vezes maior do que o peso do corpo da pessoa. Há também um exame próprio para averiguar se a musculatura próxima aos joelhos consegue amortecer uma parte desse esforço – o isocinético. Ele é semelhante ao exercício na cadeira extensora das academias. Sentado, com os pés apoiados no chão de modo que pernas e coxas formem um ângulo de 90 graus, o esportista estende as pernas até alinhá-las com os joelhos. Um programa de computador determina, então, o peso que as pernas têm de levantar, de acordo com o perfil de cada um. De um homem adulto, de até 40 anos, espera-se que consiga erguer cinco vezes 16 quilos, em cada perna. De uma mulher, na mesma faixa etária, 10 quilos. Pasme, leitor, mas metade dos amadores não passa no teste. Ou seja, do ponto de vista muscular, eles ainda não estão preparados para correr. Nesses casos, o programa de corrida só deveria começar depois de, pelo menos, três meses de malhação nos ferros.

 


Sangue enriquecido

Rodrigo Coca/Fotoarena
Recuperação rápida e indolor
Três semanas depois de ser submetido a uma cirurgia no joelho, com a injeção de plasma enriquecido de plaquetas, Hernanes já estava pronto para jogar

Pelo menos um terço das lesões nos joelhos leva o esportista à mesa de operação. Independentemente da complexidade do procedimento, os pacientes têm um pós-operatório delicado e doloroso. Isso porque os joelhos constituem as articulações mais vulneráveis do corpo humano. "O desgaste natural, somado à própria lesão e à agressão da cirurgia, faz com que o tempo de recuperação seja maior em relação ao de outras articulações", diz o ortopedista Rene Jorge Abdalla, do Hospital do Coração, em São Paulo. Recentemente, a fim de reduzir o pós-operatório dos pacientes, uma técnica simples passou a ser utilizada: a injeção de plasma rico em plaquetas (PRP), extraído do próprio paciente. O plasma é a parte líquida do sangue, e as plaquetas são as células sanguíneas envolvidas nos processos de coagulação e de cicatrização. Durante a cirurgia, os médicos colhem uma amostra do sangue do paciente e triplicam a sua quantidade de plaquetas por meio de centrifugação. O plasma é, então, reaplicado diretamente na região do joelho lesionada, de modo a acelerar a cicatrização e a coagulação. Em setembro do ano passado, o jogador Hernanes, de 25 anos, volante do São Paulo, recebeu o PRP, durante uma cirurgia no menisco, estrutura diretamente responsável pelo amortecimento do impacto no joelho. Em três semanas (metade do tempo previsto), o atleta estava pronto para entrar em campo outra vez.


Por Adriana Dias Lopes

sábado, 5 de junho de 2010

Musculação: o "tempo" certo para treinar


Você sabe quanto tempo deve descansar entre um aparelho de musculação e outro? Quais os objetivos quando se diminui ou aumenta o tempo de descanso entre as séries? Confira no texto abaixo.

Segundo o personal trainer do Clube Paineiras, de São Paulo, podemos definir a musculação por diversas formas. "Uma delas, por exemplo, é a capacidade de exercer uma determinada força, sobre uma resistência, seja peso, anilha, elástico ou até mesmo o próprio corpo."

A musculação é uma atividade física desenvolvida predominantemente através de exercícios analíticos, utilizando resistências progressivas fornecidas por recursos materiais, tais como halteres, barras, aglomerados, o próprio corpo e/ou segmentos. "Sua prática, além de melhorar o condicionamento físico, estimula a redução de gordura corporal, o aumento da massa muscular, massa óssea e proporciona

Para o técnico, inúmeras são as formas de se praticar musculação, e, dependendo do objetivo de cada praticante, o treino trará estímulos fisiológicos e resultados diferentes.

"Durante o treino, os intervalos de descanso entre as séries e os exercícios são as variávéis mais negligenciadas. É necessário que haja o respeito dos intervalos, pois eles quem proporcionarão a faixa média ideal de recrutamento para cada objetivo", aponta Oliveira.

Os intervalos de descanso têm influência no estresse do treino e no total de carga que pode ser utilizada. Estes intervalos influenciam ainda o grau de recuperação de energia ATP-CP, a concentração de lactato no sangue, como também podem influenciar fatores como a fadiga e a ansiedade. "O praticante que diminui o intervalo de descanso entre uma série e outra busca a resistência e tônus muscular, que é o tempo máximo em que um indivíduo é capaz de manter a força isométrica ou dinâmica em determinado exercício. Esta, geralmente é feita por iniciantes, pois exige uma baixa intensidade e recrutra, principalmente, as fibras oxidativas (TIPO I), além de melhorar a vascularização, primordial para trabalho mais especifico e avançado.

"O tempo de descanso é uma variável do treinamento importantíssima, mas o essencial é conhecer o próprio corpo e ficar sempre atento aos próprios limites.  Não existe uma "fórmula fechada" para todas as pessoas, cada um deve perceber se seu treino está ou não muito puxado e se deve ou não maneirar ou pegar mais peso entre os intervalos de descanso", conta Oliveira. Tendo essa percepção o treino será sempre benéfico à saúde e trará rapidamente os resultados tão desejados, sem lesões ou overtrainer.

Dicas de como pode ser feito um treino de resistência muscular para iniciantes

:: Repetições: 15 a 50, com até 65% de 1RM, Teste de uma repetição máxima,caracterizando pesos leves ou moderados.

:: Séries por grupos musculares: entre 2 e 3 séries.

:: Freqüência semanal para o mesmo grupo muscular: três dias.

:: Intervalo entre as séries e exercícios: 30 segundos

:: Intervalo entre as sessões: 24 a 48 horas em média.

:: Velocidade de execução: moderada

O personal explica que o praticante que aumenta o intervalo de descanso entre uma série e outra busca o ganho da massa muscular (aumento na secção transversa do músculo). "Este, normalmente é feito por indivíduos do nível intermediário e avançado, pois exige alta intensidade na sobrecarga durante o exercício."

Essa forma de treino produz dois tipos de sobrecarga: tensional, que é a tensão surgida durante a contração dos músculos na execução do exercício e metabólica, resultante dos processos de produção de energia dentro das células. "Ambos produzem o aumento volumétrico de um músculo, devido ao aumento volumétrico das fibras que os constituem. Esse ganho muscular é denominado "hipertrofia"."

A hipertrofia pode ser definida como o aumento no tamanho das fibras musculares devido ao acúmulo de substancias contrateis (actina, miosina) e não contrateis (principalmente glicogênio e água no sarcoplasma das fibras musculares).

Dicas de como pode ser feito um treino de resistência muscular para o nível intermediário e avançado:

:: Repetições: 6 a 12, sendo o peso entre 67% e 85% de 1RM. Muitos atletas de fisiculturismo utilizam maior números de repetições.

:: Séries por grupo muscular: mais que três series.

:: Freqüência semanal para o mesmo grupo muscular: 1 a 3 dias (depende do grau de treinabilidade, da intensidade e do volume)

:: Intervalo entre as séries e os exercícios: geralmente 1,5 min.

:: Intervalo entre as sessões: 48 a 72 horas em média.

:: Velocidade de execução: média para lenta.

A forma de montagem em um programa de treinamento de força irá depender do objetivo também do praticante, pois o tempo de descanso entre um aparelho de musculação e outro influenciará no que o mesmo está buscando, porque os exercícios propostos devem ser realizados na ordem da montagem, quer dizer, de acordo com a articulação envolvida de músculos superiores ou inferiores.

Formas para montagem de um programa:

:: Alternado por segmento: Significa alternar exercícios de músculos dos membros superiores e músculos dos membros inferiores. "Com esse método o praticante não precisa de intervalos de descansos entre as séries. Geralmente é muito utilizado para iniciantes e trabalhos em circuitos. Exemplo: quadríceps+peito";

:: Localizada por articulação: É a execução de exercícios sem alterar os segmentos de músculos dos membros superiores com músculos dos membros inferiores. "Trata-se de realizar exercícios nas mesmas articulações. Exemplo: quadríceps + isquiotibiais e bíceps braquial + tríceps";

:: Para grandes grupamentos musculares (peitoral, dorsais, quadríceps e isquiotibiais): 2-3 minutos de intervalo de descanso.

:: Para pequenos grupamentos musculares (bíceps braquial, tríceps, ombro e panturrilha): 1-2 minutos de intervalo de descanso.

Entre os treinos: 24-48-72h ou mais tempo de intervalo de descanso.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Lesão no punho pode ser evitada com exercícios específicos e atenção

Movimentos repetitivos e de alto impacto são as principais causas do problema

No sobe e desce dos pesos nas mãos, o punho pode acabar sendo vítima de uma lesão indesejada. Esta costuma ser a reação da região - que tem uma estrutura flexível, porém, bastante frágil - , principalmente quando fica vulnerável a movimentos repetitivos de grande impacto e de sobrecarga.

Para manter-se longe do incômodo e evitar dias de molho, nada de afobação durante o treino. "Muitos alunos, geralmente iniciantes, exageram no peso e na frequência dos exercícios. Isso faz com que o punho fique sobrecarregado e ocorram lesões", explica o ortopedista e personal trainer Edson Ramalho.

Impacto + repetição

A conta é simples e o resultado doloroso. Com o impacto dos exercícios, os ossos do punho, que são extremamente maleável, se deslocam bruscamente e infeccionam, pressionando os músculos e causando dores na região. 

Quando isso acontece, é preciso detectar o grau da lesão e procurar tratamento adequado. "Imagine deslocar dezenas de vezes uma mesma articulação fazendo força? Ela vai desgastar e ficar ainda mais frágil", explica Edson.

As lesões podem ser de duas origens: traumáticas, decorrentes de queda ou pancada, ou por repetição.

"Estas são menos graves e alguns ajustes de postura e medicamentos podem resolver, já as lesões traumáticas, é preciso imobilizar o local e, dependendo do caso, é necessário passar por cirurgia", explica Eduardo Carrera, ortopedista da Unifesp e do Hospital Albert Einstein.

Sintomas

O personal e ortopedista explica que as lesões em geral não deixam sinais visíveis, mas ah se dói. Numa escala de 0 a 10, se a dor equivale a 7, é um fator que existe um problema. Em geral, não há inchaços e fraturas expostas. O mais comum são as lesões que doem consideravelmente e, após o treino, que é quando o corpo esfriou.  

Treinamento contra lesões

A melhor maneira de evitar lesões graves é treinar o punho de acordo com a intensidade dos exercícios que você pratica.

Com o tempo, nossas articulações se adaptam a nova situação e se fortalecem ficando menos vulneráveis às lesões. "É o que chamamos de treinamento de sensibilidade, ou seja, partindo de uma carga menor e menos frequente, o aluno ou paciente vai condicionando as articulações de modo a torná-las mais resistentes", explica Edson Ramalho.

As lesões mais comuns são causadas pela postura errada e pela execução de movimentos repetitivos. "Se você dosar a carga dos exercícios e mantiver a postura adequada, fortalecerá os tendões e impedirá que haja lesões no local", explica Eduardo.

Muita gente investe em munhequeiras achando que ao pressionar a região, vai protegê-la de lesões. Pelo contrário, o punho só é fortalecido com exercícios apropriados para a região.  

Alongamento

A dica dos especialistas é investir em alongamentos que relaxem toda a região deixando as articulações mais livres de tensões e por isso, menos vulneráveis: "o ideal é fazer exercícios que proporcionem o alongamento total do braço. Apertar e soltar uma bolinha (aquelas molinhas próprias de fisioterapia) ajuda a fortalecer o punho", sugere Edson Ramalho.

"Uma sugestão é esticar o braço por inteiro e puxar os dedos para frente e para traz duas ou três vezes a cada dois minutos", diz Eduardo.  

Pare na hora certa

Para não ser acometido por uma dorzinha chata no punho, interrompa seus exercícios a cada meia hora e alongue, assim, vai evitar lesões por repetição: "É preciso aliviar os tendões e relaxar, senão, vai doer mesmo", explica Eduardo. 

Tratamento

Varia de acordo com a gravidade da lesão. Em casos de lesões por repetição, o tratamento é mais demorado por ser contínuo e requer fisioterapia, uso de luvas e tensores que imobilizam o local impedindo o agravamento do problema e medicamentos.

Já nas lesões provocadas por traumas, o ideal é procurar imediatamente o médico e detectar se há ou não a necessidade de uma cirurgia pra recompor as articulações e tendões.

O tratamento exige fisioterapia e muita paciência já que leva, em média, 3 meses para dar resultados. Quanto mais demorado o socorro ou a detecção do problema, mais decisivo será o tratamento. Por isso, se você sente fortes dores nas articulações do punho e região, procure imediatamente um médico. 

Por Natália do Vale

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Kai Greene

Um dos maiores fisiculturistas da atualidade

Quem acompanha o mundo do fisiculturismo já ouvi falar do grande fisiculturista Kai Greene, que vem se destacando a cada dia.

No último Mister Olympia, Kai Greene ficou em quarto lugar, e promote resultados ainda melhores este ano.

Kai nasceu em Nova York (EUA) e desde cedo teve problemas de relacionamento familiar.

O atleta encontrou no fisiculturismo o alento necessário para resolver seus problemas de autoestima, tornando-se uma pessoa de bom relacionamento social.

Acompanhe as fotos e vídeos do atleta, que demonstram porque ele é tão admirado.


terça-feira, 1 de junho de 2010

Conseqüências do Nocaute



Como telespectador e fã de Boxe e MMA, além das finalizações (MMA), não há nada mais empolgante do que assistir ao fim do tempo regulamentar do combate por nocaute. Apesar de ser algo quase hipnótico e querer visualizar em minúcias o desfalecimento momentâneo do outro lutador, um trauma na cabeça mais grave ou a sucessão deles em níveis variados podem trazer consequências devastadoras ao atleta.

Muhammad Ali, um dos melhores boxeadores de todos os tempos, aos 42 anos de idade, daria inicio a uma série de sintomas que o acompanham até os dias de hoje: tremores, lentidão de movimentos, fala arrastada e inexplicável fadiga. O Neurologista Stanley Fahn, examinou-o na Universidade de Columbia, referência mundial em diagnóstico e tratamento da doença de parkinson, e diagnosticou seu "parkinsonismo".

Em seguida, a imprensa e os fãs começaram a questionar se foi o Boxe o principal causador da doença. Não havia nenhuma forma de afirmar, categoricamente, que foi o Boxe a principal causa. O fato é que, pelas informações científicas na época, o que poderia ser afirmado é que ele desenvolveria a doença, mesmo se fosse um bailarino, contador ou profissional de qualquer outra área.

Entretanto, modalidades como o Boxe, na qual a probabilidade de lesões no cérebro são maiores comparados ao MMA, por exemplo, sempre existe o risco de traumas na cabeça e lesões no cérebro, do mesmo modo que existe grande possibilidade de L.E.R (Lesão por Esforço Repetitivo) em indivíduos que passam boa parte do tempo digitando no trabalho, sem condições ergonômicas adequadas de teclado e/ou cadeira. 

Em 1928, o patologista Harrison Martland, descrevia uma síndrome, na qual percebia que boa parte dos atletas pareciam bêbados fora dos ringues. Estimou que metade de todos os pugilistas veteranos profissionais tinha a doença. Dentre eles, lutadores lendários como Joe Louis, que desenvolveu sintomas de demência e Sugar Ray Robinson, que morreu com a doença de Alzheimer.

Atualmente, os especialistas utilizam outros termos para denominar a síndrome de "bêbado": traumatismo crônico crânio-encefálico, encefalopatia crônica traumática, encefalopatia do pugilista e "demência pugilistica", termo médico recente utilizado para descrever os casos mais graves. Além desse, a literatura agora também tem uma nova denominação: "parkinsonismo pugilistico". Já é consenso que vítimas em função de lesões no cérebro são mais propensas a desenvolver doença de Alzheimer do que Parkinson. 

Por outro lado, parece existir um vínculo genético entre a doença de Alzheimer e lesões traumáticas. Uma variação genética comum conhecida como ApoE4, tem sido associada a um aumento na gravidade da lesão cerebral de lutadores com mais de 12 lutas profissionais registradas. Em estudo prévio, foi sugerido que alguns indivíduos podem ser geneticamente mais predispostos a sofrer dano neurológico em razão de golpes na cabeça. 

Os sintomas de doenças neurológicas em lutadores podem ser observadas sob 3 aspectos:

• Motor - Fala um pouco arrastada, é um dos primeiros sinais de danos cerebrais. Outras deficiências comuns são: falta de coordenação, movimentos lentos, voz enfraquecida, rigidez, problemas de equilíbrio e tremores;

• Cognitivo - Com aplicação de alguns testes, é verificado facilmente que os atletas apresentam baixa concentração, déficits de memória e diminuição da velocidade mental (raciocínio). Além disso, com o agravamento, o lutador pode apresentar amnésia profunda, déficits de atenção,
lentidão de pensamento;

• Comportamental - Os sinais mais comuns incluem irritabilidade, falta de discernimento, paranóia e explosões de violência e fúria, muitas vezes, "inexplicáveis".

Já em 1969 um estudo realizado por pesquisadores britânicos descobriu que um em cada seis pugilistas profissionais aposentados sofriam de graves danos cerebrais. Os sintomas começaram a aparecer, em média, 16 anos depois do fim da carreira. Os que lutaram mais (além dos 28 anos), estatisticamente, foram considerados de maior risco, assim como os que tinham derrotas no cartel, especialmente por nocaute. Sugeriu-se que a cada trauma mais contundente e/ou nocaute, ocorra perturbação na fisiologia normal do indivíduo, com danos irreparáveis às células nervosas.

Outra teoria sustenta que os golpes na cabeça causem distúrbios substanciais à química do cérebro, conduzindo a resposta imune com danos ao sistema nervoso central.

O MMA e o Boxe são esportes em que "ferir" um oponente é um objetivo explícito: atingindo e danificando o cérebro, por nocaute (MMA ou Boxe), ou lesionando articulações e ligamentos (no caso das finalizações "articulares" realizadas no MMA). Esse fato inequívoco conduziu uma reviravolta e mobilização de diversas associações médicas, solicitando a abolição do Boxe e, posteriormente, do MMA (principalmente nos Estados Unidos).

Hoje, por intermédio das comissões atléticas que sancionam os dois esportes nos EUA, foram decretadas regras de saúde rigorosas, objetivando manter a integridade dos atletas. Dentre as principais, estão: realização de ressonância magnética (anual e, porventura, antes de algum combate caso seja solicitado); proibição de participação por período determinado em um próximo combate para aqueles que perderam seis vezes consecutivas (independentemente do modo como perdeu) ou em três lutas consecutivas (se a perda foi por nocaute ou nocaute técnico). 

Concluímos este artigo salientado que essas medidas foram muito importantes para minimizar os problemas associados a golpes na cabeça e possíveis implicações diretas à saúde dos atletas. Todavia, não resolve em definitivo o principal desafio, que é quando a lesão se torna crônica, já instaurada. A preocupação da comunidade científica agora é de encontrar marcadores pré-clínicos, para tentar identificar sinais de lesão antes de o lutador apresentar sintomas permanentes. Assim, poderia até ser recomendado previamente que interrompa a carreira antes de um acontecimento trágico, como a morte, por exemplo. 


Referências:

1) Clancy, F. The Bitter: Head blows from boxing can cause dementia and Alzheimer's. Can the same chronic brain injury also lead to Parkinson's? Neurology Now, p.24-25, 2006;

2) Paiva, L. Pronto Pra Guerra: Preparação Física Específica para Luta e Superação. Amazonas: OMP Editora, 2009.