sexta-feira, 30 de julho de 2010

Maioria das pessoas não sabe como reconhecer sinais do infarto

O infarto é uma doença traiçoeira. Pode dar sinais claros de que está ocorrendo, como dores do lado esquerdo do peito, ou ainda outros que não despertam suspeitas -uma sensação súbita de indigestão, por exemplo.

A doença que no último sábado vitimou o secretário paulista da Saúde Roberto Barradas Barata, aos 57 anos, está entre as maiores causas de morte no mundo.

A maioria dos pacientes não sabe distinguir os sinais do infarto dos de outras doenças, segundo o cardiologista César Jardim, do HCor.

O infarto acontece quando uma artéria próxima ao coração é obstruída por placas de gordura. Sem receber oxigênio e nutrientes trazidos pelo sangue, o coração morre.

Esse processo pode irradiar dores para outras regiões, diz o cardiologista do Hospital Sírio-Libanês Roberto Kalil Filho.

É o que explica o desconforto em costas, ombros, mandíbula e estômago e as náuseas sentidos por quem, em seguida, infarta.

O que torna mais difícil saber o que está acontecendo é o fato de essas manifestações ocorrerem mesmo sem os sintomas mais comuns da doença -as dores no peito que depois alcançam o pescoço e o braço esquerdo.

Por isso, defende Kalil Filho, é preciso descartar o risco de infarto para todo sintoma entre umbigo e pescoço.

A recomendação é procurar um médico ao notar qualquer alteração, nem que seja para descobrir que não se tem nada ou que se trata de outra das várias doenças cujos sinais se confundem com os de um infarto, como asma.

Os sintomas do infarto podem durar dias, de forma ininterrupta, ou ainda se manifestar em intervalos.

O consenso médico é que, em se tratando de coração, é essencial buscar um diagnóstico precoce.

A atenção deve ser redobrada para os grupos de risco da doença, como os idosos. Neles especialmente o infarto pode aparecer sem apresentar nenhum sintoma prévio, o que dificulta ainda mais a detecção da doença.

Nos homens, ele é mais frequente a partir dos 55 anos e, nas mulheres, após os 65.

Fatores de risco

Os mais jovens, contudo, também são vítimas. Especialmente se têm colesterol alto, hipertensão, diabetes, estresse, histórico de doenças cardíacas na família ou se são fumantes.

"Esses devem passar por uma consulta clínica de vez em quando, mesmo se ainda têm 30 ou 40 anos. É importante medir a pressão e fazer exame de colesterol", afirma Luiz Antonio Machado César, presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo.

Alimentação saudável, controle do peso e exercícios físicos também são importantes para a prevenção.

O secretário Barradas estava em casa quando passou mal no último sábado. Ele dirigiu o próprio carro até o Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia. Lá, ainda foi feito um cateterismo de urgência, mas foi inútil.



por MÁRCIO PINHO

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Entenda os riscos de se praticar uma atividade física apenas esporadicamente

Você já deve ter ouvido falar dos famosos atletas de fim de semana. Pode até ser que o termo não lhe seja familiar, mas provavelmente deve conhecer alguém assim, que sai para fazer alguma atividade física apenas nas suas folgas, muitas vezes uma vez por semana, e acaba exagerando na dose em muitos momentos.

Correr, ou realizar qualquer outra atividade física, de forma esporádica é algo bem arriscado, já que pode agredir o corpo diretamente, pelo motivo de ele ainda não possui uma forte resistência física. "Não é recomendado correr uma vez por semana, pois o corpo não vai ter nenhum benefício com a prática, apenas vai ter uma maior probabilidade de sofrer com lesões", afirma Ricardo Arap, diretor técnico da Race.

Os principais problemas recorrentes da prática esporádica são as possíveis contusões, que tendem a acometer a musculatura, os tendões, as articulações e o menisco. Porém, elas costumam ter mais aparições em pessoas que fazem esses exercícios em alta intensidade, o que, para os atletas de um dia só, é uma forma potencializadora de lesões.

"Muitas vezes o problema não é correr uma vez por semana, mas sim a forma com que ela é realizada. Descontar os dias perdidos em um único, só faz aumentar os riscos de lesões, pois não irá melhorar em nada o desempenho e nem a estética do atleta", confirma Enzo Amato, diretor técnico da Enzo Amato Assessoria Esportiva.

Sedentarismo x exercício esporádico

O que é melhor, correr apenas uma vez por semana ou não treinar nunca? Entre os profissionais a opinião é unânime: é melhor correr. Contudo, não de forma exagerada, o que acontece com o grande número de corredores de final de semana. "Se o atleta só pode mesmo correr uma vez por semana, que a atividade seja feita então com a orientação de um profissional, que saberá aconselhá-lo bem e não deixará alguns `estragos´ acontecerem", diz Amato.

Entretanto, para se beneficiar de fato com a atividade física, o atleta teria que sacrificar um pouco mais do seu tempo, treinando três vezes por semana, ou alternando os dias, realizando ao menos 15 minutos de esporte por dia, tempo suficiente para uma vida saudável conforme a OMS (Organização Mundial da Saúde). Acrescentando mais tempo à prática esportiva, o atleta irá receber também uma melhora na estética, como perda de peso e o fortalecimento e definição muscular.

Mas se mesmo assim o tempo continuar curto, Ricardo Arap dá dicas de como fazer algum exercícios durante as tarefas do dia a dia, sem prejudicar a agenda. "A pessoa pode começar a fazer os chamados treinamentos alternativos, como ir caminhando em alguma parte do trajeto para o trabalho ou deixar o elevador de lado e começar a subir ou descer apenas de escada, pois tudo vale para uma vida mais saudável", finaliza Arap.

Por Maurício Belfante

terça-feira, 27 de julho de 2010

Para emagrecer com eficácia, emagreça logo e muito

Pesquisa mostra que 78% das pessoas que tentaram emagrecer "logo" conseguiram perder 15% do peso, contra 48% submetidas a um regime lento

Ao contrário da ideia geralmente aceita, inclusive entre os médicos sobre a melhor receita para perder quilos, uma nova teoria começa a tomar corpo. Diz que, para emagrecer com eficácia, é preciso emagrecer muito... e rápido, segundo estudos apresentados no Congresso internacional sobre obesidade, concluído em Estocolmo (11 a 15 de julho).

Médica endocrinologista e doutoranda da Universidade de Melbourne (Austrália), Katrina Purcell conduziu uma experiência comparativa entre dois modelos de regime: um "rápido", em 12 semanas, visando a uma perda de 1,5 kg por semana para uma pessoa de 100 kg, e outro "gradual", de 36 semanas, com o objetivo de perder 0,5 kg por semana para uma pessoa com esse mesmo peso.

"Espantosamente e ao contrário do que se pensa, o estudo demonstra que o regime rápido é mais eficaz que o gradual para quem quiser perder quilos", comenta ela.

Os resultados obtidos mostram que 78% das pessoas que tentaram emagrecer "logo" conseguiram perder 15% do peso, contra 48% submetidas a um regime "gradual", mais lento.

Um dos motivos, avançados pela cientista, é psicológico e diz respeito à motivação: "quando se perde 1,5 kg por semana, temos vontade de dar continuidade ao regime, o mesmo não acontecendo quando se perde 0,5 kg aqui ou ali..."

Quatro participantes do grupo "gradual" abandonaram a experiência antes do final, achando que houve muito esforço, contra apenas um no grupo do emegrecimento "rápido".

Katrina Purcell adverte, no entanto, contra os regimes muito rápidos, as chamadas "crash diets", que consistem numa privação extrema de calorias. "Não faça isso sozinho, faça junto com seu médico, que é o único capaz de orientar melhor sua dieta", diz ela.

Muitos médicos e nutricionistas acham que quanto mais se perde quilos, mais somos suscetíveis de voltar a ganhá-los.

E isso leva a médica a acompanhar os dois grupos com muito cuidado, pelo que pretende divulgar os resultados finais da pesquisa em três anos.

O Instituto nacional holandês para a Saúde Pública e o Meio Ambiente estuda a ligação entre a quantidade de quilos perdidos e a eventual recuperação do peso que advém.

Segundo a pesquisa, 54% das pessoas que perderam peso tendem a conservar os benefícios disso durante um ano, independentemente da quantidade dessa perda.

Daí a conclusão de que, "quanto mais se perde peso inicialmente, mais a perda permanece importante um ano depois", diz o cientista Jeroen Barte.

É por isso, então, que "as perdas de peso de 10% ou mais deveriam ser encorajadas e preferíveis às menos significativas porque, um ano após, os benefícios serão sentidos", afirma, reconhecendo que o estudo "acaba com um mito".

Barte acrescenta que estudos deverão ser realizados "para determinar os objetivos ótimos da perda de peso e estabelecer as melhores práticas, para permitir sua manutenção".

Katrina Purcell não condena, no entanto, os regimes mais longos, uma vez que permitem uma modificação profunda no modo de vida.

Os cientistas concordam que os hábitos alimentares e o modo de vida são fatores primordiais da obesidade e do sobrepeso.

Quantidade das porções, luta contra o marketing agressivo da indústria de alimentos, reformulação de produtos com menos sal ou menos açúcar, incentivos fiscais, divulgação sistemática das calorias no menu dos restaurantes... Antes de pensar em regimes, "é preciso uma mudança cultural!", diz o presidente da ONG International Association of Consumer Food Organizations (IACFO), Bruce Silverglade.

domingo, 25 de julho de 2010

Como perder peso andando

       O livro Dieta dos Passos aponta os estudos mais recentes e destaca o pedômetro como uma ferramenta importante para medir o nível de atividade física. Na última década, as pesquisas com estes aparelhos que contam o número de passos dobrou. Há fortes evidências de que usar um pedômetro faz diferença para a saúde e o controle de peso corporal.

A idéia de escrever este livro surgiu quando implantei um programa de passos em uma empresa com cerca de cinquenta funcionários. O grupo emagreceu e melhorou seus índices de saúde. Tudo de forma prática e simples.

O livro tem como proposta mostrar como podemos aproveitar melhor as oportunidades para se movimentar, com muitas ilustrações, e sempre citando os achados das pesquisas mais atualizadas. O lançamento acontece nesta quinta-feira em São Paulo.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Perfil: Lance Armstrong


No final de maio, o americano Floyd Landis, vencedor do Tour de France em 2006, teve o título cassado por ter sido flagrado no antidoping e assumiu ter ingerido substâncias proibidas para melhorar seu rendimento. E foi além: acusou o compatriota e ex-companheiro de equipe Lance Armstrong de ter se beneficiado do mesmo artifício em suas campanhas vitoriosas na Volta da França. Essa não é a primeira vez que Armstrong é acusado de doping. Dentre seus acusadores, estão um ex-assistente pessoal, jornais franceses e ex-médicos. Apesar de tanto barulho, o ciclista nunca testou positivo para uma substância proibida em sua carreira. Só no ano passado, foi testado em 24 ocasiões e passou em todas. À acusação de Landis, Lance respondeu: "Não tenho nada a esconder. Acho que a história fala por si só. Quanto às alega&ccedi l;ões, nem vale a pena comentá-las. Não vou perder meu tempo com isso".

De qualquer maneira, todos continuam de olho nele. Afinal, Armstrong é um dos atletas mais admirados do mundo, tendo figurado na lista das 100 personalidades mais influentes (da revista Times, em 2008) e dos 10 esportistas mais bem pagos (da revista Forbes, em 2005). E ainda tem o mérito de ter transformado um esporte relativamente inexpressivo nos Estados Unidos em paixão e orgulho nacional.

Para quem não lembra, Lance Armstrong ganhou sete vezes seguidas (de 1999 a 2005) o Tour de France, aquele que é considerado o evento esportivo individual mais desgastante do planeta. Durante três semanas, 200 ciclistas dão uma volta completa ao redor do território francês, cobrindo 3.600 km, divididos em um curto prólogo e 20 etapas – que são compostas por estradas nas mais variadas condições, com pistas irregulares e trechos montanhosos. Para ter sucesso, o ciclista precisa ser completo: rápido nos trechos planos e resistente nas escaladas pelas montanhas. Tamanho esforço é recompensado com a honra de desfilar, com uma taça de champagne na mão, pela charmosa avenida Champs-Élysées, em Paris, ponto de chegada do Tour. Mas não foram apenas os triunfos em solo francês que conferiram a Lance o status de herói.  






SOBREVIVENTE
Em 1996, aos 25 anos, já um profissional com títulos importantes, Lance foi diagnosticado com câncer nos testículos em estágio avançado. A doença tinha se espalhado pelo abdômen, pulmões e cérebro, e os médicos deram-lhe 40% de chances de sobreviver. Uma previsão otimista, como o ciclista relata em sua autobiografia It's not about the bike. Seu estado era tão grave que os médicos recomendaram que Lance congelasse seu sêmen – no caso de querer ser pai um dia. Como não havia tempo a perder, dias após o diagnóstico, Lance sofreu uma cirurgia para retirada de tumores no cérebro. Na sequência, passou a encarar duras sessões de quimioterapia. Após o baque inicial da doença, passou a encará-la como mais um adversário a ser batido, mais um obstáculo a ser superad o. E se preparou física e mentalmente para isso – como aprendera a fazer desde a infância.

Nascido Lance Edward Gunderson em 18 de setembro de 1971 em Plano, Texas, Lance teve uma infância cheia de provações. Sua mãe, Linda, tinha apenas 17 anos quando deu à luz e seu pai saiu de casa antes de ele completar 2 anos. Tempos depois, sua mãe casou-se outra vez e Lance foi adotado legalmente pelo padrasto, que lhe deu o sobrenome Armstrong e com quem teve tensa relação, pois apanhava com frequência. Para obter algum destaque em sua cidade natal, era preciso pertencer à elite ou a um time de futebol americano. Tentou a segunda opção, mas não tinha habilidade com a bola oval. Determinado, ele não desistiu de encontrar um esporte em que pudesse ter sucesso e que o levasse para longe de Plano.  

NASCE UM CAMPEÃO
Com uma constituição física privilegiada (sua capacidade aeróbica e resistência à fadiga são bem acima da média), se destacava em todas as disputas escolares de que participava – de corridas de rua a provas de natação, passando por eventos de ciclismo. Aos 13, se inscreveu numa prova de triatlo, disciplina que combina essas três modalidades, e foi campeão. Passou a acumular títulos e prêmios em dinheiro vindos do triatlo – que lhe permitiram ajudar nas despesas de casa, já que a mãe e o padrasto se separaram antes mesmo de ele completar 15 anos.

Depois de terminar o segundo grau, Lance foi convocado para a seleção americana de ciclismo. A partir daí, seguiram-se participações em campeonatos internacionais e a chance de fazer carreira na Europa, centro mundial da modalidade.

Em 1999, dois anos e meio após ter recebido o terrível diagnóstico, conquistou o primeiro de seus sete títulos na Volta da França. Ao final desse mesmo ano, nasceu também seu primeiro filho.

Antes da doença, havia vencido apenas duas etapas da competição. A dificuldade, porém, tornou-o mais forte: não fisicamente, pois perdera massa muscular durante o tratamento, mas mentalmente.

çava a ser construída ali sua aura de mito. Lance virou exemplo de superação e no processo, tornou-se porta-voz das pessoas com câncer. Criou a Livestrong – fundação que até hoje arrecadou mais de 300 milhões de dólares para pesquisas sobre a doença – e fez o mundo usar uma pulseira plástica amarela: símbolo da luta contra o câncer.

Em 2009, quatro anos após sua sétima conquista no Tour, retornou ao evento que o consagrou. Explicou que sentia falta das competições e queria maior exposição para sua fundação. Num ótimo desempenho para seus 37 anos, ele terminou a competição em terceiro lugar. O campeão foi seu então companheiro de equipe, 11 anos mais jovem: o talentoso espanhol Alberto Contador, também vencedor em 2007.

Pai de quatro filhos (sendo três de seu primeiro casamento), Armstrong será pai pela quinta vez. Pelo Twitter, ele anunciou que sua namorada, Anna Hansen, (mãe de seu filho Max) está grávida e dará à luz em outubro deste ano.

Antes disso, Lance disputará mais uma vez o Tour de France. Alguém duvida que ele possa conquistar seu oitavo título?

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Não boicote sua dieta: os erros mais comuns de quem quer emagrecer




O ponteiro de sua balança não sai do lugar, apesar de estar sempre de dieta? Descubra o que pode estar errado. A nutricionista Sônia Almeida, do Vigilantes do Peso, explica que um dos principais erros que arrasam as dietas é a criação de metas de emagrecimento irrealizáveis a curto prazo. "Metas fora da realidade, como o desejo de emagrecer dez, oito, 15 quilos muito rápido impede o emagrecimento efetivo", diz.

Para a nutricionista, quem está de dieta precisa se conhecer melhor e saber o que deseja. "Os sabotadores da dieta são os próprios pensamentos", enfatiza. Para isso, avalie-se, relembre o que você já acertou em outras dietas e principalmente, procure mudar os hábitos. Também se policie para não ser escravo da comida. Procure frear os impulsos para comer menos.

E não adianta querer apressar as coisas: emagrecer é um processo lento. "Para emagrecer efetivamente, precisa ser devagar, em média meio quilo por semana".

Os erros que cometemos

Confira a seguir erros comuns em dietas e os comentários da nutricionista Sônia Almeida, que explica como você pode evitá-los.

Dietas muito restritivas
"Nestas dietas desesperadas a pessoa perde principalmente água e músculos". Conseqüentemente, recuperar os quilinhos a mais é muito mais fácil.  

Fazer jejum
"Pular refeições dificulta a perda de peso. O corpo armazena e gasta menos energia". Por isso, não deixe de comer. Equilibre o seu corpo consumindo alimentos regularmente.

Comer pouco durante o dia e se esbaldar à noite

"Quanto mais fracionadas as refeições, o emagrecimento será mais harmônico". O ideal é fazer de três a cinco refeições diárias. 

Não fazer um plano equilibrado de alimentação
"Mantenha na alimentação os macronutrientes, como fontes de proteína magra, carboidratos, cereais e alimentos integrais (arroz, massas), legumes, frutas". É importante também observar a diversidade e os nutrientes dos alimentos para uma dieta eficaz. A nutricionista alerta: nada de refeições com pouca variedade, como as com apenas tomate, alface e carne.

Não fazer exercícios e não mudar hábitos
A dieta tem que ser casada com qualidade de vida, exercícios e um plano equilibrado de alimentação". 

Culpa nas escorregadas
Este sentimento não faz bem para quem está de dieta. Mais: num regime, é preciso também ser flexível, não se tratar de forma rígida. "Escorregou, tudo bem. Da próxima vez, faça escolhas mais eficientes na alimentação e exercícios". 

Dietas da moda
Para Sônia Almeida, estas dietas são prejudiciais a longo prazo, já que podem causar o tão temido "efeito sanfona", que dificulta o emagrecimento pela volta aos velhos hábitos assim que se perde peso. 

terça-feira, 6 de julho de 2010

Dor muscular de início tardio e exercício

A dor muscular de inicio tardio (DMIT) é caracterizada pela sensação de dor ou desconforto muscular, aparecendo geralmente 8 horas após a realização de um exercício intenso, sendo que seu pico de dor fica entre 24 e 48 horas, podendo permanecer até 7 dias após a realização desse exercício (Barquilha et al, 2010; Clarkson e Hubal, 2002; Tricoli, 2001).

A DMIT está constantemente presente em indivíduos sedentários que iniciam uma prática esportiva, sendo que muitos desses indivíduos abandonam um programa de atividade física por causa desta.

Porém, a DMIT também esta presente em atletas que retornam ao treinamento após um período de férias, ou mesmo quando se muda bruscamente o estimulo do treinamento.

A DMIT parece ser mais presente em exercícios que envolvam ações musculares excêntricas, como na musculação (Foschini et al, 2006). Autores associam a DMIT com o processo inflamatório responsável pela reparação ao dano muscular (reparo ao tecido danificado) (Armstrong, 1984).

Um fato interessante é sobre um fenômeno conhecido como "efeito protetor da carga", que consiste na diminuição da DMIT após subseqüentes sessões de exercícios.

Resumindo, quando se dá um estimulo intenso, principalmente uma ação excêntrica não-habitual, é comum que apareça a DMIT. Se esse mesmo estimulo for repetido alguns dias depois, a DMIT será menor do que no primeiro estimulo, e assim sucessivamente.

A DMIT pode afetar o desempenho esportivo através de uma redução na amplitude de movimento e na redução do pico de torque de força, causando um estresse em músculos, ligamentos e tendões (7,8).

Essa informação sobre a diminuição na performance causado pela DMIT é importante para atletas e preparadores físicos, sendo um dos motivos para alguns profissionais não realizarem treinamentos intensos dias antes da prática de uma modalidade esportiva que envolva força e potência, por exemplo.

Outra estratégia para se evitar a DMIT é evitar mudanças bruscas nas sessões de treino antes de uma competição.

Porém a DMIT pode ser interessante para atletas que busquem hipertrofia muscular, como o Fisiculturismo.

A DMIT é considerada como um marcador indireto de dano muscular (Uchida et al, 2009), sendo que outros marcadores de lesão muscular também são muito utilizados, como a creatina quinase (CK) e Lactato desidrogenase (LDH) (Barquilha et al, 2009).

Estudos vêm associando o dano muscular com o aumento da hipertrofia (HAWKE e GARRY, 2001) através do processo de migração de células satélites ao tecido lesionado, onde estas células satélites podem se fundir às fibras musculares (pelo menos as ainda viáveis) ou diferenciar-se em mioblastos. Esse processo permite um aumento na síntese de proteínas (Hawke e Garry, 2001; Machado, 2010).

Porém, como já citado acima, o dano muscular é cada vez menor em indivíduos treinados, sendo importante uma boa periodização para que se obtenham bons resultados. Variar a intensidade, volume, tipo de exercícios e modelos de treinamento, dentre outras variáveis, parece ser útil na maximização da hipertrofia muscular. 

Por Gustavo Barquilha Joel