quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Corrida de rua, 2º esporte mais popular do Brasil, movimenta R$ 3 bi ao ano

Com 4,5 milhões de praticantes e o título de segundo esporte mais popular do Brasil, as corridas de rua, além de atrair mais adeptos todos os anos, estão chamando a atenção por aquecer setores da economia além daqueles ligados à modalidade.

Cada prova de rua --são cerca de 80 só em São Paulo neste ano-- movimenta entre R$ 1,44 milhão e R$ 6 milhões, dependendo do total de participantes, segundo a Corpore, órgão sem fins lucrativos e que serve como porta-voz do setor.

A Maratona Internacional de São Paulo, por exemplo, principal prova do país, atraiu cerca de 20 mil pessoas em maio. Do total arrecadado na corrida, 70% fica na cidade-sede do evento.

Esse valor é ligado à hospedagem, à alimentação, ao transporte, ao lazer e às compras. Sem considerar esses mercados agregados, a receita direta das corridas de rua chega a R$ 3 bilhões.




Fonte:  http://www.educacaofisica.com.br/noticias_mostrar.asp?id=9619

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Fisiculturistas usam suplementação alimentar indevidamente



Artifício químico

Em artigo publicado na revista História, Ciências, Saúde - Manguinhos da Fiocruz, pesquisadores da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) avaliaram os hábitos alimentares de fisiculturistas, ou seja, indivíduos muscularmente hipertrofiados, com anos de práticas de levantamento de pesos e musculação e que, comumente, participam de competições de bodybuilding (fisiculturismo).

O estudo apresenta o resultado de três anos de pesquisa em 12 academias de musculação das zonas Norte e Sul da cidade do Rio de Janeiro.

"Alimentar-se, para o grupo, significa articular um sistema de saberes ligados à ciência da nutrição visando administrar a forma física e o desempenho atlético", afirmam os pesquisadores. "O alimento torna-se, assim, poderoso artifício químico para o aprimoramento estético do corpo".

Segundo os pesquisadores, é importante observar, no sistema alimentar classificatório do bodybuilder, relevância dada a alimentos "brancos" e positivos, considerados ricos em proteínas e carboidratos, como o peito de frango, peixe, macarrão sem molho ou sal, batata, banana e clara de ovo.

"Eles são consumidos em quantidade significativa pelos praticantes da musculação intensa, e não raro são associados a suplementos alimentares que se entende serem portadores das mesmas substâncias e capazes de fazer crescer", comentam os estudiosos.

Suplementos alimentares

Esta indicação de dieta, de acordo com os pesquisadores, costuma ser acompanhada do uso de suplementos alimentares.

"A indústria dos suplementos alimentares criou equivalentes suplementares em pó ou em pílulas - não raro, insípidos - de alimentos. Entre os mais usados estavam, na época do nosso trabalho de campo, a creatina e a albumina, vendidas pelas indústrias nutricionais em lojas especializadas. A venda da creatina está atualmente proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), sob alegação de causar disfunções renais em seus usuários", explicam os pesquisadores. "Embora o suplemento exista, conforme o próprio nome diz, para amparar a alimentação, sendo, portanto, secundário nesse processo, a importância que ele apresenta para alguns informantes é equivalente ao alimento".

Os pesquisadores ainda elucidam que os produtos para suplementação, comprimidos e farelos vitamínicos, são, em geral, batidos com leite desnatado ou apenas adicionados à água, para aumentar massa muscular e deixá-la mais aparente ou definida.

"As taxas de adiposidade chegam a se estabilizar entre 2% e 5%, contra 18% de uma pessoa comum do sexo masculino", afirmam os estudiosos. "Para que isso aconteça é necessário também dedicação e assiduidade nos exercícios, que envolvem longas e pesadas séries com peso associadas à ginástica aeróbia ou spinning (simulação de corrida ou competição de ciclismo, também denominada bike indoor, nas academias)".

Sete quilos de músculos

Além disso, para trabalhar o aumento de massa muscular, os fisiculturistas chegam a fazer agachamentos - exercícios de abaixar e levantar com pesos nos ombros - com até 300kg. "Com um braço chegam a fazer quarenta repetições com pesos de 45kg. Todo esse esforço, aliado ao consumo frequente de esteroides anabolizantes, permite a esses homens adquirir até sete quilos de músculos ao fim de um mês", dizem os pesquisadores.

Alguns fisiculturistas que já adquiriram tamanho chegam a consumir até 9 mil calorias por dia para manter a forma e aumentar o volume muscular. Porém, eles reduzem a alimentação a quase nada quando necessitam emagrecer.

"Em fase de crescimento realizam, de duas em duas horas, refeições que chegam a somar uma dúzia de clara de ovos e mais de um quilo e meio de carne por dia, além de carboidratos", destacam os pesquisadores. "Alguns dias antes dos campeonatos deixam de comer sal e tomam laxantes e diuréticos, com o objetivo de reduzir a quantidade de água no tecido subcutâneo para que a musculatura seja ressaltada. Presenciamos algumas vezes, durante esse período de treino, praticantes sofrendo vertigens, câimbras ou desmaios".

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Pilates: parece fácil, mas exige muito


Não há como negar: o Pilates veio para ficar. Acredito que quando Joseph Hubertus Pilates desenvolveu este método, não imaginava que se tornaria tão popular. Ele invadiu academias e estúdios e os cursos para profissionais da área de fisioterapia e professores de educação física se multiplicaram exponencialmente.

Recebi um convite para fazer quatro aulas para avaliar e testar o método. Basicamente, há duas modalidades: o Mat Pilates – no solo, basicamente utilizando somente as alavancas e o peso do corpo – e o Pilates com aparelhos, que usa outras alavancas, que podem facilitar ou dificultar os exercícios, além de permitir maior variação de movimentos.

Fiz as aulas de Pilates, com ênfase nos aparelhos, e fui surpreendido. Os exercícios em vídeo e nas academias pareciam fáceis. Mas se tornam um grande desafio se respeitarmos os princípios do método – técnica correta de respiração, ativação de músculos estabilizadores do tronco, postura, etc).

Como praticante de vários métodos, elaborei abaixo uma tabela comparativa entre musculação, ioga e pilates, sem pretensão de rotular uma atividade como melhor ou pior – mas apenas para ilustrar o seu resultado no aspecto físico.

Modalidade Flexibilidade Coordenação Equilíbrio Força Massa Muscular
Musculação + ++ + +++ +++
Pilates +++ +++ ++ + +
Ioga +++ ++ +++ ++ +

Por Renato Dutra

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Perda de peso a longo prazo pode ser prejudicial à saúde

A perda de peso a longo prazo pode liberar poluentes industriais no sangue, ligados a doenças como diabetes, hipertensão e artrite reumatoide, disseram pesquisadores na terça-feira (7).

Estes compostos são normalmente armazenados no tecido adiposo, mas quando a gordura é quebrada durante a perda de peso, eles entram no sangue, segundo o investigador Duk-Hee Lee, da Universidade Nacional Kyungpook, em Daegu, na Coreia do Sul.

"Estamos vivendo sob o forte dogma de que a perda de peso é sempre benéfica, enquanto o aumento de peso é sempre prejudicial... mas nós pensamos que o aumento [de poluentes] no sangue devido à perda de peso pode afetar a saúde humana de diversas maneiras", segundo a pesquisadora.

Lee e uma equipe internacional de colegas estudaram 1.099 participantes nos Estados Unidos e sete concentrações de tais compostos no sangue, de acordo com um artigo publicado no International Journal of Obesity.

"Uma vez liberados na corrente sanguínea, esses poluentes são capazes de atingir órgãos vitais", disseram os pesquisadores em um comunicado.

Aqueles que perderam mais peso em dez anos apresentaram as maiores concentrações de compostos, chamados POPs (poluentes orgânicos persistentes), em comparação àqueles que ganharam ou mantiveram o peso estável.

"Há evidências de que os POPs não são seguros. Eles são ligados à diabetes tipo 2, hipertensão arterial, doença coronária, artrite reumatoide e doença periodontal", disse Lee.

Os pesquisadores consideraram a idade, gênero e raça para explicar as diferenças nas concentrações desses poluentes, mas a histórico do peso ainda é um fator estatisticamente significativo.

Segundo a especialista, outros estudos são necessários para determinar se tais danos superam os benefícios da perda de peso.

Da Reuters

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

11 minutos bastam


Você tem 11 minutos para se exercitar, três vezes por semana? Acredito que sim. Onze minutos parece ser um intervalo muito curto para gerar algum tipo de benefício, mas, de acordo com um grupo de pesquisadores da Universidade de Massachusetts (Boston- EUA), é possível aumentar o gasto calórico em repouso e ganhar massa muscular exercitando-se menos de quinze minutos por sessão, três vezes por semana.
Este estudo foi publicado, em 2009, no conceituado periódico científico Medicine and Science in Sports & Exercise. Eu li cuidadosamente a pesquisa feita por estes estudiosos e confesso que fiquei incrivelmente empolgado com os resultados. Vamos a eles:

Objetivo: Avaliar o efeito de seis meses de treinamento supervisionado de musculação em um grupo de 37 estudantes universitários sedentários na taxa metabólica basal (TMB)* de até 72 horas (3 dias) após a realização de cada sessão de exercício. Para isso, 63 estudantes universitários jovens (média de idade = 21 anos) e sedentários foram divididos em dois subgrupos:

- Grupo de Musculação, com 37 participantes (GM)

- Grupo Controle (GC), 26 estudantes com o mesmo perfil (sobrepeso e faixa etária), mas que não realizou o programa.

Cada sessão teve a duração média de 11 minutos e consistia em um programa com os seguintes exercícios : supino, remada, puxada no pulley, tríceps no pulley, desenvolvimento, leg press, gêmeos e abdominais, ou seja, um programa bastante adotado para iniciantes nas academias.  A primeira semana de exercícios consistiu em um processo de adaptação, onde os praticantes foram ensinados a realizar os exercícios, utilizando cargas leves e fazendo entre 12 e 15 repetições para cada exercício. A partir da segunda semana, o GM passou a executar uma série de 3 a 6 repetições com carga elevada para cada exercício. Havia um supervisor na sala de musculação, responsável pelo ajuste de carga, à medida que o participante demonstrava facilidade para cumprir com as 3-6 repetições para um determinado exercício.

A TMB foi mensurada através de um dormitório (banheiro, cozinha, quarto) especialmente projetado para medir a quantidade de calor liberada pelo participante no estudo. O cálculo da TMB se dá através da medição da quantidade de calor que uma pessoa libera. Quanto mais calor é liberado pelo indivíduo, mais alta é a sua TMB. Se a TMB elevar-se, o gasto calórico em repouso aumenta na mesma proporção, o que ajuda no processo de emagrecimento.

Em nenhum dos dois grupos analisados a alimentação foi modificada. Todos continuaram com a mesma ingestão calórica durante os seis meses de estudo.

Resultados: Além do ganho médio de 1,5 quilos de massa muscular do GM, em relação ao GC (inclusive perdeu quase meio quilo), o estudo obteve as seguintes respostas, apresentadas pelos gráficos abaixo:

O gráfico acima mostra que o GM elevou sua TMB em cinco por cento, e este resultado foi considerado expressivo pelos pesquisadores.

O gráfico acima mostra que o GM praticamente manteve seu percentual de gordura, enquanto GC apresentou um processo de engorda significativo.

E o que estes dados significam na prática?

1-    Milagres não existem. Sem controlar a alimentação, não há como emagrecer somente com exercícios.
2-    O exercício não faz milagres, mas pelo menos ajuda a não engordar.

E podemos concluir ainda que se apenas 11 minutos de exercícios de musculação já promove um aumento de 5% da TMB, imagine se o praticante fizer um programa de 30 a 40 minutos, intercalando treinos aeróbios e de força, conforme a recomendação dos especialistas?

Referência bibliográfica:
Kirk, E. P., et. al. (2009). Minimal Resistance Training Improves Energy Expenditure and Fat Oxidation. Medicine and Science in Sports and Exercice, vol. 41, no 5, PP. 1122-1129, 2009.

Por Renato Dutra

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Assoalho Pélvico: Músculos que Movem Articulações.





Estes dias mergulhei no livro Pelvic Power de Eric Franklin. Aliás, todas as imagens desta postagem são extraídas de seu livro e as fotos são de uma aluna, a Eleonora, e foram feitsa no meu estúdio pelo Fabio Heizenreder.


Ler este autor hoje é tão importante na minha prática profissional quanto ler Blandine Calais.
Aliás, por falar na grande mestra, ela acaba de lançar um livro que saiu pela La Liebre de Marzo chamadoAbdominales sin Riesgo (Abdominais Sem Risco).
Não é leitura fácil não...
"Mas por que Silvia?", me perguntem!
Pelos questionamentos extremamente lógicos a que nos conduz: por um lado estimulantes, nos fazendo ver que vamos indo bem, nos direcionando cada vez mais para o funcional, para as oposições de cintura (http://pilatespaco.blogspot.com/2009/10/6-polestar-international-conference.html ).
Mas, por outro, noz faz engolir em seco quando expõe com desenhos lindos e explicações coerentes, todos os possíveis efeitos e consequências que abdominais, dependendo da maneira como forem executados, podem exercer sobre assoalho pélvico, parede abdominal, e por aí vai.


Bem, voltando ao Pelvic Power, vamos estudar juntos alguns elementos que por si só, já tornam o encontro com os abdominais de Blandine mais deglutíveis.


A pelve é formada por uma série de articulações.
Fazendo fronteira com a pélvis, os quadris – articulação coxofemoral e a sacro ilíaca – um disco intervertebral (o famoso L5-S1) e duas facetas.
Dentro da pélvis, por assim dizer, encontramos as articulações com a sínfise púbica (SPB) de cada lado e com o sacro de cada lado
A sínfise púbica não é uma articulação verdadeira sendo formada de fibrocartilagem que não permite quase nada de movimento.
As articulações sacroilíacas (ASI) são juntas verdadeiras que possuem características específicas.
O lado do osso sacro é feito de cartilagem hialina típica de articulações flexíveis, enquanto o lado do ilíaco é coberto de fibrocartilagem, comumente encontrado em articulações rígidas. É uma articulação com duas faces: uma muito forte e estável e a outra sutilmente flexível.


Essas quatro articulações permitem que importantes movimentos sejam feitos no interior da pelve. As ASI e SPB são parceiras em uma cadeia fechada, o que significa que toda mudança de posição em uma das articulações promove efeitos nas demais.
A quinta articulação da pelve é a sacro coccígea entre sacro e o cóccix.


O cóccix pode se mover para frente e para trás ao redor desta articulação o que muda a tensão no assoalho pélvico. Existe também algum movimento entre as vértebras do cóccix
Com o avanço da idade o cóccix e a sacro coccígea podem se tornar calcificados. Isso pode ser evitado com o treino do assoalho pélvico.


Pelo foco da evolução, o assoalho pélvico é uma formação recente que acontece com a postura ereta. Para os quadrúpedes o assoalho do corpo é a parede abdominal e a parte frontal do tórax.
Para entendermos o desenvolvimento do assoalho devemos observar o desenvolvimento humano para a vertical.


Humanos e outros primatas iniciam como quadrúpedes cujas pernas se alongam horizontalmente para trás e, então, fazem a rotação de 90º. Desta forma o peso dos órgãos sai da parede abdominal e vai para a pélvis. Para que haja sustentação, a cauda, que antes era alongada e encompridava a coluna teve que encurtar e entrar para fechar o novo assoalho.


Muito bem!
Agora, como podemos nos aproveitar desse histórico de formação da pelve, bem como de suas articulações, na nossa prática de movimento?


Vamos pensar o seguinte: os músculos são feitos para mover nosso corpo, ou ainda mais especificamente, para mover articulações. Segundo Eric Franklin o corpo humano é extremamente econômico: onde não há necessidade de movimento entre ossos, não há músculos, mas tecido conectivo e ligamentos sem fibras contráteis.
Dentro da pelve temos vários músculos (http://pilatespaco.blogspot.com/2008/01/eleve-o-nus.html).
O movimento nas articulações pélvicas são pequenos e sutis. Devido a sua posição central, estes pequenos movimentos podem ter causar grandes efeitos – uma pequena mudança na pélvis pode significar uma grande mudança no pescoço, coluna ou pés.
Desta forma o assoalho pélvico deve ser fortalecido sutilmente e, de preferência, de maneira integrada.
Lembrem-se do que nos lembra Blandine Calais: o períneo é uma região pequena mas envolvida em funções múltiplas e complexas, desta forma não cabe insistir em treinos longos e demasiadamente focado.
Vale a pena desenvolver a consciência da pelve, através do despertar de suas articulações e, em seguida, promover movimentos a partir dela. Vale destacar que a pelve é o local do primeiro chacra ("our root, the earth on wich we stand", frase de C. J. Young que significa, "nossa raiz, terra aonde nos apoiamos"), nossa fonte primária de energia.


Num próximo post desenvolverei mais elementos para tomada de consciência destas articulações. Hoje, aproveito para compartilhar duas imagens lindas de uma gestante em movimento, associando com os desenhos de expansão e recolhimento do assoalho pélvico.


Fica a sugestão de trabalho, tanto para gestantes quanto para qualquer pessoa.


A partir de uma boa estabilização em quadrupedia, mãos sob os ombros, braços longos, compasso braço tronco ativado, fêmur paralelo aos braços. Deslocar o peso para frente e para trás mantendo uma boa estabilização da coluna neutra. (http://pilatespaco.blogspot.com/2009/04/pratica-estabilizando-em-quadrupedia.html)


Quando vamos para trás, naturalmente ocorre um afastamento entre, ísquios, púbis e cóccix. É como se abríssemos esses pontos desabrochando uma flor e permitindo o alongamento da musculatura do assoalho (transverso superficial, pubococígeo, elevador do ânus, etc.)





No deslocamento para frente, os pontos se aproximam, a musculatura do assoalho ( e o transverso junto) contrai, temos a famosa báscula do coccix (ver também http://pilatespaco.blogspot.com/2009/08/bascula-do-coccix.html) e a coluna... neutra!
Estamos falando de estabilização dinâmica da coluna com descarga de peso em membros superiores.
Ah! Mas qual era mesmo o foco do exercício ? Assoalho?
Está aí um claro exemplo de como colocar o trabalho de assoalho dentro do contexto das aulas.
Bata chamar a atenção do aluno para um movimento que já ocorre naturalmente, mas, desde que coloquemos a consciência nele, efetivamos e potencializamos o trabalho.





É isso aí! Experimentem e vamos compartilhar nossas sensações!


Bibliografia consultada: FRANKLIN, Eric, Pelvic Power, Elysian Editions; CALAIS Blandine, AbdoMinales sin Riesgo, La Liebre de Marzo e O Períneo Feminino e o Parto, Editora Manole .
Fonte: Silvia Gomes. http://www.blogger.com/profile/074092707 
Texto disponível em http://pilatespaco.blogspot.com/2010/08/assoalho-pelvico-musculos-que-movem.html

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Lewis Hamilton

Piloto de Fórmula um, 25 anos, inglês.

Depoimento a Magda Maiocchi

"Um dos momentos em que estou menos tranquilo é quando estou no carro… mas com outros guiando!"

A corrida é uma parte fundamental de meu trabalho porque me ajuda a guiar melhor. A frequência cardíaca média de um piloto durante uma competição de F1 é de 170 batidas por minuto e um Grande Prêmio dura quase duas horas... Para aguentar esse esforço é necessário exercitar o melhor possível o sistema cardiovascular, e a corrida é uma das melhores maneiras de fazer isto. Além disso, me ajuda a não ganhar peso, outro aspecto importante para um piloto.

Minha preparação é completa. Além da corrida, meu programa de treino inclui mountain bike, tênis, squash, sessões de academia, caiaque e, no inverno, muito esqui de fundo e caminhadas na neve.

A música me faz companhia em muitos dos meus treinos. Os gêneros que prefiro são o R&B e o hip-hop. Mas também gosto de correr no silêncio da natureza, sozinho com meus pensamentos.

As subidas não me assustam. Muitos dos meus treinos de corrida são em montanha e é maravilhoso: o ar fresco e o ambiente me estimulam a me empenhar a fundo.

Os músculos que mais exercito são os do pescoço, os mais solicitados nas curvas em alta velocidade e nas acelerações e freadas violentas, como por exemplo nos pit stop, quando se passa dos 200 aos 80 quilômetros por hora em poucos metros.

Gosto de correr de manhã. Me ajuda a liberar a mente e reordenar os pensamentos. É uma ótima maneira de começar o dia.

Meu campeão preferido no atletismo é uma minha conterrânea: Paula Radcliffe,fantástica maratonista. Mas meu ídolo absoluto no esporte é Muhammad Ali, o maior pugilista de todos os tempos e, principalmente, um grande homem.

Corro muito nos meses que antecedem o início do Mundial de Formula 1, quando preciso entrar em forma e desenvolver o sistema cardiovascular para melhorar a resistência aeróbica e a velocidade. Nesses meses, corro quase 500 quilômetros.

Competições? Desde os tempos de escola que não participo de uma prova de corrida e não creio que esse seja o momento para tentar novamente. Para correr uma maratona eu deveria fazer uma preparação específica, diferente daquela que necessito hoje para meu trabalho. Talvez no futuro…

Gosto de me sentir em forma e de me exercitar, mas em certos dias, quando a planilha prevê um treino pesado, ma dá uma vontade de ficar em casa...