segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

EUGENE SANDOW - O PAI DA MUSCULAÇÃO MODERNA






Eugen Sandow nascido em Friederich Wilhelm Mueller (Königsberg, Alemanha, agora kaliningrado, Rússia, 2 de Abril de 1867– 14 de Outubro de 1925) Foi o pioneiro dos fisiculturistas da Era Vitorina , frequentemente se referiam a ele como "O Pai do Bodybuilding Moderno".
Sandow foi um ávido admirador das estátuas Gregas e Romanas de gladiadores e heróis mitológicos , quando seu pai o tirou da Itália, quando era apenas um garoto.
Por volta dos 19 anos, ele já exibia suas performances de força em shows paralelos. O lendário Florenz Ziegfeld viu o jovem forte e o contratou para o seu show.
Ele logo notou que a audiência estava mais fascinada pelos músculos de Sandow do que pela quantidade de peso que ele podia levantar. Então Ziegfeld colocou Sandow mostrando suas poses , que ele chamava de "exibindo a performance dos músculos"... e a lenda adicionou a essas demonstrações seus feitos de força com Supinos. 
Ele tambem incluiu um número em que quebrava correntes enroladas no tórax e outras atrações coloridas na rotina de Sandow.
Sandow rapidamente se tornou uma sensação e a estrela de 1ª grandeza de Ziegfeld.
A semelhança encontrada entre o físico de Sandow e das clássicas esculturas dos Gregos e Romanos não foi por acaso.
Ele na verdade mediu milimétricamente os trabalhos em mármore no museu e ajudou a desenvolver "O Grego Ideal" como uma fórmula para o "físico perfeito".
Ele construiu seu físico naquelas exatas proporções.
Por causa disto, ele é considerado o "Pai do Bodybuilding Moderno", e foi um dos primeiros atletas a desenvolver intencionalmente sua musculatura em dimensões pré-determinadas.
O Grego Ideal: físico construido nas exatas proporções das clássicas esculturas Gregas e Romanas.Nesta foto, Sandow se inspirou em "A Morte de Gaul", uma pose tirada de uma antiga Escultura Romana.





Sandow se apresentou em toda Europa, e foi para a América em 1893 para se apresentar na World's Columbian Exposition (algo como a "Feira Mundial em Comemoração ao aniversário de Cristóvão Colombo) em Chicago.
Ele podia ser visto em uma caixa de veludo preto com o corpo coberto por um pó branco para aparentar nada menos do que uma estátua de mármore que ganhava vida. 
Sua popularidade cresceu,junto com sua aparência gentil, inteligência elevada, e disposição para boas maneiras. Ele também se vestia muito bem, e tinha um charme com sotaque Europeu, acompanhado de profundos olhos azuis e, sorriso sincero. 
Ele escreveu vários livros sobre bodybuilding, nutrição e incentivos de que, ter um estilo de vida mais saudável era tão importante quanto aparentar ter.
Ele foi casado com Blanche Brooks Sandow e teve duas filhas.
Ele estava constantemente em companhia de outra mulher que lhe pagava para sentir seus músculos flexionados nos bastidores após suas apresentações.
Ele também teve um estreito relacionamento com um músico e compositor que ele contratou para acompanha-lo depois dos shows. O homem era Martinus Sieveking, o pupilo bonitão de Sandow que ele citou no seu livro Sandow's System of Physical Training(Os processo de Treino de Sandow).
O nível de relacionamento deles nunca foi determinado, mas eles viveram juntos em Nova York por um tempo. O que está claro é que Blanche (a esposa de Sandow) tinha ciúme desse relacionamento.

Sandow foi autor de 5 livros: Sandow's System of Physical Training(Os processo de Treino de Sandow), Strength and How To Obtain It(Força e Como Obte-la), Body-Building, Strength and Health(Força e Saúde), e Life is Movement (Vida é Movimento). 

Ele tambem foi um erudito homem de negócios. 
Possuiu um negócio que entregava equipamentos de exercício e instruções sob encomenda, e foi o inventor do supino , uma mola que tornava mais resistente a faixa de borracha dos equipamentos, em treinamentos com pesos mais elevados. 
Sua fama foi estrondosa em popularizar os equipamentos para treinamento em casa.
Produziu tambem os Charutos Sandow, Saúde de Sandow & o Poder do Cacau, e Sandow, uma revista voltada para o Fisioculturismo. 
Abriu a Physical Culture Studio em Londres, uma das primeiras Academias , que contrastava com os "doce" ginásios que já existiam, e tinham exercícios da moda em todas as aulas. 
Uma vez que ele havia conquistado a Europa, ele partiu para conquistar o mundo com suas idéias de saúde para todos através do bodybuilding.
Sandow organizou o primeiro concurso de bodybuilding em 14 de Setembro de 1901, chamado "Grande Competição" que aconteceu no Royal Albert Hall (Salão Real Albert), em Londres UK. 
Julgados por ele mesmo, Sir Charles Lawes, e Sir Arthur Conan Doyle, o concurso foi um enorme sucesso e já tinha uma legião de fãs que acompanhava.
Se tornou amigo do Rei George V do Reino Unido, Thomas Edison, e Sir Arthur Conan Doyle.
Foi retratado pelo ator Nat Pendleton no filme The Great Ziegfeld(O Grande Ziegfeld)- 1936).




Na época de sua morte em 1925,correram boatos que a causa da sua morte prematura aos 58 anos, foi depois de ele ter feito força para tirar seu carro de um atoleiro de lama.
A real causa da morte foi ainda mais cheia de compliocações por causa das dores que sentia em função da Sífilis.
Foi enterrado num local não divulgado , a pedido de Blanche, sua esposa (de quem nunca se divorciou) no Cemitério de Putney Vale, nas proximidades de Londres.
Em 2002 ,uma coluna de mármore preta foi colocada por um admirador que vive perto dali.
Como reconhecimento do seu trabalho e contribuição ao esporte, uma estátua de bronze de Sandow, esculpida por Frederick Pomeroy é dada aos vencedores do Mr. Olympia desde 1977. Esta estátua é simplesmente conhecida como "O Sandow".


A biografia Sandow the Magnificent - Eugen Sandow and the Beginnings of Bodybuilding (Sandow o Magnifico - Eugen Sandow E o início do Bodybuilding) foi escrita por David L. Chapman em 1994. 
 

A Estátua de Sandow é entregue desde 1977 aos vencedores do Mr. Olympia.

Fonte: Site Sandow Museum

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

A 130ºC negativos, câmara de crioterapia combate o estresse

A técnica assusta: encarar uma temperatura duas vezes mais baixa do que a registrada no inverno da Antártida.

A promessa da crioterapia, método terapêutico que resfria o corpo, é combater o estresse e ajudar na recuperação de lesões musculares.

A única câmara no Reino Unido fica no resort e spa Champney Tring, a 60 km de Londres. Cada sessão custa 50 libras (cerca de R$ 140).

Entre os corajosos que frequentam essa câmara estão celebridades tipo a atriz Pamela Anderson, esportistas como o piloto de corrida Mike Cowan e políticos, como o ex-primeiro ministro Tony Blair.

Por curiosidade mais do que necessidade, há dois anos, a estudante Sam Foot, 17, e a mãe Sally Foot, 50, experimentaram a crioterapia.

"Na primeira vez fiquei ansiosa, agora me controlo. O frio na câmara é diferente do que você sente na rua. É mais suportável", diz Sally.

Ela e a filha se submetem à terapia toda semana. "Gosto de fazer antes da ginástica. Dá mais resistência para encarar exercícios", diz Sam.

Divulgação
Vermelho de frio, o piloto de corrida Mike Cowan entra no espaço climatizado da terapia com o modelito obrigatório, que não inclui cachecol
Vermelho de frio, o piloto de corrida Mike Cowan entra no espaço climatizado da terapia com o modelito obrigatório, que não inclui cachecol

A TÉCNICA

Há um ritual antes de entrar na câmara. Hidratantes ou perfumes são proibidos.

Para enfrentar as temperaturas negativas são necessários uma máscara no rosto, uma faixa na cabeça que cobre o ouvido, dois pares de meia de lã até os joelhos, dois pares de luva, dois shorts, dois tops (no caso das mulheres), faixas nos braços e nas coxas e tamanco de madeira.

Antes, ainda é preciso ficar uns minutos em frente a um ventilador, para garantir que a pele esteja totalmente seca.

O fisioterapeuta zera o cronômetro e a pessoa entra primeiro numa câmara a -60ºC.

Por dentro, parece sauna seca, as paredes são de madeira. Mas há gelo no chão.

A passagem dura 30 segundos. Ela é interligada à segunda câmara, com temperatura a -130ºC. Lá é preciso ficar por três minutos.

A orientação é se movimentar, andar em círculos, mexer braços e mãos.

"Quem não aguenta ficar os três minutos pode sair antes, mas o ideal é ficar pelo menos dois minutos", diz a fisioterapeuta Renata Zejer, especialista na técnica.

Ao sair da câmara, a primeira coisa a fazer é retirar os tamancos de madeira, que ficam congelados.

Em seguida, são feitos exercícios físicos na bicicleta e em plataformas vibratórias.

A técnica começou no Japão, em 1880, mas foram os poloneses que regularam a temperatura e o tempo de exposição ao frio na câmara.

OS BENEFÍCIOS

O choque provocado pelo frio faz o sangue correr da periferia do corpo para os órgãos centrais. "Essa mudança libera adrenalina e serotonina, o que dá bem-estar, e endorfina, que alivia a dor", diz o médico Michael Curtin.

O fluxo de sangue nas regiões periféricas aumenta em até quatro vezes quando a pessoa sai da câmara, segundo Curtin. "O aumento súbito faz com que o sangue mais oxigenado alcance tecidos machucados e promova uma recuperação mais rápida."

Os especialistas recomendam pelo menos dez sessões para que a técnica reduza a dor e combata o cansaço. 

Por BEATRIZ PRATES


quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Treino para costas em V






Se você é desses que não trabalha os dorsais? Não dá a devida importância, ou quer dá um Up na sua rotina no treinamento para costas.


Com certeza, os dorsais não estão entre os grupos musculares mais trabalhados nas academias. Para as mulheres, a preferência está em treinar os músculos dos membros inferiores, enquanto que, para os homens, peito, ombros, bíceps e abdome estão entre as prioridades.


Só entanto, um bom treino para dorsais irá ajudar, e bastante, a aumentar o tamanho do tórax, adquirindo a tão famosa forma 'V'.


Um corpo bem desenvolvido, além do volume, necessita de uma ótima simetria entre os diversos músculos. Todo mundo tem seus grupos musculares prediletos na hora de treinar, porém, é necessário atenção para os demais a fim de obter um ótimo shape.


• PUXADA COM A PEGADA ABERTA


Chris Jalali
Objetivo: Fibras superiores dos dorsais.


Este exercício é excelente para trabalhar a parte alta dos dorsais. A pegada aberta ajuda a desenvolver a famosa forma 'V', bem visível nos culturistas.


A fim de trabalhar os dorsais até o limite, na última série, quando completar as repetições determinadas, retire peso aos poucos e continue o exercício até a falha muscular.


Inicio: Sente-se no aparelho de forma que a barra fique posicionada sobre a cabeça ou ligeiramente à frente do corpo. Coloque os joelhos sob o apoio de pernas a fim de ajudar na estabilidade corporal. Faça uma pegada aberta, segurando nas extremidades da barra. Mantenha os braços estendidos, os abdominais contraídos, a coluna na posição anatômica e os pés apoiados no solo.


Ação: Puxe a barra em direção ao peito, até o ponto em que conseguir manter os cotovelos abertos no mesmo plano do corpo (cotovelos apontados para o solo caso o corpo esteja na vertical). Neste ponto, segure por 1 ou 2 segundos e retome à posição inicial. Em seguida, deixe que a barra puxe os seus braços e escápulas para cima, e então recomece o movimento; isto irá melhorar a eficiência do exercício.


• REMADA UNILATERAL



Franck Macgrath
Objetivo: Fibras inferiores dos dorsais.


Neste exercício, um erro muito comum é levar o halter na direção do peito na parte final do movimento. Esta ação indica um uso excessivo do bíceps e diminuição da intensidade para os dorsais. Para enfatizar trabalho da parte inferior dos dorsais, é necessário que o peso seja erguido em direção ao quadril, mantendo um ângulo de 90 graus na articulação do cotovelo.


Descanse o necessário para completar as repetições previstas nas séries, ao invés de alterar o peso do halter.




Início: Apóie um joelho e a mão do mesmo lado sobre o banco, enquanto o outro pé permanece no solo com o joelho semiflexionado e o outro braço que sustenta o peso estendido ao lado do corpo. Fique atento para que sua coluna esteja na posição anatômica durante todo o exercício.


Ação: Mova somente o braço que sustenta o halter, de forma que o cotovelo esteja ao lado do corpo tempo todo, levando o peso em direção aos quadris.
Realize o movimento até que o cotovelo atinja a altura do tronco e segure por 1 ou 2 segundos. Em seguida, retorne à posição inicial até que o braço esteja completamente estendido e recomece o movimento.


Faça as repetições programadas e logo alterne o braço.


• BARRA FIXA – PEGADA ABERTA


Evan Centopani
Objetivo: Fibras superiores dos dorsais


Provavelmente a arma menos utilizada no arsenal de exercícios para as costas. Caso não consiga fazer as repetições, utilize um banco para impulsionar o corpo e comece fazendo metade da amplitude do movimento. Lembre-se sempre de que, quando acabar a força na fase positiva (quando o corpo vai em direção à barra) ainda lhe resta a força na fase negativa, e assim poderá dar continuidade à série. Para isso, use o banco para saltar e levar o corpo o mais próximo possível da barra e, então, retorne até o banco na posição final.


Faça as repetições programadas.




Início: Segure em uma barra com pegada aberta, além da largura dos ombros. Mantenha o corpo sob a barra com os braços estirados e as pernas cruzadas atrás.


Ação: Suba o corpo mantendo os cotovelos apontados para o solo e leve o peito até a barra. Segure por, um instante essa posição e volte lentamente à posição inicial.


• REMADA COM BARRA T


Victor Martinez
Objetivo: Fibras superiores dos dorsais e parte média das COSTAS.
(rombóides, trapézio medial entre as escápulas)



Neste exercício não há a preocupação de controlar o peso. Desta maneira, é possível concentrar-se no músculo a ser trabalhado. No entanto, a coluna deve permanecer na posição anatômica. Assim você aproveitará ao máximo o movimento sem risco de lesão.




Inicio: Deite em decúbito ventral sobre o aparelho com barra T, apóie os pés no suporte e mantenha os braços estendidos em pegada pronada (palmas das mãos voltadas para o solo). Tire a barra do suporte de segurança, segure-a por um segundo na posição inicial e então comece as repetições.


Ação: Puxe a barra na máxima amplitude possível, mantendo os cotovelos abertos durante todo o movimento e segure por alguns instantes (1 ou 2 segundos) antes de retomar à posição inicial. Mantenha o tronco apoiado no aparelho durante a execução do movimento.


Faça as repetições planejadas.


• REMADA SENTADA NA POLIA


Dennis Wolf


Objetivo: Fibras inferiores dos dorsais.


Este exercício poderá ajudá-lo a trabalhar diferentes fibras dos dorsais, dependendo da largura da pegada. Caso utilize uma barra grande com uma pegada aberta e pronada, enfatizará as fibras superiores dos dorsais e a parte média das costas (área entre as escápulas). A pegada fechada colocará mais ênfase nas fibras inferiores dos dorsais.


Assegure-se de puxar a barra na direção da cintura e segure por um instante nesta posição antes de voltar à posição inicial. Na fase negativa do exercício, quando a barra vai em direção ao aparelho, procure manter a coluna na posição anatômica.




Inicio: Coloque na polia uma barra de pegada fechada e sente de frente para o aparelho. Apóie os pés contra a plataforma, mantendo os joelhos semi flexionados. Agarre a barra mantendo a coluna na posição anatômica e em seguida incline o tronco ligeiramente para trás (mantendo sempre a posição anatômica da coluna) e os braços estirados.


Ação: Mantenha os cotovelos próximos ao tronco enquanto traz a barra na direção do corpo. Contraia os músculos das costas enquanto mantém o tronco erguido e a cabeça na posição neutra. Na amplitude final de movimento, com os cotovelos ao lado do corpo, segure 1 ou 2 segundos antes de voltar à posição inicial.


Faça as repetições programadas.


Nota: Após o aquecimento, use agarradeiras. Não sacrifique a força das costas pela força do agarre.


* 1 Séries de aquecimento, use peso leve.
* 2 Na última série, após alcançar a fadiga muscular, reduza o peso entre 20% e 30%, e repita até alcançar novamente a fadiga. Descanse 2 minutos entre cada série descendente.
* 3 Quando atingir a falha na fase positiva na barra fixa, use um banco para saltar com cuidado e chegue à posição final para fazer a fase negativa até alcançar novamente uma fadiga.


Finalizando com estas dicas de treinamento você pode desenvolver dorsais tão grandes quanto os dos culturistas. De quebra ainda pode garantir um tórax ainda mais expandido.

Por Prof. Bruno Coraucii Neto

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

LESÃO NO OMBRO




Devido a sua anatomia o ombro possui grande amplitude de movimento, porém isso tem um preço, pois para que esta articulação não sofra os músculos que a envolvem, principalmente os do manguito rotador, estabilizadores dinâmicos da articulação devem estar funcionando perfeitamente, especialmente nos movimentos em que o braço está acima da linha dos ombros, pois nessa posição as estruturas que formam o manguito rotador (músculo supra-espinhal, músculo subescapular, músculo infra-espinhal, músculo redondo menor e tendão da porção longa do bíceps) podem ser comprimidas. Essa compressão pode ser causada por um desequilíbrio muscular, uma articulação anatomicamente propensa (dependendo principalmente do tipo de acrômio: I, II ou III) ou até por excesso de uso. Esse trauma repetido estressa os tendões, músculos e a articulação como um todo (bursa, cápsula, ligamentos, etc.) podendo estabelecer uma patologia no tendão (tendinite ou tendinose com ruptura) e outras como a bursite.


Sintomas:

Dor inicialmente após atividades, tornando-se contínua com o decorrer dos treinos, depois dor durante e após as atividades e até dor noturna irradiando para o braço.


Tratamento:

A fisioterapia é sempre indicada, tanto em tratamentos conservadores como também em casos cirúrgicos no pré e pós-operatório.
De suma importância para a reabilitação dessa lesão, e de todas outras, devemos enfatizar o tratamento global, pois outros segmentos corporais podem influenciar, tais como a mobilidade, não só da articulação gleno-umeral (úmero e escápula), mas sim de todo o complexo articular do ombro (articulações acrômio clavicular, esterno clavicular, escapulo – torácica, etc.) e a coluna torácica e cervical, já que o movimento do ombro está intimamente relacionado com essas estruturas e todos os músculos que a cercam. Ex: Muitas vezes a perda de mobilidade da coluna torácica provoca uma hipermobilidade compensatória na gleno-umeral o que pode gerar compressão sobre o manguito rotador.
Esses e outros fatores devem ser tratados através de terapia manual (osteopatia, RPG, etc.) além da necessidade de um fortalecimento específico com cinesioterapia, fortalecimento no power plate, termoterapia, eletroterapia, hidrocinesioterapia, etc.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

81% dos internautas fazem buscas sobre saúde

Estudo analisou dados de 12 países, inclusive o Brasil.
Informações e busca por pessoas com problemas semelhantes são os mais indicados.

O número de pessoas que fazem buscas sobre saúde na internet está crescendo, mas poucas se importam com as fontes dessas informações, segundo pesquisa internacional divulgada nesta terça-feira.

O estudo da London School of Economics, encomendado pelo convênio médico inglês Bupa, entrevistou 12 mil pessoas em 12 países: Austrália, Brasil, Inglaterra, China, França, Alemanha, Índia, Itália, México, Rússia, Espanha e Estados Unidos. Dos que têm acesso à internet, 81% declararam procurar conselhos sobre saúde, remédios e doenças.

Os russos são os que mais procuram esse tipo de informação na rede. Depois vêm China, Índia, México e o Brasil, em quinto lugar. Os franceses são os que menos procuram.

O estudo também mostra que 68% dos que usam a internet já procuraram informações sobre algum remédio especificamente. Quase 40% usam a rede para achar outras pessoas que têm problemas parecidos com os seus.

"Novas tecnologias estão ajudando as pessoas a saber mais sobre sua própria saúde e a tomar decisões mais embasadas. Mas é preciso se certificar de que a informação que elas vão achar vai fazê-las se sentir melhor, não pior", afirmou David McDaid, pesquisador sênior da LSE.

A pesquisa descobriu que dos 73% de ingleses que afirmam buscar informações de saúde na rede, mais de 60% procuram dados sobre remédios e 58% usam os as buscas para fazer autodiagnóstico.

Mas só 25% das pessoas dizem que checam de onde vieram as informações.

"Confiar em informações duvidosas pode levar as pessoas a correr riscos com tratamentos não apropriados, desperdiçando dinheiro e causando preocupação desnecessária", afirmou Annabel Bentley, diretora médica da Bupa.

"Da mesma forma, as pessoas podem usar a internet e descartar sintomas sérios, quando deveriam ir ao médico."

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Anabolismo x Catabolismo


Anabolismo x Catabolismo

O duelo constante que define quem você será

O treinamento com pesos está sempre sujeito a novas avaliações, mudanças e modificações de conceitos, advindas de pesquisas científicas, e principalmente pelo antigo sistema de tentativa e erro, que consiste principalmente nos experimentos práticos de praticantes experientes, como os fisiculturistas.

Neste sistema, uma das questões mais relevantes diz respeito à hipertrofia muscular, estratégias e sistemas de conquistar a hipertrofia desejada, métodos mais eficientes e potentes de aumentar o peso corporal advindo de massa muscular. Sendo assim, o Anabolismo Muscular ganha imensa importância, à medida que para promover o aumento de massa muscular, é preciso dominar as questões referentes a este fenômeno fisiológico. Do lado oposto, mas de igual ou maior importância, está o Catabolismo Muscular, responsável pela dificuldade em promover o anabolismo e a hipertrofia muscular.

Anabolismo é a denominação relacionada à função metabólica de armazenamento, síntese, produção, construção e ganhos, tanto no que refere-se ao tecido muscular, quanto de qualquer outra estrutura tecidual. Já o Catabolismo é exatamente o oposto, ou seja, é a função metabólica orgânica de degradação, desaminação, destruição, gastos e perdas, de qualquer dos tecido estruturais do corpo humano. O mais interessante é que ambos podem relacionar-se paralelamente, ou seja, ao mesmo tempo que uma estrutura pode estar sofrendo uma degradação, outra poderá estar sendo construída. Afinal, são liberações hormonais que modulam estes fenômenos, e temos a capacidade de possuir hormônios anabólicos e catabólicos, que garantem a perfeita sinergia metabólica de cada indivíduo, em situações específicas. Sendo assim, vale salientar que o Anabolismo e o Catabolismo se enfrentam continuamente, de maneira que sempre em alguma situação, em menor ou maior proporção, hormônios catabólicos estarão em atividade, promovendo a degradação protéica muscular ou lipídica, mesmo quando preconizamos a síntese e a construção.

Entre estes hormônios, os mais relacionados com a hipertrofia muscular são o Hormônio do Crescimento Humano (hGH), o IGF-1, a Testosterona, a Insulina e o Cortisol. Alguns deles atuam especificamente de forma anabólica protéica, enquanto outros podem trabalhar a favor do anabolismo muscular e também no catabolismo lipídico. Em nossa análise, estamos comparando-os apenas de forma metabólica voltada para a estética corporal, mas nenhum deles está ai para deixar o corpo humano mais belo, musculoso ou definido. Se assim fosse, só teríamos glândulas capazes de produzir GH, Testosterona e Insulina. Então, nem sempre poderemos rotular um deles como vilão ou mocinho, pois ao mesmo tempo que poderá ser catabólico muscular, também poderá contribuir na oxidação de ácidos graxos livres, e até mesmo na digestão de macronutrientes à nível digestivo, ou promover a síntese muscular, paralelamente ao armazenamento de gordura. Mas o que interessa desta teoria fisiológica, para nós "leitores marombeiros", é a parte relacionada à manipulação destes hormônios anabólicos e catabólicos, no que diz respeito à hipertrofia muscular, dificuldade construtiva, perdas de peso, força e massa magra, o sobretreinamento, o overtraining, o perfil antropométrico de cada praticante, os objetivos quando comparados a cada fase e tipo de treinamento, a escolha da dieta e suplementação, a modulação hormonal, entre outros fatores, relacionados intimamente com estes fenômenos metabólicos, mas que de maneira sucinta, não competem a este artigo. Como não possuímos a fórmula mágica necessária para promovermos apenas o anabolismo, cabe a cada bodybuiding ou profissional desta área, manipular o balanço metabólico, de maneira que possamos promover os fatores anabólicos, predominando sobre os fatores catabólicos. Esta manipulação compreende o Balanço Metabólico Positivo, resultando no ganho de peso corporal e na hipertrofia muscular. 

Uma maneira simples e inteligente de ter o anabolismo sempre favorável está no fato de manter um nível de glicemia normal, evitando quedas glicêmicas relacionadas à falta de ingesta regular, e liberações extremas e imediatas de insulina relacionadas à ingesta de carboidratos de alto índice glicêmico, que podem acarretar uma hipoglicemia ou choque insulínico. A insulina é um hormônio que deve sempre trabalhar a favor do anabolismo muscular, desde que seja liberada para transportar os nutrientes certos para os locais certos, como no momento pós treino. Ingestas freqüentes, em intervalos de no máximo três horas, com a presença de carboidratos complexos e de baixo índice glicêmico, favorecem a liberação gradual de insulina, mantendo regular a glicemia sanguínea e o nível de glicogênio muscular, além de evitar o armazenamento de carboidratos na forma de gordura. Ainda em relação a este hormônio anabólico, a estimulação de liberação no momento pós exercício, e o aproveitamento deste fato, são questões já bem conhecidas, garantindo por vezes a venda das suplementações usadas neste período. 

Em relação ao GH, vale ressaltar que não estamos discutindo suplementos pré-hormonais nem hormônios exógenos, e sim a liberação endógena natural deste hormônio. A ação do GH é em partes antagonista a ação da insulina, ou seja, em situações como hipoglicemia, a presença do GH na corrente sanguínea esta mais elevada, ao contrário da insulina. Estimular a hipoglicemia para colher os benefícios deste hormônio não é recomendado, mas em situações como a do sono profundo, a liberação deste já se apresenta mais elevada, favorecendo ao anabolismo proteico. Além do lado anabólico muscular, o GH também é um potente mobilizador de ácidos graxos livres, além de intervir positivamente no metabolismo dos carboidratos e lipídico, duas situações favoráveis à perda de gordura corporal. 

Quando relacionamos ação hormonal com treinamento com pesos, o mais tradicional dos hormônios é a Testosterona. Ele é o pai dos hormônios, sendo responsável pelas características sexuais masculinas, potencializando a síntese protéica e o gasto lipídico, apresentando como resultado a hipertrofia muscular e sua definição. Possuindo capacidades anabólicas e androgênicas diferenciadas dos demais hormônios, a testosterona é responsável pelo aumento de massa magra, formação óssea, aumento de libido e de energia, e função imunológica. As situações que mais prejudicam a liberação hormonal de testosterona são aquelas relacionadas ao treinamento, como o overtraining, falta de descanso, stress, dieta pobre em gorduras monoinsaturadas e ômega 3. A utilização de exercícios básicos e multiarticulares na rotina de treino, a aplicação de sobrecargas tensionais de alta intensidade, e a suplementação com tribulus terrestris, zinco, magnésio, vitamina B6 e vitamina C, são estratégias utilizadas com o propósito de aumentar o nível de testosterona livre total.

O Cortisol é o hormônio mais odiado pelos bodybuiding e competidores do fisiculturismo. É conhecido como o vilão do anabolismo muscular, por tratar-se de um hormônio com características catabólicas. Ele é liberado em quantidades significativas em situações de stress físico e mental, em altas temperaturas, e em situações de desgaste extremo. Além de promover a degradação protéica, também é responsável pela oxidação de ácidos graxos livres, além de manter a glicemia sanguínea, fazendo neoglicogênese hepática, mesmo que às custas de tecido muscular. Como em muitas situações não podemos evitar a liberação hormonal deste, cabe a nós controlar ou precaver-se de seus efeitos, minimizando as proporções de seus malefícios relacionados à parte estética. Em relação ao treinamento, uma maneira simples de evitar os estragos do cortisol, está no fato de evitar treinos extensivos, ou seja, longos, com duração maior que uma hora. Estudo relacionados a esta variável mostram que o ideal seriam sessões com duração inferior a quarenta minutos, pois a partir deste momento, o ambiente interno é favorável ao catabolismo, pela maior liberação de cortisol. É claro que esta regra só vale para treinamentos intensos! Séries submáximas intervaladas com conversas, passeios e descanso de cinco minutos, nem com duração total de três horas estimulará a secreção de cortisol, até porque também não estará promovendo ganhos, ou seja, quem nada ganha, nada terá a perder. Outro fato comum são rotinas de treinamento que não privilegiam a total recuperação muscular entre estímulos, como treinar o mesmo grupo muscular freqüentemente, sem que este esteja totalmente recuperado e supercompensado. Esta é a situação estimulante para a instalação de um quadro de overtraining. E esta síndrome favorece a liberação constante de cortisol, que além de impedir os ganhos, promove as perdas indesejadas. Já em relação à alimentação, o fato de realizar uma refeição rica em proteínas e carboidratos ao acordar, assim como antes de dormir e pós treinamento, podem reduzir drasticamente as chances da presença catabólica de cortisol nestes horários críticos. A suplementação com aminoácidos isolados, de cadeia ramificada, glutamina e vitamina C são estratégias utilizadas para prevenir, evitar e minimizar o catabolismo.

Sendo assim, o fato crucial está em promover o anabolismo e minimizar o catabolismo. As variáveis intervenientes mais comuns utilizadas, como a dieta e o treinamento, são em grande parte responsáveis pelo anabolismo muscular, mas que por vezes podem promover o armazenamento lipídico. Assim como situações que tem por finalidade o gasto calórico e lipídico, acabam por promover o catabolismo muscular como conseqüência. Por vezes, estratégias escolhidas para promover o anabolismo acabam mais por minimizar as perdas do que promover os ganhos, o que já é de certa forma muito vantajoso. Então torna-se cada vez mais importante dominar os fatores anabólicos e catabólicos que envolvem o treinamento, pois se situações catabólicas estiverem predominado sobre as anabólicas, todo e qualquer esforço de treinamento intensivo será prejudicial.

Prof. Samuel Rosa
Fonte: http://fisiculturismo.com.br/newsletters/materias/anabolismo-catabolismo.php

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Fisiculturista Evelyn Vieira


Durante seus períodos de "off" Evelyn é uma menina comum, come coisas saudáveis mas gosta de comer um docinho ou outro nos fins de semana

Por Dra. Patrícia Lessa 

Evelyn VieiraEntrevista com Evelyn Vieira By Marcello Dezallez (FITFOTOS)

Evelyn Vieira começou a treinar com 18 anos para melhorar sua resistência física e continuar a praticar a dança Afro, a qual continua praticando desde os dez anos de idade. Depois de seis meses de treino na academia ela foi incentivada pelo seu treinador a participar de um campeonato de musculação, foi quando estreou pela NABBA Brasil no campeonato de estreantes em 2009 pela categoria "TONED", onde conquistou 6°lugar.

Com mais experiência e a vontade pelo esporte aumentando, os resultados foram melhorando cada vez mais; conquistou bons títulos em apenas um ano e meio de treino, títulos como: 2°lugar no Estadual Paulista 2009, 1°lugar campeonato Paulista do interior 2009, 1°lugar Estadual Paulistão 2009, 2° lugar campeonato Brasileiro 2009 e 3°lugar campeonato Brasileiro 2010. Junto à evolução em ascenção, ela mescla saúde, disciplina e muito treino para ir além na sua categoria, conseguir melhores resultados e assim ajudar a expandir e divulgar o esporte futuramente.

Sua dieta não é muito rigorosa, pelo menos durante os períodos fora de competição "off season". Procura comer sempre coisas com pouca ou nenhuma gordura e não costuma usar óleo em sua alimentação, come frutas e saladas variadas. Em época de competição ''pré contest" seleciona melhor o que comer, se alimenta com batata doce, aveia, filé de frango entre outros; conforme a chegada da competição ela diminui a quantidade de carboidratos da sua dieta. Faz uso contínuo de suplementos como Whey, BCAA, Maltodextrina durante sua preparação.

Varia seus treinos na academia Djalma Gym e Muscle Mania, conta com a ajuda do seu treinador Djalma e de amigos do mundo da musculação. Seus treinos são de segunda a sexta, onde reveza entre treinos de perna às segundas e quartas-feiras: posterior de coxa, quadríceps, glúteo, abdutor e adutor de coxa, avanço, bíceps femural: às terçass e quintas-feiras treina parte de ronco: bíceps, tríceps, posterior de ombro, panturrilha e abdomen, nas sextas faz um geral de tudo. Quando está em "off" pedala de duas a três vezes por semana uns 30min. e uma hora no"pré contest". 

Durante seus períodos de "off" Evelyn é uma menina comum, come coisas saudáveis mas gosta de comer um docinho ou outro nos fins de semana. Tem como inspiração e admiração a atleta Larissa Reis (IFBB - Pró Figure). Trabalha em um salao de beleza de segunda a sábado como manicure e aos sábados pratica aulas de dança Afro antes do trabalho. Faz questão de agradecer a Deus pela família que sempre a apoiou.

www.evelynfisio.blogspot.com


Evelyn Vieira

Evelyn Vieira

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Evelyn Vieira

Evelyn Vieira

Evelyn Vieira

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Evelyn Vieira

Evelyn Vieira

Fonte: http://fisiculturismo.com.br/newsletters/materias/evelyn-vieira.php

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Dieta de aveia acelera em 60% a perda de peso, afirma pesquisa

Perda de peso é alcançada sem qualquer outra mudança no estilo de vida.
Consumo em excesso pode prejudicar a captação de outros nutrientes.

Se sua resolução de ano novo é emagrecer, aí vai uma dica preciosa: de acordo com especialistas, a aveia, mais do que um simples complemento alimentar, é uma grande aliada para a perda de peso. A conclusão é de uma pesquisa realizada recentemente pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Resultados iniciais do estudo mostraram que, quando o cereal é introduzido em uma dieta de baixa caloria, a perda de peso é bem mais significativa: 60% maior.

Segundo a professora Ana Maria Lottenberg, coordenadora do estudo, nos 16 dias da fase inicial, sem qualquer outra mudança no estilo de vida além da dieta, os pacientes que consumiram aveia chegaram a perder cerca de 2,6% do peso corporal. O mesmo não aconteceu com voluntários que, durante o teste, ingeriram uma cápsula semelhante, porém, sem aveia.

"Quando as pessoas ingeriram placebo (comprimido sem aveia), a média foi menor, 1,5%. Esta diferença pode ser explicada pela sensação de saciedade daqueles que comeram o cereal", diz. A aveia é rica em beta-glucana, uma fibra solúvel que, além de deixar o bolo alimentar por mais tempo no trato digestivo - o que mantém a pessoa satisfeita -, reduz a absorção de gordura e glicose, que são excretadas nas fezes, além de ajudar a baixar o colesterol ruim (LDL).

Cuidados

Segundo Ana Maria, essa fibra, também presente em outros grãos integrais como centeio, cevada e trigo, contribui ainda para a redução do diabetes e doenças cardiovasculares - frequentes em quem sofre de obesidade. Embora a aveia possa ser utilizada em todas as refeições, é importante restringir a quantidade diária, adverte o estudo. Em excesso, ela pode fazer até mal à saúde.

"Mesmo que a fibra traga muitos benefícios e seja rica em proteína, vitamina E, cálcio e zinco, em excesso ela diminui consideravelmente a absorção de gordura pelo corpo, prejudicando a captação de outros nutrientes", alerta a nutricionista Renata Pigliasco.

Por isso, o recomendado, segundo Renata, são duas colheres de sopa de farelo de flocos grossos por dia. "E para completar a dieta, muita água para ajudar o intestino a funcionar regularmente e não haver prisão de ventre", aconselha a nutricionista.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Super Programa Heavy Duty para Desenvolver Grupamentos Críticos


Treine o músculo menos freqüentemente. Quando treinamos, abrimos um buraco nas reservas das células musculares. Quando descansamos e temos um bom plano alimentar, nós recuperamos a musculatura e cobrimos este buraco novamente.

Heavy DutyA maioria dos praticantes de musculação, tem um grande problema em comum. Sempre existe um ou mais grupamentos musculares que tem dificuldade em se desenvolver. Antes de explicar a técnica, deixe-me explicar os erros mais comuns que as pessoas cometem.

Diante de tal frustração, a maioria dos fisiculturistas treinam seus grupamentos críticos com o dobro de volume comparado aos outros grupamentos. Além de aumentar o volume de treino em 200%, eles ainda inserem uma segunda sessão de treino na semana.

Eles treinam a musculatura duas vezes na semana. Provavelmente fazem isso pois ouviram de um cara gigante da academia um "conselho mágico". E ao final deste primeiro treino volumoso, ele vê aquele PUMP na musculatura, mas isso só trará um processo negativo. E por causa disso, vários fisiculturistas já caíram fora do esporte por conta deste problema.

A realidade:

Vamos encarar a verdade. Vamos pensar logicamente e racionalmente como um fisiculturista. Nós não estamos indo pra academia competir num campeonato de resistência. A maioria de nós tem a ambição de conquistar um grande físico. O grupamento é crítico no desenvolvimento pois não tem a capacidade de crescer na mesma velocidade que os outros grupamentos. O que isso quer dizer?

O processo de crescimento é devagar neste grupamento específico. Ele leva mais tempo para se recuperar do que os outros grupamentos do corpo. Então, qual a solução?

Treine o músculo menos freqüentemente. Quando treinamos, abrimos um buraco nas reservas das células musculares. Quando descansamos e temos um bom plano alimentar, nós recuperamos a musculatura e cobrimos este buraco novamente.

Quando damos um tempo adequado entre um treino e outro, nós estamos nos recuperando completamente até a próxima sessão de treino. Mas se treinamos antes das reservas celulares encheram novamente, não conseguimos fazer o músculo crescer, mas apenas iremos acabar com aquela reserva novamente, portanto, a reserva nunca enche completamente.

Se nunca conseguimos fazer com que estas reservas celulares se encham, como podemos querer que o músculo vá além do seu tamanho atual?

Para iniciantes e intermediários, uma simples série até a falha ou uma pré-exaustão serão suficientes para induzir um crescimento muscular. A técnica que eu vou apresentar, é somente para fisiculturistas avançados ou que tenham pelo menos 2 anos de treinamento sério na academia. (A suposição aqui é que estes atletas executam cada repetição com técnica e tem um bom plano alimentar).

O treinamento:

Vamos pegar um exemplo com a ajuda do bíceps. Encha a barra com pesos que permita você fazer 6 repetições. Antes de começar, faça duas séries de aquecimento com um par de halteres. Faça a primeira série com peso leve, e depois uma segunda série com uma carga moderadamente pesada. A idéia aqui é bombear o sangue para os músculos antes de começar o tratamento de choque.

Agora, concentre-se somente nos seus bíceps. Esqueça de qualquer outra coisa. Pense somente em você, e na barra com pesos que terá que erguer. Comece o movimento de rosca bíceps e faça 6 repetições completas. As 6 repetições devem ser bastante desafiadoras. Cada repetição deve ser feita de forma devagar, levando de 6 a 10 segundos em cada uma. Lembre-se, um desafio deixa a vida muito mais interessante. Após terminar, você tem 12 segundos para descansar antes de continuar o seu programa.

Imediatamente depois de descansar por 12 segundos, segure a barra novamente e complete 5 repetições da mesma forma. Eu sei que será muito mais difícil agora, mas ainda sim não é a pior parte. Isso irá dar um enorme choque para estimular o crescimento. Vai dar um enorme impulso para o seu desenvolvimento muscular. Visualize o seu músculo crescendo, e você com bíceps de 50cm de tamanho! Isto será bastante motivante para completar as 5 repetições. Agora, você tem 10 segundos para descansar. Faça uma massagem rápida em seu bíceps e deixe ele pronto para continuar. Agora levante a barra novamente e complete 4 repetições. Grite, xingue, chore, faça o que tiver que fazer para superar a dor e completar as 4 repetições, mas não roube no movimento.

Agora você tem 8 segundos para descansar. Balance seus braços para retirar um pouco do ácido lático, e agora levante a barra para fazer as próximas 3 repetições. Se fosse tão fácil ser um fisiculturista, todos seriam Mr. Olympia. Você tem que focar todo o seu esforço no treinamento.

Agora você tem 6 segundos para descansar. Eu sei que a esta hora, levantar os seus próprios braços deve ser dolorido, mas você já completou 80% do seu treinamento. Então, sinta mais um pouco do seu treinamento e bombeie mais 2 repetições na barra. Agora você tem 4 segundos para descansar. Lembre-se, "NO PAIN, NO GAIN.". Faça mais uma repetição e seu treinamento está terminado por hoje.

É isso. Seu treino está feito. Não treine seus bíceps pelos próximos 7-10 dias, e não faça nenhum tipo de treinamento pesado no dia seguinte. Você ficará surpreso com os resultados após 2 treinamentos desse.

Resumindo:

**Aquecimento com halteres 2x10

Rosca direta
**1x6
12 seg descanso

**1x5
10 seg descanso

**1x4
8 seg descanso

**1x3
6 seg descanso

**1x2
4 seg descanso

**1x1

A lógica:

Quando você faz 10 repetições, a primeira repetição é fácil, a segunda é um pouquinho mais difícil, a terceira, mais difícil e por aí vai. Somente a 10ª repetição é difícil o bastante para estimular o crescimento. Mas como o método Rest Pause do Heavy Duty mostrou acima, com exceção das 5 primeiras repetições, todas as outras são árduas o bastante para estimular o crescimento.

Os resultados de um treinamento intenso sempre serão bons. Olhe mais a frente quando quiser ter ótimos ganhos. Não aumente o volume desse treinamento e não tente fazer mais nenhuma série ou exercícios. Você pode acabar no hospital. Se sentir que ainda tem fôlego, é porque as séries não foram árduas o bastante.

Escolha bons exercícios compostos para tentar este método em outros grupamentos.

Fuja um pouco das rotinas de treinamentos convencionais e atinja seu objetivo como fisiculturista. Faça seu sonho se tornar realidade.

Por Bruno Gonzalez 

Fonte: http://fisiculturismo.com.br/newsletters/materias/super-programa-heavy-duty-desenvolver-grupamentos-criticos.php

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Médicos alertam para risco das dietas de desintoxicação


As dietas de desintoxicação, que prometem livrar o organismo de agrotóxicos e melhorar o metabolismo, não passam de enganação, dizem especialistas.

Esses regimes, populares no verão, elegem alimentos e receitas que seriam capazes de "limpar" o fígado.

São poucos dias de um cardápio radical, com muito líquido, frutas e combinações duvidosas -- como limão com água morna ou pimenta.

"Dieta de desintoxicação é um dos maiores mitos que eu conheço. Nenhum cardápio desintoxica o fígado", diz Raymundo Paraná, presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia.

Segundo o médico, uma das funções do fígado é justamente transformar substâncias nocivas em neutras.

Além disso, a comida, mesmo que em grandes quantidades, não é tóxica, de acordo com Marcio Mancini, endocrinologista do Hospital das Clínicas de SP.

"Não ficamos intoxicados depois de festas em que comemos muito. Nosso organismo compensa os excessos. Podemos nos intoxicar apenas com drogas, medicamentos, álcool ou metais pesados, mas é a longo prazo."

Uma dieta de "detox" radical, que exclua grupos de alimentos, pode causar anemia, deficiência de vitaminas e, pior, intoxicar o fígado.

"O chá-verde, em excesso, é comprovadamente tóxico", afirma Paraná, da Sociedade de Hepatologia. O chá é um dos ingredientes mais usados no "detox".

MAIS LEVE

A psicóloga Mana Mendonça, 34, já fez dias de "detox" só com líquidos, mas sua receita preferida é a de um suco verde, que ela bebe todos os dias pela manhã.

"Vai couve, pepino, cenoura, maçã e linhaça. No começo, eu achava bem ruim e fedido. Hoje acho gostoso."

Ela acredita que a bebida tira as toxinas do corpo e ajuda a emagrecer. "Eu me sinto leve e, quando não tomo, sinto diferença. Meu intestino não funciona direito."

Para a homeopatia, apesar de o organismo eliminar toxinas, dietas de desintoxicação são necessárias.

"O açúcar refinado, a gordura que ingerimos, tudo isso dificulta a eliminação de substâncias nocivas. A intoxicação impede a saúde plena", afirma Carlos Alberto Fiorot, presidente da AMHB (associação de homeopatia).

Para o nutrólogo Daniel Magnoni, do Hospital do Coração, essas dietas só têm efeito psicológico.

"A pessoa toma mais líquidos, come frutas, o intestino funciona melhor e ela tem a sensação de que está se desintoxicando. Mas não serve para nada." 


Por JULIANA VINES