segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

81% dos internautas fazem buscas sobre saúde

Estudo analisou dados de 12 países, inclusive o Brasil.
Informações e busca por pessoas com problemas semelhantes são os mais indicados.

O número de pessoas que fazem buscas sobre saúde na internet está crescendo, mas poucas se importam com as fontes dessas informações, segundo pesquisa internacional divulgada nesta terça-feira.

O estudo da London School of Economics, encomendado pelo convênio médico inglês Bupa, entrevistou 12 mil pessoas em 12 países: Austrália, Brasil, Inglaterra, China, França, Alemanha, Índia, Itália, México, Rússia, Espanha e Estados Unidos. Dos que têm acesso à internet, 81% declararam procurar conselhos sobre saúde, remédios e doenças.

Os russos são os que mais procuram esse tipo de informação na rede. Depois vêm China, Índia, México e o Brasil, em quinto lugar. Os franceses são os que menos procuram.

O estudo também mostra que 68% dos que usam a internet já procuraram informações sobre algum remédio especificamente. Quase 40% usam a rede para achar outras pessoas que têm problemas parecidos com os seus.

"Novas tecnologias estão ajudando as pessoas a saber mais sobre sua própria saúde e a tomar decisões mais embasadas. Mas é preciso se certificar de que a informação que elas vão achar vai fazê-las se sentir melhor, não pior", afirmou David McDaid, pesquisador sênior da LSE.

A pesquisa descobriu que dos 73% de ingleses que afirmam buscar informações de saúde na rede, mais de 60% procuram dados sobre remédios e 58% usam os as buscas para fazer autodiagnóstico.

Mas só 25% das pessoas dizem que checam de onde vieram as informações.

"Confiar em informações duvidosas pode levar as pessoas a correr riscos com tratamentos não apropriados, desperdiçando dinheiro e causando preocupação desnecessária", afirmou Annabel Bentley, diretora médica da Bupa.

"Da mesma forma, as pessoas podem usar a internet e descartar sintomas sérios, quando deveriam ir ao médico."