quarta-feira, 23 de março de 2011

As plataformas vibratórias dão resultado?




Apesar de serem utilizadas há cerca de vinte anos nos EUA e diversos países da Europa, aqui no Brasil as plataformas vibratórias surgiram há pouco tempo. Adepta do equipamento, a pop star Madonna acabou por popularizar o seu uso. A conseqüência foi um boom nas academias do mundo inteiro, todas alardeando inúmeros benefícios para a saúde e para o corpo: melhora do tônus muscular, mais flexbilidade e inclusive com menos tempo dedicado aos exercícios.

E aí eu faço a famosa pergunta que os leitores já conhecem bem: será que funciona?

Antes de falar sobre os resultados comprovadamente testados, vamos entender o conceito e o que é a plataforma vibratória.

O que é?

A plataforma vibratória produz estímulos mecânicos e que acabam forçando músculos e tendões a trabalhar com maior intensidade. Já abordamos o assunto em 2009. Recomendo ao leitor que assista ao vídeo. Nele, o equipamento é exibido em funcionamento e há o depoimento de alguns especialistas e praticantes. Eu mesmo testei e senti aumento da intensidade dos exercícios, além de facilitar o alongamento.

Vantagens

- Intensifica o exercício

- Estimula receptores de músculos e tendões

- Impõe menos carga mecânica às articulações

Desvantagens

- Custo mais elevado, em relação a aparelhos convencionais de musculação

- Não permite o uso de cargas mais altas, o que é importante para pessoas mais condicionadas.

Funciona?

Os estudos mostram que, para indivíduos mais jovens e com bom condicionamento, os resultados obtidos não superam os métodos tradicionais (pesos, corridas, saltos, etc.). Porém, para indivíduos sedentários e/ou acima de 40 anos, parece que as plataformas vibratórias oferecem ganhos para o condicionamento cardiorespiratório e elevam o nível de força do praticante.

A minha conclusão

Excelente para a terceira idade ou reabilitação de uma lesão. Já para quem treina e está bem condicionado, o ganho é apenas razoável para treinamento de força e bem reduzido para o condicionamento aeróbio.

Por Renato Dutra