quarta-feira, 31 de agosto de 2011

O (mau) exemplo do ‘Capitão América’


Capitão América, mais recente sucesso nos cinemas, conta a história de Steve Rogers, um rapaz franzino que não mede esforços para fazer parte do exército. Recusado no alistamento, Steve declara sua intenção de aceitar qualquer coisa para lutar na guerra e é recrutado para um experimento. O "Projeto Supersoldado" administra um soro especial e radiação ao fracote e o transforma num superatleta musculoso, forte, veloz e ágil. Alguém vê semelhança entre a ficção e a realidade de alunos de academia em busca do corpo perfeito? Infelizmente sim.

Quem não gostaria de se livrar de suas fraquezas e debilidades e, sem esforço, ficar sarado, ágil e veloz? Muitos praticantes de esportes gostariam de ser o Capitão América e sonham com uma solução rápida para "problemas" como excesso de gordura, flacidez, falta de disposição, dores nas costas… A lista parece não ter fim. Um dia desses uma amiga me disse: "Se existisse um remédio para me dar tônus muscular e cuidar da minha barriga e do meu braço seria muito mais fácil. Era tomar e já ter o corpo mais durinho!"

Todos nós somos programados para buscar a solução mais rápida, prática e, se possível, indolor para nossas necessidades. Essa busca, porém, pode ser perigosa. É preciso lembrar que os super-heróis só existem nas histórias em quadrinhos e nos filmes e, quando a história termina, voltamos vida real, onde a melhor maneira de se cuidar é praticar exercícios de forma regular, respeitando o seu corpo.

Afinal, você não precisa saltar sobre casas ou levantar carros. Basta andar, subir escadas, talvez pular uma poça d'água, e já será visto como um super-herói pela maioria dos seus amigos sedentários.

Por Renato Dutra