quinta-feira, 29 de setembro de 2011

A verdade sobre o glúten


Especialistas esclarecem os mitos sobre esta proteína presente na maioria dos cereais.

O glúten é uma proteína encontrada no trigo, na aveia, na cevada, no malte, no centeio e em seus derivados, como pães, massas, bolachas, cerveja, uísque e em uma infinidade de produtos industrializados. O que muita gente não sabe é que, apesar de estar presente na maioria dos alimentos, o glúten é o protagonista da doença celíaca – que é a intolerância à substância – surpreendentemente comum. Segundo a Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil, não há um número oficial sobre os portadores da doença no país, mas uma pesquisa publicada em 2005 pela Universidade Federal de São Paulo apontou que há um celíaco a cada 214 moradores de São Paulo. Entre os leitores da MH há quase sete vezes mais intolerantes ao glúten do que a média do Estado de São Paulo. Nos Estados Unidos a doença afeta, em média, uma a cada 133 pessoas, de acordo com um estudo realizado em 2003 no Centro de Pesquisas Celíacas da Universidade de Maryland (EUA). Ingerir comidas que contenham essa substância pode ser o gatilho para reações desagradáveis: diarreia, dor abdominal, inchaço, danos ao intestino delgado, problemas na absorção dos nutrientes, anemia e fadiga. Como tratar o problema? Não existe cura. O único jeito é adotar uma dieta livre de glúten para o resto da vida. Para você entender mais sobre essa proteína e como ela age no seu corpo, veja o que os especialistas da área falam sobre o assunto.
Devo evitar a ingestão de glúten mesmo não sendo intolerante à substância?
Essa é uma pergunta que divide os profissionais. Na opinião de Lara Field, especialista em doença celíaca do Centro de Doença Celíaca da Universidade de Chicago (EUA), a substância é prejudicial mesmo para quem não tem a doença. "Boa parte das pessoas no mundo apresenta algum tipo de sensibilidade ao glúten", afirma. A nutróloga Tamara Mazaracki, do Rio de Janeiro, também acredita que retirar o glúten da alimentação aumenta a qualidade de vida tanto dos celíacos como daqueles que não sofrem com o problema. "Cerca de 80% dos americanos (e provavelmente brasileiros, franceses ou japoneses) têm o gene para sensibilidade ao glúten, que pode aparecer em diversos graus, do mais leve ao intenso, e em qualquer época de nossa vida", explica Tamara. Mas nem todos os especialistas concordam com esse ponto de vista. "Não existem evidências científicas fortes para dar suporte à teoria de que evitar glúten faz bem à saúde", afirma a americana Tricia Thompson, pesquisadora e consultora de nutrição especialista em doença celíaca e autora do livro The Gluten-Free Nutrition Guide (Guia da Nutrição Livre de Glúten). A nutricionista Vanderlí Marchiori, secretária-geral da Associação Brasileira de Nutrição Esportiva, também não é a favor da exclusão da substância para pessoas que não têm a doença. "O glúten é uma fração proteica de alguns cereais que oferecem muitos outros nutrientes, como fibras e vitaminas – principalmente do complexo B -, portanto, não deve ser banido da alimentação sem que haja uma necessidade real."
Posso encontrar alimentos sem glúten com facilidade?
Sim. As prateleiras dos supermercados estão se munindo, cada vez mais, de alimentos sem glúten. Uma pesquisa de mercado da empresa americana Packaged Facts, revelou que entre 2006 e 2010 a venda de produtos sem a substância aumentou cerca de 30% ao ano. Outra pesquisa realizada pela inglesa Mintel, que tem escritórios espalhados pelo mundo todo, mostrou que 10% das comidas lançadas em 2010 não contêm o ingrediente, muito mais do que os 2% de cinco anos atrás. No Brasil não é diferente. Cada vez mais lojas, restaurantes e até hotéis oferecem a opção de alimentos sem glúten. O SpecialGourmets, um guia mundial online de estabelecimentos com opções para esse público, tem catalogados quase 500 pontos no país.
Quais são as opções nutricionais para os atletas com doença celíaca?
Todo atleta precisa consumir carboidratos, fibras, proteínas, gorduras. "Aqueles que têm intolerância ao glúten não são prejudicados nutricionalmente por falta da ingestão dessa proteína", adverte a nutricionista Cynthia Antonaccio, da Equilibrium Consultoria em Saúde e Nutrição. Existem muitos alimentos livres de glúten capazes de suprir as necessidades de quem pratica esporte. Invista em uma dieta equilibrada, rica em carne, peixe, frango, frutas, legumes, verduras, produtos lácteos magros, óleos, grãos, arroz integral, milho, soja, lentilha, ervilha, amaranto, tremoço, quinoa, nozes e sementes.
Glúten engorda?
Cortar a substância do seu cardápio pode, sim, facilitar a perda de peso. "O que acontece é que uma dieta sem glúten força você a ficar longe de alguns carboidratos que engordam, como pizza, cerveja, hambúrguer, massa, pão", explica Cynthia. Assim você acaba substituindo esses alimentos por escolhas menos calóricas, como frutas, vegetais, arroz integral, oleaginosas, peixes, ovos, leite, entre outros. Isso leva ao emagrecimento. Mas, se você não for celíaco, não precisa cortar a happy hour com os amigos ou passar por privações. Lidar com as restrições alimentares pode ser complicado. "Você deve se comprometer com uma verdadeira mudança de estilo de vida, que pode ser bem dura", diz Edward Abramson, professor de psicologia da Universidade do Estado da Califórnia, em Chico (EUA), e autor do livro Emotional Eating (Alimentação Emocional). "Por isso, homens não são capazes de seguir uma alimentação livre de glúten, sem uma real necessidade médica, por muito tempo", comenta Edward.
Consumir alimentos sem glúten é o segredo para perder peso?
Os produtos sem glúten não são necessariamente vantajosos pra quem está querendo perder os quilos extras. "Você pode comprar versões livres dessa substância de praticamente todos os tipos de alimentos que costumam ser feitos à base de trigo – pizza, macarrão, bolachas, pães", diz a pesquisadora americana Tricia Thompson.
É aí que mora o perigo: os itens que não contêm glúten têm a mesma quantidade de calorias do que as versões convencionais. "Não é porque a embalagem adverte que o produto não tem glúten que você pode devorar uma caixa de bolacha sem consequências. Essa é a grande cilada", explica Lara Field, especialista em doença celíaca.
Então, mesmo que você adote uma dieta livre dessa substância, não significa que o ponteiro da balança vai descer.
Um estudo publicado no periódico American Journal of Gastroenterology, em 2006, acompanhou 188 pessoas com doença celíaca (metade acima do peso) durante uma dieta livre de glúten, por dois anos, e percebeu que 81% delas ganharam peso.
Enquete MH*
46% dos nossos leitores não sabem o que é glúten
44% dos nossos leitores pensam que glúten é um carboidrato. Não é!
3/4 dos nossos leitores consomem alimentos com glúten
* Pesquisa realizada com 387 leitores no site da revista MH entre os dias 13 e 21 de março Grãos livres de glúten Ricos em fibras, eles oferecem benefícios únicos e mantêm você saciado
Quinoa
Usado como fonte de energia para os guerreiros incas, esse superalimento dos Andes oferece proteína completa, com nove aminoácidos essenciais. Também tem baixo índice glicêmico, evitando um pico de açúcar no sangue.
Por que comer: "Tem carboidratos e vitaminas do complexo B. Entre os minerais, contém ferro, cálcio e fósforo. Também tem certa quantidade de triptofano, relacionado à produção de serotonina, para o bem-estar", explica Cynthia.
Trigo mourisco ou sarraceno
É rico em flavonoides, como a rutina e a quercetina, que agem como antioxidantes. Sua proteína é de alto valor biológico, contendo todos os aminoácidos essenciais.
Por que comer: também é uma excelente fonte de magnésio, mineral diretamente envolvido na contração muscular e que protege de cãibras.
Amaranto
Um grão com o tamanho de uma semente de papoula, tem mais proteína do que o trigo e duas vezes mais do que o arroz branco. Também contém rutina, antioxidante benéfico ao coração.
Por que comer: um estudo publicado na revista Lipids in Health and Disease (Inglaterra) revelou que o amaranto também reduz o colesterol, diminuindo o risco de doenças no coração.

Por Matthew Solan e Thais Szegö

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Os mandamentos do fígado


O fígado digere gorduras, metaboliza o álcool e mantém o colesterol em ordem. Siga as dicas de quem entende e você vai passar incólume aos excessos das festas

O fígado, um dos órgãos mais importantes do corpo, sozinho, recebe, por minuto, cerca de 1 litro e meio de sangue bombeado pelo coração. Além disso, consegue produzir duas xícaras por dia de bile, fluido que quebra as gorduras. Você sabia que sem ele não seria possível digerir uma refeição? O sangue ficaria espesso como água de esgoto e o nível de colesterol iria às alturas. "Nós o chamamos de laboratório do organismo. Se você não agredi-lo, ele cuida de todo o resto", revela Luís Edmundo Pinto da Fonseca, médico hepatologista – especialista em fígado – do Hospital Albert Einstein, de São Paulo. Como a maioria dos homens, você provavelmente o danifica no bar, no churrasco ou mandando ver paracetamol toda vez que sente dor. Continue assim e você aumenta o risco de adquirir uma doença hepática, que pode matar. Para não chegar a esse extremo, siga nossas dicas.

7 mandamentos para a saúde do fígado

1. Pare na quarta lata

As noitadas estão cada vez mais freqüentes e alcoólicas? Cuidado, esse comportamento pode levar a uma das principais ameaças ao fígado, a esteatose. Também conhecida como doença hepática gordurosa, ela ocorre quando você inunda o órgão com mais álcool do que ele agüenta. Primeiro o filtro de cerveja do seu corpo incha devido ao acúmulo de gordura dentro das células desse órgão, depois você fica com uma aparência mais amarela que a camisa da seleção brasileira. "A esteatose pode, literalmente, se desenvolver da noite para o dia", diz Raymond Koff, hepatologista da Universidade de Massachusetts (EUA). Deixe seu fígado na reabilitação alguns dias e geralmente ele se recupera. Agora, se você continuar enchendo a cara, pode desenvolver o tecido cicatricial, que é grave e pode levar à cirrose – que mata. "O fígado de um homem tem um limiar para álcool de, em média, 80 gramas, ou umas seis latinhas de cerveja", completa Koff. Beba menos do que isso de uma só vez e é muito improvável que você tenha algum dano hepatotóxico.

2. Exames de rotina

O fígado tem uma capacidade de funcionamento tão boa que, muitas vezes, o paciente já está à beira da morte e não sente dor. A esteatose, por exemplo, não é causada apenas pela bebida mas também por colesterol alto, obesidade e diabetes. "Quando se manifesta, essa doença desencadeia, no máximo, um desconforto do lado direito do abdome, abaixo da costela", alerta Fonseca. Então, para saber se a situação é grave, faça check-ups periódicos. "O fígado fabrica a albumina, principal proteína do sangue. Daí a importância de se submeter a exames como o de coagulação. Ao dosar as enzimas hepáticas, veremos se as transaminases estão elevadas. Quando isso acontece, a situação se complica", complementa.

3. Perca 5 quilos

A gordura encontrada na sua barriga saliente pode estar comprimindo os intestinos de tal forma que a qualquer momento você não conseguirá digerir tudo o que come. Assim as bactérias fazem as sobras fermentarem, criando um alambique de fabricação caseira no seu cólon. O resultado é a esteatose – e, o pior, você nem passa pelo prazer de encher a cara. Solução: perca peso e consuma iogurte. Está provado que um copo desse alimento por dia tem efeito antibacteriano e pode minimizar o risco de você desenvolver toxicidades no órgão.

4. Verifique a caixa de remédios

Você é daqueles que diante de qualquer mal-estar ou dor de cabeça jogam acetaminofen – analgésico também conhecido como paracetamol – goela abaixo? Saiba que ao fazer isso o organismo libera um subproduto danoso. "Seu corpo pode lidar com pequenas quantidades dessa substância, porém grandes doses de uma só vez começam a destruir as células do fígado. E nem pense em beber, já que o álcool potencializa esse fenômeno", ressalta Parise. "O problema do acetaminofen é que o nível da dose tóxica é muito próximo do nível da dose terapêutica", enfatiza o médico William M. Lee, hepatologista da Universidade do Texas Southwestern (EUA). Para Fonseca, médico do Hospital Albert Einstein, o metabolismo suporta até 3 mil miligramas (quatro comprimidos de 750 miligramas) por dia. "Uma overdose, que pode vir quando se ultrapassa esse limite, causa insuficiência hepática aguda. E da noite para o dia o transplante se torna a única salvação." Agora, se você precisar de um analgésico no meio de uma bebedeira, tome dipirona.

5. Fique de olho no que consome

Se o acetaminofen pode corroer seu fígado, imagine o poder de um remédio de tarja vermelha ou preta. "Dependendo da droga, seus subprodutos podem ser relativamente inofensivos ou violentamente tóxicos", afirma Adrian Di Bisceglie, diretor médico da Fundação Americana do Fígado. Então, se você toma algum medicamento há muito tempo, fale com seu médico e peça a ele que faça um teste de função hepática. Fique esperto também com outras substâncias que manda para dentro. Segundo o médico Luís Edmundo Pinto da Fonseca, os anabolizantes e a cocaína também são extremamente tóxicos ao fígado.

6. Lave tudo antes de comer

Só existe uma forma de a hepatite A infectar seu fígado: se você comer fezes, literalmente. Além de comida contaminada, o sexo faz com que você corra esse risco. "Trata-se de uma atividade muito íntima, mas que pode desencadear uma exposição à transmissão fecal-oral", lembra Fonseca. Os frutos do mar, segundo ele, também trazem riscos, uma vez que grande parte deles é cultivada perto de pedras e esgotos.

7. Exija materiais descartáveis

Não dê bobeira. Em qualquer lugar onde você for utilizar agulhas e seringas, peça e certifique-se de estar usando peças e afins totalmente novos. Observe se a embalagem é aberta na sua presença. E não aceite agulhas esterilizadas. Pesquisadores da Universidade do Texas Southwestern constataram que freqüentar um estúdio de tatuagem e piercing aumenta em nove vezes a probabilidade de você contrair uma devastadora doença do fígado, a hepatite C. "Para evitar a contaminação, os cuidados devem ser os mesmos em relação ao HIV", afirma Edison Parise, do Hospital Sírio-Libanês. Ou seja, tome cuidado também durante sessões de acupuntura e não use a lâmina de barbear do colega ou do irmão. O risco não vale a pena, pois a doença é devastadora.

Na medida

Tudo na vida tem limite, até a bebida

Você não quer encarar uma ressaca nas festas de fim de ano, certo? Antes de perder a conta do número de doses, faça os cálculos para não ultrapassar o limite aceitável de 80 gramas de álcool por dia. É fácil: multiplique o teor alcoólico da bebida, que está no rótulo, pela quantidade de mililitros ingeridos. Veja o exemplo considerando a cerveja: 0,05 x 355 ml = 17,75. Você vai precisar parar na quarta latinha. Aqui nós mostramos o teor de algumas bebidas para facilitar sua vida.
• Cerveja – 5%
• Vinho tinto – 12%
• Saquê – 15,5%
• Tequila – 38%
• Vodca – 40%
• Pinga – 40%
• Uísque – 43%
Veja o volume das doses
• 1 dose – 100 ml
• 1 taça – 100 ml
• 1 garrafa – 600 ml
• 1 lata – 350 ml
• 1 long neck – 355 ml
Fonte: Luís Edmundo Pinto da Fonseca

Por dentro das hepatites

Hepatite A
Como ataca: inflamação do fígado causada pelo vírus HAV. Rara, a transmissão é fecal-oral (comida contaminada ou sexo). É como uma virose que normalmente não chega à cirrose mas pode produzir inflamação e necrose do fígado.
Sintomas: dor na parte direita do abdome e na cabeça, fezes claras, vômitos, urina escura, falta de apetite, febre e amarelamento de pele.

Hepatite B
Como ataca: inflamação do fígado provocada pelo vírus HBV. Campeã em transmissões, seu contágio é pelo sangue, sêmen ou saliva. Cerca de 6% dos homens que pegam a infecção acabam desenvolvendo doença hepática crônica. E em muitos pacientes o quadro evolui para cirrose.
Sintomas: febre, náuseas, dor de cabeça, urina turva e escura, fezes claras e coceiras no corpo.

Hepatite C
Como ataca: seu vírus (HCV) é transmitido pelo sangue e não gera uma resposta imunológica adequada no organismo, o que pode causar cirrose e câncer. Grande parte das pessoas infectadas se torna portadora de hepatite crônica.
Sintomas: na maioria dos casos, os sintomas não se apresentam na fase aguda e, quando ocorrem, são leves e semelhantes a uma gripe.


Fonte:  http://menshealth.abril.com.br/saude/saude/os-mandamentos-do-figado/

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Cientistas desbancam décadas de cálculos sobre perda de peso com dietas

Fonte: 



Fazer dieta é mais difícil do que você pensa. Se você cortar uma barra de chocolate a cada dia você vai perder apenas um terço do peso que os especialistas calculam. Segundo reportagem de jornal britânico The Independent, durante décadas, os médicos têm baseado os seus conselhos para quem quer perder peso na suposição de que o corte de 500 calorias por dia vai permitir que o peso caia a uma taxa de 453,6 gramas por semana.
"Isso é errado", diz Kevin Hill, do National Institutes of Health, nos EUA. — Simplesmente não acontece. O erro se deve ao fato de que o cálculo não leva em conta as alterações no metabolismo depois que o corpo perde peso.
O corpo se ajusta à redução da ingestão de energia (número de calorias ingeridas), diminuindo sua produção de energia (número de calorias gastas). O resultado é que renunciar a essa barra de chocolate por dia (que contém cerca de 250 calorias) leva a cerca de 11,34kg de perda de peso, mas só se o corte de calorias for sustentado por três anos. E isto é muito menos do que as supostas 35,38kg que previam as velhas teorias sobre dietas como perda em três anos.
A medida mais sofisticada de perda de peso, que leva em conta as alterações metabólicas e de diferenças entre as pessoas gordas e magras, tem sido desenvolvida pelo Dr. Hill e seus colegas do Instituto Nacional de Diabetes e Doenças Digestivas e Renais. Mostra que, seguindo a mesma dieta, as pessoas mais pesadas tendem a perder peso mais rapidamente do que as pessoas mais magras, mas também que vão demorar mais para atingir o peso alvo do que aqueles que, no início da dieta, pesam menos.
Numa dieta padrão, a maioria das pessoas atinge sua perda máxima de peso após um período entre seis e oito meses. É o que os médicos chamam de "efeito platô", uma constante de peso resultante do metabolismo mais lento. Mas há evidências de que as pessoas acham difícil manter uma dieta por mais de seis meses e é por isso que param de perder peso. O peso corporal "platô" só se estabiliza, normalmente, bem mais tarde, depois de dois ou três anos de dieta constante.
Segundo os pesquisadores, não há diferenças reais entre dietas que reduzem o consumo de proteína, de gordura e de carboidratos. Mesmo levando-se em conta as que reduzem drasticamente o consumo de carboidratos, como a dieta de Atkins. O organismo se adapta rapidamente às mudanças no consumo destes componentes, e o resultado é que todas as dietas resultam na mesma perda de gordura corporal, pelo menos no curto prazo.
"Pouco se sabe sobre os efeitos a longo prazo", diz Kevin Hill.
Para ele, é difícil avaliar o quanto as pessoas seguem dietas, porque as pesquisas se baseiam em relatos pessoais.
"O uso amplamente disseminado de regras erradas para a estimativa da mudança de peso corporal humana levou a expectativas irreais de perda de peso por grande parte dos que tentam seguir uma dieta".
Da Agência O Globo

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Lilian Schlindwein - Atleta Bikini

As mulheres catarinenses são famosas por sua beleza e educação, coisas que a atleta Lilian Schlindwein tem de sobra

A fama das catarinenses no Brasil é das melhores: mulheres bonitas, corpo escultural e muito bem educadas. A atleta Lilian Schlindwein não foge à regra, e até a supera.

Veja a entrevista com a atleta:

Nome completo:

R: Lilian Schlindwein

Como é conhecido(a) no meio do fisiculturismo (apelido):

R: Lilian atleta bikini

Data de nascimento:

R: 11/06/84

Cidade em que nasceu e cidade em que vive atualmente:

R: Brusque SC

Qual esporte praticava antes da musculação:

R: dança

Quando começou a treinar com pesos e por qual razão:

R: sempre gostei de fazer força, pque já sentia os músculos incharem, consequentemente vi os resultados e acabei me identificando mais ainda

O que mudou na sua vida depois que começou a treinar:

R: O corpo, bem estar e auto confiança

Em que academia treina atualmente:

R: CCN academia

Treina sozinho ou com parceiro:

R: Treinador Thiago Muller, equipe do waldemar guimaraes

Como é a série atual de treinamento:

R : sempre até a falha total em todas as séries

Quais são os métodos de treinamento (pirâmide, repetições forçadas, bi-sets, superséries, etc.) que costuma adotar na fase de pré-competição e na fase fora de competição (offseason):

R: todas essas são usadas (em off e em on) sempre variando

Qual é o exercício de musculação preferido:

R: agachamento e rosca direta

Qual é o exercício de musculação que menos gosta:

R : panturilha

Qual foi a maior carga que já levantou no supino reto e no leg 45:

R: no leg 220 kg

Como é a sua dieta na fase de pré-competição e na fase fora de competição (offseason):

R: pre contest sempre uso um ou dois carbo (batata doce) geralmente e frango, em off todos carbo: variando entre macarrão arroz, aveia,batata doce aipim e proteína, carnes magras clara de ovos, proteína em pó, como frutas, tbm, soja mais sem exaagero e folhas verdes

Qual é o alimento que mais gosta e que tem mais dificuldade de resistir quando está em dieta de pré-competição:

R: adoro inventar shakes feitos com leite, sucos e doces, mas fico bem tranquila em pré contest, não sinto muita falta apenas gosto

Sofre alterações de humor quando está em dieta de pré-competição:

R: não muito, fico fraca e sem muita vontade de fazer alguns afazeres

Quais são os suplementos alimentares de que faz uso:

R: whey, dextrose, glutamina, bcca e malto

Quais são os suplementos alimentares (produto e marca) que mais gosta (efeitos ou sabor):

R: probiotica e performance sabor chocolate e morango

Quais são os suplementos alimentares (produto e marca) que menos gosta (efeitos ou sabor) ou que considera desperdício de dinheiro (sem efeitos):

R:

Quais títulos já conquistou no fisiculturismo e em que anos?

R: meu primeiro campeonato foi o Brasileiro deste ano ficando na terceira colocação (a categoria estava indefinida)

Qual foi a melhor experiência que já teve no mundo do fisiculturismo:

R: otimismo

Qual foi a pior experiência que já teve no mundo do fisiculturismo:

R: nenhum

Quais eram as suas medidas corporais (peso, percentual de gordura, circunferência de bíceps e de coxa) no último campeonato de que participou (nome do evento e data):

R:1,60, 54 kl b:28 C:54

Quais costumam ser as suas medidas corporais (peso, percentual de gordura, circunferência de bíceps e de coxa) quando não está competindo:

R: 59 kl

O que as pessoas dizem sobre seu aspecto corporal com musculatura avantajada:

R: minha categoria não permite musculatura avantajada, por isso as pessoas sempre querem ficar com corpo igual

Que dicas daria para quem pretende ingressar no mundo do fisiculturismo:

R: perceverança

Opinião sobre anabolizantes esteróides:

R: não é tudo, se fosse assim ninguém treinava e ficava forte, o treino e dieta devem ser o foco

Quais são os atletas do fisiculturismo nacional e internacional que mais admira:

R: Arnold, Larissa reis, ronie colleman.

Se tem patrocinador, nome e contatos da empresa e forma de patrocínio:

R:

Se atua como personal trainer, contatos para ser contratado:

R:

Contatos que gostaria de deixar para qualquer interessado (email, telefone, website, etc.):

R: lilidance1@yahoo.com.br, estou no site muscle massa blog, com Diariod e uma bikini







Fonte: http://fisiculturismo.com.br/2011/09/lilian-schlindwein-atleta-bikini/

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Melhores Anos de Vida Por Meio da Musculação

Com apenas 18 meses de musculação um idoso de 60 anos ganhou 2,3 kg de músculos e perdeu 7,7 kg de gordura, melhorando o seu desempenho em partidas de tênis.


O processo natural fisiológico do envelhecimento causa muitas alterações negativas em nosso metabolismo, principalmente após os 40 anos de idade, a principal é a perda de massa muscular, a menos que os músculos sejam exercitados de forma adequada.

Perde-se de 2,3 a 3,1 Kg de tecido muscular a cada década de vida adulta. Ou seja, uma pessoa sedentária de 70 anos de idade já perdeu aproximadamente 12 Kg de massa muscular. Como os músculos são os motores do corpo, isso é semelhante a passar de um carro com motor de 16 cilindros, para um carro com motor de 8 cilindros, em seguida para um carro com motor de 4 cilindros e, por fim, para o motor de uma lambreta.



A diminuição da massa muscular leva a diversos outros problemas indesejável como: diminuição das atividades diárias, metabolismo lento, diminuição do fluxo sanguíneo, sobrecarga cardíaca, diabetes, obesidade, hipertensão, osteoporose, dores lombares e articulares, maiores risco de queda pela diminuição do equilíbrio, baixa auto estima, incapacidade de realizar atividades de lazer e outras.

Tenho certeza que existe muita gente que gostaria de passar alguns momento de lazer com a família porém está incapacitado devido a falta de equilíbrio, dores articulares e dependência física.

Quantas donas de casa não sentem dores lombares em atividades simples do dia a dia como limpar uma casa? E aqueles que não agüentam mais jogar o futebol ou tênis com os amigos? O pior de tudo: acreditar que estas atividades são para pessoas mais novas.

Em um estudo cientifico realizado na Tufts University, mulheres de 90 anos aumentaram sua massa muscular em 9% e sua força física em mais de 100% como resultado do treinamento resistido. Treinamento resistido é o nome técnico do treinamento de força ou da musculação, os dois últimos mais conhecidos popularmente.

Imagine o que você seria capaz de realizar se tivesse sua força muscular aumentada em mais de 100%.

O treinamento de força realizado de maneira adequada proporciona diversas melhorias no estado de saúde e na capacidade física, principalmente em pessoas com mais idade: aumento da massa muscular, aumento da força muscular, aumenta da velocidade, aumento da flexibilidade, melhora da capacidade cardíaca, diminuição das dores articulares, melhora no equilíbrio, diminuição dos risco de queda, melhora na força dos ossos, diminuição do colesterol, perca de gordura, diminuição do alcoolismo e tabagismo e outros diversos benefícios como o tratamento da hipertensão, do diabetes, fibromialgia, e muitas outras reabilitações.

Por exemplo, depois de 18 meses de exercícios de treinamento de força, um idoso com 60 anos ganhou 2,3 Kg de músculo, perdeu 7,7 Kg de gordura e aumentou a velocidade de sua tacada no tênis.

Muitas pessoas já habituadas com o "falso conforto" do sedentarismo, da como justificativa além da falta de tempo e a correria do dia a dia, o fato de sentirem se cansadas e acreditam que os exercícios as deixariam ainda mais cansada, onde na realidade o que acontece é justamente o contrário. Muitas pessoas que iniciaram o treinamento de força relatam como um do benefícios percebidos, o maior vigor e disposição para a realização do trabalho e das atividades diárias.
Outras dizem estarem velhas para ir a uma academia, e assim deixam de obter todos os benefícios citados acima. Nunca se é muito velho para se exercitar, mas, provavelmente, se é muito velho ao não se exercitar.

Referencias:
GRAVES, J.E. e FRANKLIN, B. A. Treinamento resistido na saúde e reabilitação. Editora Revinter, 2006.
JACOB, W. F. Atividade física e envelhecimento saudável. São Paulo: editora Atheneu, 2006.
WESTCOTT, W. e BAECHLE, T. Treinamento de força para a terceira idade. Editora Manole, 1 edição brasileira, 2001.


Por Deives Francis

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Está Comprovado: Comer Carbohidratos à Noite Emagrece Mais!

Quem nunca ouviu dizer que comer carboidrato à noite engorda? Uma pesquisa prova o contrário, comer carboidrato só à noite ajuda a emagrecer

Fatias de pão com fita métrica. Onde quer que você vire, há uma nova dieta ou pílula mágica do emagrecimento. Cada um promete ajudá-lo a perder quilos, reduzir a cintura em algumas polegadas e uma silhueta menor. Nós vimos a dieta do grapefruit, a dieta da sopa de repolho, a dieta de Hollywood, o plano de Atkins, South Beach, Pritikin, The Biggest Loser, Vigilantes do Peso, Jenny Craig e milhões mais.

Um dos dilemas de dieta mais duradoura, graças ao Dr. Atkins, foi o enigma dos carboidratos. Primeiro foi todos os carboidratos foram ruins, então era carboidratos simples versus carboidratos complexos. Vamos enfrentá-lo, fomos carbed à morte.

Mas um estudo novo de perda de peso pode simplesmente transformar tudo da "sabedoria carb" convencional em sua cabeça. De acordo com pesquisadores israelenses, a chave para a efetiva perda de peso (para não mencionar uma série de marcadores de saúde), pode estar em quando você come carboidratos, e não o que você come. [1]

É uma coisa hormonal

Os pesquisadores basearam suas hipóteses sobre o conhecimento que a gordura adiposa, que é onde o seu corpo armazena calorias, na verdade funciona como um órgão endócrino [2]. Órgãos endócrinos secretam hormônios, e no caso de gordura subcutânea, que secreta adipocitocinas, que são hormônios que controlam a fome, saciedade, e desempenham um papel na resistência à insulina e da inflamação – todos os fatores críticos quando você está falando sobre a perda de peso.

Outro jogador é a leptina, um hormônio que é uma espécie de mensageiro do tecido adiposo para o cérebro, dizendo que se você estiver com fome ou cheio. Este é o lugar onde o novo estudo vem dentro

Você vê, a secreção de leptina foi encontrado para seguir certos padrões. É baixa a partir de 8:00 até 4:00 Em seguida, começa a aumentar cerca de quatro horas, atingindo seu mais alto em torno de secreções 01:00 [3] A ironia disso é que, quando a leptina está em seu nível mais alto e, portanto, mais eficaz, a maioria das pessoas são dormindo!

Da mesma forma, há um outro hormônio chamado adiponectina, que também desempenha um papel na obesidade, uma vez que ajuda o metabolismo de carboidratos e reduzir a inflamação aumentar o colesterol e os níveis de açúcar no sangue. [4] Acontece que, como a secreção de leptina, adiponectina é mais baixa também durante o dia. No entanto, quando uma pessoa perde peso, suas secreções adiponectina aumentam durante o dia e caem durante a noite [5].

Considerando tudo isso, pesquisadores se perguntaram se eles poderiam alterar os níveis de leptina e adiponectina, controlando quando as pessoas comeram carbs. Sua teoria era que, alterando essas secreções, as pessoas teriam maior perda de peso e, possivelmente, até mesmo melhorar a resistência à insulina, distribuição de gordura, os marcadores de inflamação e os níveis de colesterol.

Criação de um Plano de refeições

Os pesquisadores recrutaram 78 policiais entre as idades de 25 e 55, todos que tinham um índice de massa corporal (IMC) superior a 30, que é considerada obesa.

Os participantes foram divididos aleatoriamente em dois grupos. Durante seis meses, ambos os grupos consumiram uma dieta que consistia em:

20 por cento de proteína
30-35 por cento de gordura
45-50 por cento de carboidratos
1,300-1,500 calorias por dia

A diferença foi que o primeiro grupo comeu todos os seus carboidratos no jantar, enquanto o segundo grupo comeu seus carbs durante todo o dia. Muitos dos carbs veio de biscoitos, batatas, pão ou arroz.

Amostras de sangue foram colhidas de todos os participantes no início do estudo, uma semana em três meses, e no final de seis meses. Além disso, a fome a saciedade escalas foram dadas a cada participante sobre os mesmos dias, a cada quatro horas antes das refeições. Quem não aderir à dieta ou ultrapassado a sua contagem de calorias foi excluído do estudo.

No final do período de estudo, houve um total de 63 participantes, 30 no grupo de carb noite e 33 no grupo de carboidratos todos os dias.

É uma questão de quando, não o que

No final do período de estudo, os pesquisadores descobriram que a ingestão de carboidratos só à noite teve um profundo impacto sobre os resultados.

Embora ambos os grupos tiveram perda significativa de peso, diminui o IMC, e abdominal e corpo reduções de gordura, esses percentuais foram maiores no grupo carb noite.

No lado da fome, 67 por cento dos participantes carb noite tinha um desejo diminuído comer, em comparação com apenas uma redução de 19 por cento no grupo de carboidratos o dia todo. Da mesma forma, ninguém no grupo carb noite tinha uma preocupação maior com os alimentos, enquanto 33 por cento do grupo durante todo o dia tiveram um aumento em sua preocupação com os alimentos.

Os níveis de glicose não foram diferentes. Aqueles no grupo carb noite viu uma diminuição de 20 por cento em glicose em jejum no final do período de estudo, enquanto o grupo durante todo o dia tiveram uma diminuição cento meros 8.

Quando chegou ao colesterol, os dois grupos teve uma redução de triglicérides, bem como os níveis de colesterol LDL. Mas, quando se tratava de colesterol HDL (o bom material), o grupo carb noite teve um aumento de 41 por cento no final do período de estudo, em comparação com um aumento de 26 por cento no grupo durante todo o dia.

E, quando ele veio para o marcador de inflamação proteína C-reativa, o grupo carb noite tiveram uma redução de 28 por cento, em comparação com uma redução de 6 por cento no grupo durante todo o dia.

Finalmente, o grande teste – os níveis de leptina e adiponectina. Quando chegou à leptina, ambos os grupos registou uma diminuição em média de 12 horas concentrações de leptina, com reduções um pouco menor no grupo carb noite (21 por cento versus 26 por cento). Lembre-se, menos é melhor com leptina.

Com a adiponectina, o grupo carb noite viu um aumento significativo na média de 12 horas concentrações, com um aumento de 44 por cento, em comparação com um aumento de 14 por cento no grupo carb durante todo o dia. E aqui, mais é melhor.

Assim, para dizê-lo ainda mais simples, poupando carboidratos para jantar resultou em:

  • Mais perda de peso
  • Menor IMC
  • Reduzida circunferência abdominal e perda de gordura
  • Menos fome e preocupação com alimentos
  • Diminuição da glicemia de jejum
  • Redução no colesterol LDL e triglicerídeos
  • Aumento do colesterol HDL
  • Diminuição da inflamação
  • Redução nos níveis de leptina (hormônio fome contra completa)
  • Aumento nos níveis de adiponectina

Com base nisso, os pesquisadores concluíram que "o consumo de carboidratos principalmente no jantar aumenta os níveis de adiponectina, em comparação com a dieta padrão de controle, levando a melhorias na resistência à insulina, o perfil de síndrome metabólica e estado inflamatório".

Nada mal para uma mudança de dieta simples!

Dar um giro

Raramente uma mudança tão simples dieta tem efeitos tão profundos sobre sua saúde, então porque não experimentá-lo. Mantenha snacks seu pequeno-almoço, e meio-dia para à base de vegetais em proteínas e opções. E salvar o pão, batatas ou arroz para o jantar.

Esta poderia ser uma das maneiras mais fáceis e eficazes para perder peso e melhorar sua saúde que temos visto em muito tempo!

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Por Fábio Moura Veras
Fonte: http://fisiculturismo.com.br/2011/08/esta-comprovado-comer-carbohidratos-a-noite-emagrece-mais/